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Pub Grátis (birdie bistro)

por Miguel Pires, em 19.05.11

 

Que grande banquete deveria dar a sede do BPN assim forrada. Enquanto isso não acontece vou ali comer uma francesinha  

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publicado às 16:10

Restaurante D’Oliva Lisboa

por Miguel Pires, em 19.05.11

Cozinha italo-portuguesa por afinar


 

Consta que no ano passado, em Lisboa, abriram cerca de 40 restaurantes dignos de registo e que, apesar da tão falada crise, alguns conseguiram impor-se com relativa facilidade. Entre eles há um que abriu discretamente, em Novembro, e que em pouco tempo se tornou um sucesso. Trata-se do D’Oliva do Grupo Al Forno, que chega a Lisboa depois de se ter imposto na área do Porto (e em Braga) onde têm actualmente, oito unidades com conceitos semelhantes. Não é o único dos novos restaurantes a encher a casa diariamente, mas é o único de grande dimensão a alcançar essa proeza ao almoço e ao jantar. É certo que o verdadeiro teste verificar-se-á após os primeiros seis meses, quando os holofotes e o factor novidade se dissiparem. Se a politica do buffet a 12€ se mantiver acredito que continuarão a ser bem sucedidos ao almoço, já que se trata de um óptimo ‘good value for money’ e sem grande concorrência à altura. Já quanto ao jantar, onde o preço médio sobe para o dobro, ou para o triplo, e a qualidade nem por isso, a história será certamente outra.

 

Infelizmente (ou felizmente, depende da perspectiva de quem observa) o sucesso de um local como este não se traduz necessariamente pela qualidade da oferta gastronómica que oferece, mas sim por um conjunto de factores em que esta não é necessariamente a mais relevante. O D’Oliva é um desses casos. É um local agradável, elegante, sem grandes formalismos e onde o ver e ser visto é tolerável. O problema é que actualmente, ao jantar, a qualidade da comida e do serviço estão longe de valer os 40€ de preço médio por refeição (com vinho).

 

O italiano Giorgio Damasio, conhecido pelo seu bom trabalho no Hotel da Lapa, é o Chefe de serviço. No entanto a percepção é que não se dá muito conta da sua intervenção no menu, dado que  muitas das propostas são as mesmos que existem em outras casas do grupo - uma mistura entre pratos de cozinha popular italiana (carpaccios, massas, risotos, pizzas), com outros de base portuguesa.

Trata-se de uma comida confortável, com um leque de opções de agrado geral,  para uma escolha fácil e rápida (é a primeira vez, em Lisboa, que se vê um restaurante, a este nível, servir pizzas). O pior é quando a eficácia se traduz num serviço apressado e desordenado. Numa casa com estas características o serviço é um ponto sempre sensível. Mas quanto falamos de um restaurante com um preço mais elevado, a exigência é maior e por isso o investimento neste campo é fundamental. Das duas refeições que fiz recentemente (a um Sábado, ao jantar e, num dia de semana, ao almoço) houve um conjunto de falhas que embora não tenham sido graves, quando somadas, acabaram por ser irritantes. No Sábado, no turno das 20.30h (há outro às 22.30h), poucos minutos depois de confirmada a reserva à entrada (em nome da pessoa que me acompanhava) encaminharam-nos para uma mesa junto a uma área de serviço, na parte de não fumadores, apesar da reserva ter sido para zona de fumadores. Uns minutos após, a mesma pessoa que nos recebeu liga-nos a perguntar se confirmamos a reserva. Insólito, mas até que teve graça. Depois, até ao final da refeição, foi demasiado evidente a luta contra o tempo em que os empregados andavam: constantemente apressados, de um lado para o outro, servindo-nos, com correcção, mas sempre com o ar de quem já estava a pensar na próxima tarefa. Que raios é Sábado à noite, um cliente quer ser servido num bom ritmo, mas ninguém está propriamente atrasado para uma reunião (nós pelo menos não estávamos). É verdade que nunca nos disseram que às 22.30h teríamos que sair para dar a vez ao próximo – como é recorrente em outros lugares que adoptam o mesmo sistema de dois turnos – mas todo aquele stress, irrita.

 

 

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publicado às 01:45


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