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Amanhã, Segunda-Feira, às 11.00h...

por Miguel Pires, em 19.12.10

 

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publicado às 17:47

Presentes de Natal para foodies

por Miguel Pires, em 19.12.10

Dizem que fazer listas dos presentes que queremos receber subverte o espírito natalício. É possível. No entanto ninguém necessita de mais um par de peúgas brancas com raquetes na gaveta, nem de objectos inúteis que ocupam espaço e perturbam a vista.

A família descobriu que gosta destas coisas de comida e de bebida. Boa. A diferença é que em vez de meias com raquetes passou a ter meias com croissants e os objectos decorativos inúteis deram lugar a quebra-nozes em casquinha, ou saca-rolhas “muito giros”,  de inutilidade idêntica - já para não falar no conjunto de panos de cozinha com inscrições do tipo, “ o gourmet sou eu!”. Para tentar minimizar o problema deixamos algumas sugestões.

 

Também faz sangria

 

 

Não é um raspador ou ralador. É um Microplane. Não me pagaram para escrever isto. Faço-o convicção (ok e também porque fiquei fascinado com um de tamanho gigante no Ratatui). Consta que nasceu como uma ferramenta para trabalhar a madeira mas a sua resistência e precisão fez com que fosse adaptado à cozinha e se tornasse num must have. O Microplane não raspa, faz nuvens. De queijo parmesão, de casca de limão ou de noz moscada, por exemplo. Mas também faz uma sangria do dedo indicador e do polegar, se nos descuidarmos.

 

Preço: 20/25€, à venda no El Corte Inglês e em várias lojas de utensílios de cozinha

 

 

Um cerco às rabanadas entre coentros e poejos

 

 

 

Não se come, não se cheira e não tem aplicação para iPad. Mas folheia-se e dá-nos água na boca. “Entre Coentros e Poejos” é o livro do Chefe António Nobre que acaba de ser editado na Caminho das Palavras. Alentejano dos quatro costados, António Nobre (Chefe dos dois restaurantes dos hotéis M’Ar de Ar, em Évora) é um cozinheiro de grande talento e embora a sua cozinha se tenha requintado, mantém uma identidade ligada à tradição local. É este lado mais regional e de comida caseira que transparece nas 70 receitas que compõem o livro. São receitas simples, mas que não cedem a facilitismos. Creme de coentros, caras de bacalhau guisadas, perdiz estufada, favada com enchidos alentejanos, peras cozidas recheadas com queijo de Serpa e nozes, são alguns dos exemplos. Alguém falou em água na boca?

 

Preço: 19,95€

 

 

Uma paisagem para os Sentidos

 

 

Há restaurantes a que se vai pelo convívio. Tal como muitos concertos de música. No entanto há outros que requerem os sentidos apurados para serem desfrutados convenientemente. O Tavares é um bom exemplo e vale todos os (muitos) euros que custa. Por ser um dos mais antigos e belos restaurantes da cidade? Também.  Mas sobretudo por nesse cenário se poderem degustar as criações de José Avillez, um dos mais talentosos Chefes portugueses de sempre (e actualmente o único Chefe em Lisboa com uma estrela Michelin). Avillez pratica uma cozinha portuguesa contemporânea interpretada com audácia, sensibilidade, exigência e perfeição, como se pode apurar em pratos com nomes sugestivos como ‘paisagem alentejana’ ou ‘Cascais à beira-mar’. Já que é uma prenda de Natal peça o menu de degustação. Perdido por cem, perdido por mil

 

Endereço: R Misericórdia 35r/c, Lisboa. Tel:213 421 112. Para um jantar digno de uma boa prenda de Natal conte com 100/125€, pessoa (com vinho)

 

Vocação com convicção



O seu namorado resolveu esta semana que afinal o que quer mesmo ser é Chefe de cozinha. Você apoia-o. Faz muito bem. Acontece que na família já ninguém acredita. Acham que é mais uma aventura. É verdade que ter sido instrutor de skate, escultor de gelo e fotógrafo, em menos de um ano e meio, não ajuda. Cabe-lhe fazer qualquer coisa (ai o amor...). Ofereça-lhe um cheque tatuagem para deixe bem claro, na pele, a sua nova vocação. Um faca de Chefe, por exemplo. Peça um desenho emprestado aqui (ou procure no Google: chef's knife tattoo) e combine os pormenores com um tatuador.

 

Contactos: Bad Boones Tatoo, Rua do Norte, nº 85 - 1200-284, Lisboa (Bairro Alto); Tel:213460888. www.bad-bones.com;

 

 

É fácil, é barato, só não dá milhões

 

 

É mais uma vítima da conjuntura ou simplesmente gosta de oferecer produtos personalizados. Compre fracos no Depósito da Marinha Grande, encha-os com tomate confitado feito por si e peça a um amigo que lhe desenhe um rótulo. A receita é adaptada do livro de Joaquim Figueiredo e resulta sempre (mesmo não sendo esta melhor altura para o tomate): pegue em tomate chucha, faça um corte superficial na pele (em cruz) e escalde-o. Corte-o em quartos, retire-lhe a pele, o pedúnculo, a água e as grainhas e espalhe-o num tabuleiro. Deite por cima tomilho fresco, alho esmagado, flor de sal e azeite abundante. Leve 4 horas ao forno a 150º, et voilá! Depois é só colocar em frascos, cobrir com azeite. Dura 15 dias no frigorífico.

 

Contactos (frascos): o Depósito da Marinha Grande (www.dmg.com.pt) tem  Lojas em Lisboa, Almada, Porto e Braga.

 

Com base no texto publicado originalmente nas páginas Outlook, do Diário Económico, em 18 Dezembro.

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publicado às 12:09


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