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Vinhos sem álcool?

por Rui Falcão, em 09.06.09
Sim, eu sei, o debate é sobretudo filosófico e conceptual, mas será que um vinho sem álcool continua realmente a ser vinho? Não será a fermentação, e o álcool como produto natural e inevitável da fermentação, um dos principais sustentos daquilo a que chamamos vinho? Fará sentido o vinho sem álcool, elemento decisivo na estrutura, corpo, suavidade e identidade do vinho?
Bom, comercialmente, talvez seja uma vantagem decisiva, sobretudo nos mercados de monopólio estatal, nos mercados do Canadá e países nórdicos, onde o álcool sofre juízos morais que dificultam a entrada no mercado, taxas rijas, e onde os vinhos estão dependentes de concursos internacionais para poder entrar no mercado. Apresentar uma bebida sem álcool, com aspecto e paladar semelhante ao vinho, isenta de concursos estatais para entrar em garrafeiras, é uma vantagem competitiva evidente. Poder vender esta bebida a jovens de todas as idades, poderá ser outra vantagem comercial pelo alargar de mercados.
Mas, se nos apartarmos das vantagens financeiras para os produtores, será que o modelo de vinho sem álcool faz sentido?

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publicado às 12:54


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