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Fancy Fast Food

por Miguel Pires, em 30.09.09
A coisa vem dos EUA, esse país onde se consegue fazer dinheiro com as coisas mais inacreditáveis,  e tem por detrás uma ideia muito simples: pega-se num menu de uma cadeia de fast food, desmonta-se e recria-se. O resultado pode ser visto aqui (donde retirámos as duas fotos que publicamos abaixo) e aqui (com direito ao modus operandi filmado). Com sentido de humor o autor do blog deixa o aviso logo no inicio: "Yeah it's still bad for you - But see how good it can look!"







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publicado às 23:55

E Agora António?

por Miguel Pires, em 30.09.09
Recupero este post que escrevi , em 2008, no Chez Pirez, e volto a publica-lo agora após a triste noticia sobre a morte do António Carvalho. 

Domingo, Março 23, 2008




Ontem fui visitar o António Carvalho, personagem que apenas conhecia de algumas palavras trocadas no reboliço do El corte Inglês, onde costumava deslocar-se sempre que lhe pediam que viesse promover os seus vinhos. Por vezes, gostava de ficar a observar, à distância, a reacção dos pseudo entendedores (daqueles que dizem que vinho é tinto e de preferência bem morninho) perante o olhar vivo e desconcertante do António, quando este os convidava a provar os seus brancos da Estremadura, região que não tem o pedigree do Douro ou do Alentejo, e em que as garrafas não ostentam, no rótulo, o nome Quinta de qualquer coisa com um brazão.

Acontece que o António Carvalho é autor e produz dois vinhos de culto portugueses, O Casal Figueira Tradition e o Casal Figueira Vindima Tardia. Na verdade não produz, produzia.
Infelizmente, agora em que as suas vinhas estavam a atingir a maturidade, vão ser substituídas por plantações de morangos industriais, para regozijo dos impacientes da fruta de época.
Ontem, quando o visitei, não lhe perguntei o porquê de sucumbir a esse poder agro-industrial, logo ele que nunca se cansou de explicar as virtudes da produção do seu vinho segundo processos biodinâmicos.
Ainda tentei puxar para a nostalgia mas percebi que estava em vias de cair no ridículo. Afinal, o clima era de festa e todos os que quiseram aparecer mostravam-se felizes por ali estarem em convívio, provando, bebendo e comendo, sem pressas, como se amanhã fosse apenas mais um dia normal.

E agora António?
“ – Agora… agora começa-se tudo de novo, noutro sitio.”


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publicado às 00:45

Um amigo...

por Rui Falcão, em 29.09.09
Crédito foto: revista WINE – A Essência do Vinho

Hoje morreu um amigo, um homem verdadeiro e apaixonado, simples e sem lérias, um homem que viveu toda a vida de forma autêntica e descomplexada, sempre com um sorriso de eterna candura. Além de bom amigo e de bom homem, foi autor de alguns dos brancos mais originais de Portugal, os vinhos de Casal Figueira que tanto elogiei ao longo da minha vida profissional de jornalista especializado em vinho. A ti, António Carvalho, deixo uma sentida homenagem.

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publicado às 21:29

Especial de corrida

por Rui Falcão, em 29.09.09

Homenagem a Neil Ashmead, um dos fundadores da Elderton, produtor australiano, lendário pela paixão assolapada por carros desportivos, é o GTS (Grand Tourer Shiraz).

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publicado às 10:57

Privilegiados sejamos

por Miguel Pires, em 28.09.09

Restaurante Feitoria


Se tivesse que utilizar uma palavra para descrever o Hotel Altis Belém seria “privilégio”. Privilégio dos proprietários que conseguiram edificá-lo em lugar tão especial da frente ribeirinha lisboeta; privilégio dos arquitectos que souberam tirar partido do local, acrescentando valor; privilégio dos hóspedes que têm à sua disposição um dos hotéis mais belos e com melhores vistas da cidade; privilégio de todos aqueles que passaram a ter um espaço de usufruto para um copo ao fim da tarde ou uma refeição simples na esplanada; e, por ultimo, privilégio de quem aprecia uma refeição de (boa) cozinha de autor e o pode fazer num local singular como este.
O autor dá pelo nome de José Cordeiro e tem no currículo a conquista de uma estrela Michelin, em 2005, aquando da sua permanência na Casa da Calçada, em Amarante. Ele o responsável máximo pelos espaços de restauração do hotel, mas é no restaurante principal, Feitoria, que dá largas à sua imaginação e nos provoca os sentidos com a sua cozinha inspirada em várias latitudes - da inspiração regional portuguesa, à italiana, passando pelo Japão, ou por terras gaulesas – ou não estivéssemos num local simbólico onde navegadores partiram à descoberta.
O espaço fica numa parte mais discreta do edifício. No interior a decoração contemporânea mantém a coerência das zonas públicas do hotel mas ganha aqui uma maior sofisticação, sem se tornar pesada ou ostensiva. No exterior, a esplanada abrigada em deck de madeira com vista para uma espécie de relvado em socalcos, com o Tejo ao fundo, permite-nos a fruição do espaço envolvente.  
Esta descrição parece tirada de um daqueles anúncios que se desenrolam sob o signo da perfeição mas que a todo momento esperamos um desacerto. Só que neste caso os desacertos foram mínimos. Houve uma entrada de caranguejo de casca mole (15€) cujo a confecção (panada) e a presença de sementes de sésamo acabou por abafar o seu sabor. De resto praticamente nada a apontar. Se não vejamos: Já falámos do espaço. Acrescentamos agora o serviço afável, eficiente e profissional. Dispensámos a carta de águas, mas não a dos vinhos, nem o seu serviço (excelentes copos, variedade, preços aceitáveis, temperaturas correctas). Nada disto valeria  se não tivéssemos uma ementa estimulante dificultar-nos a escolha, numa noite em que a harmonia foi uma constante.
Neste cenário o menu de degustação de 4 pratos (40€) pareceu-nos uma boa opção - existe outro de 5, por 50€. Ambos incluem a habitual oferta do chefe (amouse bouche) o que poderá levar-nos a dizer que isso é batota. Só que neste dia serviam um pequeno naco da famosa carne de vaca japonesa de Kobe, conhecida pela sua macieza e sabor. O prato seguinte, vieira corada com risotto de morangos selvagens, nas mãos erradas, podia ter dado num grande disparate. Acontece que a utilização de bons produtos, técnica na execução e talento na descoberta e conjugação dos elementos fizeram deste prato uma referência (e os morangos selvagens, mais acídulos, fazem toda a diferença). Aliás esta descrição facilmente se aplica às outras propostas degustadas. Das mais depuradas, como no cherne em papillote, timbale de batata ratte e (mini) legumes salteados, às de sabores mais complexos - mesmo que em parte familiares – como os do tornedó de novilho enrolado em bacon, tosta de gema e trufas, espargos verdes e chips de legumes.  
Se nas sobremesas o cone de morango com morangos fatiados foi prejudicado pela textura pouco cremosa do interior, já a tortinha de Azeitão com citrinos e gelado de tomilho superou as expectativas -  mesmo para quem habitualmente não acha grande graça a esse doce regional.
Por ultimo não podemos deixar de destacar também a criatividade no empratamento e o bom gosto e variedade da loiça escolhida. Quando o conteúdo é de nível superior, a encenação ganha um papel relevante no resultado final. José Cordeiro, ou Chefe Cordeiro, como gosta de assinar, aporta pela primeira vez em Lisboa para dar a conhecer o seu mundo num local único. O privilégio é nosso. O mérito é dele e de toda a equipa.


Preço desta refeição com vinho (Monte dos Cabaços branco 07), couvert,água e café: 60€/pax 


Contactos: Hotel Altis Belém, Doca do Bom Sucesso, Lisboa ; Telef: 210400200 (http://www.altishotels.com/)


Texto publicado originalmente no suplemento Outlook (Diário Económico) em 29 Agosto 2009

Carne de kobe sobre melancia


Caranguejo de casca mole com sementes de sésamo, sopa fria de manga e ar de laranja


Vieira corada com risotto de morangos silvestres




Cherne em papillote aromático, timbale de batata ratte e rabo de boi com legumes salteados



Tornedó de novilho nacional enrolado em bacon, tosta de gema e trufas e espargos 


Cone de morango, crocante de amendoim e avelã com texturas de morango



Tortinha de Azeitão sobre saladinha de citrinos, areia de pistáchios e gelado de tomilho

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publicado às 23:39

Embirrações XX

por Miguel Pires, em 27.09.09
Consta que o Nuno Diz, que na Confraria (York House) faz o melhor hamburger de Lisboa (mas que não merece ser conhecido apenas por isso - nem pelo facto do J. Quitério ter embirrado com ele - o hamburger), embirra com pimentos. Garanto desde já que a fonte não veio do Palácio de Belém (até porque o Fernando Lima está numa cave impedido de enviar emails).

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publicado às 16:56

Um Outlook na Feitoria de Belém

por Miguel Pires, em 25.09.09
Até recentemente não tinha uma opinião formada sobre a cozinha de José Cordeiro. Fixei-lhe o nome quando se tornou conhecido por ter conquistado uma estrela Michelin na Casa da Calçada em Amarante e soube que depois esteve ligado a um restaurante no Porto cujo conceito achei estrambólico, para não dizer outra coisa (o W'duck onde havia sanitas a fazer de cadeiras). Nunca cheguei a ter a oportunidade de ir à Casa da Calçada e com os relatos opostos que me chegaram, fiquei na mesma. Na única vez que estive na belíssima esplanada do hotel Altis Belém, neste Verão, também nada de especial se passou – até achei a carta pouco interessante. Apesar de tudo, fiquei com curiosidade de experimentar o Feitoria, o restaurante de top do hotel onde o Chefe Cordeiro “expõe” a sua cozinha de autor. E…vale mesmo a pena.
O relato dessa experiência pode ser lido amanhã, Sábado, no Suplemento Outlook do Diário Económico.



P.S1. deixo um “chips” de entrada para abrir o apetite. São especialmente para o Duarte Calvão que tem a mania que conhece as melhores batatas fritas de Lisboa. Ok que estes “chips” não são só de batata, mas mesmo assim são dignos de fazer inveja aos verdadeiros apreciadores).

P.S2 porque é que se tem ouvido falar tão pouco deste restaurante e deste Chefe?

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publicado às 20:09

USB (Port)

por Rui Falcão, em 25.09.09

É, seguramente, uma das formas mais inteligentes de contornar a proibição legal de usar o nome “Port”, denominação de origem protegida, nos vinhos licorosos californianos… basta rabiscar o símbolo universal de um USB port e omitir a palavra! Já agora, para os perfeccionistas, o código em binário da videira significa “Peliter Station”, o nome do produtor desta imitação de Vinho do Porto.

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publicado às 11:54

Pub Grátis (hot dog)

por Miguel Pires, em 24.09.09


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publicado às 00:28

Made in Japan

por Rui Falcão, em 23.09.09

Nem quero imaginar como será a ressaca...

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publicado às 01:04

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Porquê?

Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

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