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Pelo terceiro ano consecutivo o restaurante Central (Lima, Peru), de Virgilio Martinez conquista o primeiro lugar do ranking dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina (Latam50Best), uma iniciativa dos mesmos organizadores do The World 50Best. A lista, divulgada a noite passada na Cidade do México, coloca ainda um outro restaurante peruano no 2º lugar, o Maido, enquanto que o 3º lugar ficou reservado para o D.O.M. de Alex Atala, que sobe  uma posição em relação ao ano passado.

 

Recordo que Virgílio Martinez (na foto de cima, junto com a sua mulher e colega, Pía León) passou pelo Peixe em Lisboa em 2013, onde fez uma apresentação muito interessante perante uma audiência que preenchia apenas metade do auditório. Na sua exposição, o chefe peruano mostrou alguns dos produtos que trouxe clandestinamente consigo recorrendo a eles para mostrar a sua cozinha baseada nos vários habitats que se encontram no país: a cidade e o mar a um nível baixo, a montanha e a Amazónia. Nessa altura Martinez era apenas um chefe emergente de quem se começava a ouvir falar. Porém, uma semana depois começaria a sua rota ascendente, ao entrar, na 50ª posição, na lista do W50Best. Já nos anos seguintes, bom, a subida foi tipo foguete: 15º em 2014, 4º em 2015 e 2016.  

 

7706493.jpegUm dos pratos de Virgílio Martinez, no Central

 

Quando em 2013 foi criada uma lista especifica para a América Latina, o Peru estava no auge e ainda era a época do Astrid e Gastón, que acabou por liderá-la (embora se esperasse que fosse o restaurante de Alex Atala a ficar com o posto cimeiro, dado que nessa altura era o mais bem classificado da lista mãe W50Best). Contudo, nos anos seguintes seria Virgílio Martinez, ex-braço direito Gastón Acurio, a tomar o poder: 1º lugar em 2014, 2015 e, agora, em 2016.

 

O Peru que tem dominado a lista, conquista os dois primeiros lugares, colocando, ao todo 9 restaurantes entre os 50 primeiros, isto apesar dos relatos que chegam sobre o desinvestimento das autoridades peruanas na promoção da sua gastronomia, ao contrário do que acontece com o México que coloca, igualmente, 9 restaurantes na lista, feito idêntico ao do Brasil.

 

Em relação a este último destaque para o Prémio Carreira atribuído a Claude Troisgros e para a entrada mais alta no ranking de A Casa do Porco Bar, na posição 24. Este último é um dos projectos de restauração mais interessantes e inovadores de São Paulo tendo o chef e dono, Jeffim Rueda, conseguido a proeza de trazer os paulistanos para o centro (o restaurante fica junto ao mítico edifício Copan de Oscar Niemeyer) e dar-lhes a comer porco de mil e uma forma diferentes - isto numa cidade onde vaca é sinónimo de carne. 

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Como em tudo, teria de haver um português nestas andanças. Não, a Tasca da Esquina de São Paulo não consta da lista. Porém, o igualmente paulistano Tuju, de que Rodrigo Sobral (na foto), filho de Vítor Sobral, é sócio e chefe de sala, entrou directamente para a 45ª posição. 

 

Confira a lista abaixo bem como uma infografia dos resultados:

 

Entre os brasileiros: 

 

D.O.M (3º), Maní (8º), Olympe (17º), Lasai (18º), A Casa do Porco (24º), Roberta Sudbrack (25º), Mocotó (28º), Remanso do Bosque (44º), Tuju (45º).

 

Geral:

 

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publicado às 19:04

 

Estrella_Damm_GC_34FC.jpgCerca de 400 convidados compareceram nesta segunda-feira ao primeiro Congresso de Gastronomia Estrella Damm, que decorreu na Lx Factory, em Lisboa. Sendo o tema “As Chaves da Cozinha de Vanguarda”, a verdade é que, além de muitas pistas para o explorar, houve também ocasião para os seis chefes portugueses e espanhóis que se apresentaram mostrarem o trabalho que estão a realizar actualmente, assim como as reflexões que o justificam, o que certamente agradou à plateia - constituída essencialmente por profissionais de cozinha, de sala, jornalistas e bloggers especializados e outras pessoas ligadas ao sector da restauração - que não arredou pé até ao final do evento.

 

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publicado às 12:30

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Está à porta mais um Congresso dos Cozinheiros (CNC), o fórum profissional que se realiza desde 2005, e que este ano tem como tema o risco. Refere a organização que "cada vez mais vemos chefes e empresários a deixar projectos, muitos já consolidados e portos seguros, para arriscar ir mais longe, consolidar ideias e apresentar novos conceitos", bem como novos modelos  - "a cozinha na sala, a sala na cozinha, a pastelaria no palco principal"). 

 

 

 

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publicado às 21:17

Noirmoutier, o que é que esta ilha tem?

por Miguel Pires, em 19.09.16

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Tem uma aura especial, praias semi-adormecidas, produtos de excepção e Alexandre Couillon, um chef de terroir talentoso e persistente que conta com duas estrelas Michelin. Ah!, e também tem, agora, um episódio Chef’s Table que documenta a relação entre ambos.

 

 

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publicado às 11:00

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Não há rodriguinhos, nem imagens turísticas tipo postal, em Chef’s Table. Nem condescendência com o espectador ou piscar de olhos à la Rodrigues dos Santos. O registo cinematográfico da série documental é um exemplo de como se pode contar uma história com beleza e tranquilidade, sem esconder as imperfeições dos lugares ou das figuras retratadas.

 

 

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publicado às 13:31

 

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 Uma cozinha que mostre um pouco dos lugares por onde andaram os portugueses desde a época dos Descobrimentos é o tema geral do que Vasco Lello pretende apresentar no novo hotel Memmo Príncipe Real, que deverá abrir dentro de um mês no bairro lisboeta, com entrada por um arco na R. D. Pedro V e belíssima vista para a cidade (o futuro terraço na imagem acima, em 3D). O nome do restaurante do hotel é precisamente Café Colonial e o chefe, de 36 anos, pretende iniciar nele uma nova fase da sua carreira, que teve como momentos mais marcantes até agora a chefia do Flores, no Hotel Bairro Alto, de onde saiu em finais do ano passado, após quatro anos, e presença na equipa do Pestana Palace, na altura chefiada por Aimé Barroyer, entre 2007 e 2011.

 

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publicado às 12:57

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Já tínhamos escrito aqui sobre a vinda a Lisboa, na próxima segunda-feira, dia 19 de Setembro, de Andoni Luiz Aduriz (Mugaritz) e Albert Adrià (Tickets / Pakta...) para participarem no Estrella Damm Gastronomy Congress, junto com Nandu Jubany (Can Jubany, Calldetenes - Catalunha) e os portugueses João Rodrigues (Feitoria), Henrique Sá Pessoa (Alma) e Kiko Martins (O Talho/ A Cevicheria). Aproveitamos agora para anunciar que o Mesa Marcada será parceiro de media do congresso e que iremos acompanhar com maior detalhe os acontecimentos. Para já, começamos por levantar um pouco o véu sobre o que se irá passar nesse dia, nomeadamente, sobre as apresentações do chefes. 
 
 

 

 

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publicado às 21:53

Atsushi Tanaka com Alexandre Silva no Loco

por Miguel Pires, em 11.09.16

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No próximo dia 3 de Outubro, o chef japonês radicado em Paris, Atsushi Tanaka, vai cozinhar no Loco, junto com o chef anfitrião Alexandre Silva, num jantar para 22 pessoas (tantas quanto a lotação do lugar). Atsushi quem?

 

Muita da agitação que se tem vivido no movimento bistronomie francês dos últimos anos deve-se, em parte, a muitos cozinheiros estrangeiros que vieram estudar e trabalhar para França e que uma vez formados estabeleceram-se lá - sobretudo em Paris - em vez de regressarem aos seus países. Atsushi Tanaka é um desses casos.

 

Atsushi chegou à capital francesa com 17 anos para trabalhar com Pierre Gagnaire, a quem chama o seu mestre. Porém, o japonês não se deixou ficar apenas por terras gaulesas, e passou ainda por restaurantes como o espanhol Quique Dacosta, o holandês Oud Sluis, ou os escandinavos Geranium,  Frantzén e  Oaxen Krog.

 

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Imagens: montagem a partir das fotos de pratos de Atsuki Tanaka tiradas do seu Instagram

 

Com esta constelação de estrelas Michelin na bagagem o chef japonês arriscou e, em Março de 2014, abriu o seu restaurante A.T, no nº 4 da Rue du Cardinal Lemoine (Paris), tendo-se destacado por oferecer uma cozinha naturalista com um sentido estético muito apurado e naturalmente influenciada pelos lugares por onde passou. "O que Tanaka faz é muito mais do que comida, os empratamentos são lindos e elegantes, tal como a comida, delicada, subtil mas cheia de sabor”, refere Alexandre Silva, que nos conta ainda como tudo se passou. "Não o conhecia pessoalmente, mas começámos a falar e marquei uma reunião com ele em Paris, onde jantei no seu espaço. Criou-se uma empatia. Ele é super acessível uma pessoa única!", confessa, entusiasmado, concluindo que se identificou muito com o seu trabalho que "tem tudo a ver com o conceito Loco".

 

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Só vinhos bio nacionais no jantar do Loco e nada dos austríacos Gut Oggau, de que Tanaka é louco (ou haverá?) 

 

Ainda segundo Alexandre Silva, o menu que irá ser apresentado no dia 3 de Outubro “será um jantar muito A.T”,  com  oito pratos, porém, criados pelos dois em conjunto e com produtos nacionais. O japonês é um fervoroso adepto de vinhos naturais - uma tendência cada vez mais presente nos restaurantes das novas gerações (e não só), lá fora - mas não irá trazer consigo nenhum dos seus "funky wines", dado que o menu será harmonizado apenas com vinhos nacionais de origem biológica. Por último o preço deste jantar será o mesmo do praticado no A.T,: 150€ (harmonização de vinhos incluída). 

 

Contactos:

Restaurante Loco, Rua dos Navegantes nº53-B 1250-731, Lisboa. Reservas: T.: 213 951 861. Email: reservas@loco.pt

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publicado às 18:46

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Seguindo a tendência do que aconteceu em outros países, nestes últimos anos, em Portugal, tem-se falado com algum entusiasmo de food trucks e comida de rua, uma actividade que fora as tradicionais rulotes das feiras, concertos eventos desportivos, tem tido uma evolução discreta, sobretudo, se falarmos em propostas que façam a diferença.

 

 

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publicado às 00:03

O fim do ciclo dos petiscos

por Duarte Calvão, em 05.09.16

 

Hesitei em pôr um ponto de interrogação no título deste post, mas decidi que ia arriscar na afirmação, até porque é isso que desejo. Espero que este ciclo maldito, que começou por incluir também a chamada “alta cozinha low cost”, um absurdo que, apesar de ter sido repetido por tudo quanto era jornal, revista, televisão e blogue, felizmente não fez escola, tenha chegado ao fim. Claro que não tenho nada contra casas de petiscos (onde incluo hambúrgueres, pizzas e quejandos) e restaurantes mais em conta, mas julgo que os chefes mais criativos, mais bem apetrechados técnica e culturalmente, nunca devem fazer deles os seus “primeiros restaurantes”, como em tempos temi neste post intitulado “Cozinhar abaixo das possibilidades”, do já longínquo ano de 2009, quando este blogue dava os seus primeiros passos. Porém, outros perigos surgem no horizonte, geralmente sob a forma de inocentes criancinhas, como mais adiante veremos.

 

 

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publicado às 17:30


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