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José Júlio Vintém no Álôin

por Duarte Calvão, em 02.11.11

 

O que lhe aconteceu na noite de dia 31 de Outubro?

Vim a Lisboa e fui jantar ao Ljubomir [Bistro 100 Maneiras, no Chiado]. Quando passei pelo Camões, vi um espectáculo com campas, encenações de mulheres a ser violadas, cabeças partidas…Pensei que estava tudo louco. Quando cheguei ao restaurante, perguntei ao Ljubomir o que era aquilo e ele disse-me que era o Halloween…Aí é que fiquei pasmado com tanta palermice, nunca na vida tinha visto tanta patetice junta.

 

Como é o Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro, em Portalegre?

É um pretexto para irmos a casa dos amigos pedir os “santinhos”.

 

O que é isso?

É uma tradição que só se faz naquele dia, até ao meio-dia. Almoçamos com eles, bebemos uns copinhos, provamos os licores caseiros de fruta, que nessa altura se adoçam. A frutas (ginja, cereja, morango, sobretudo) ficam a macerar na aguardente desde a Primavera e agora acrescenta-se o açúcar, a água, cada casa faz à sua maneira.

 

E as crianças também bebem?

As crianças vão pedir os santinhos mesmo a casa de quem não conhecem bem e dão-lhes nozes, broas, rebuçados de ovos caseiros, maçãs, peras, marmelos…Quem não tem, dá uma moeda. A minha mãe tem sempre em casa essas guloseimas nesta época.

 

Portanto, nada de Halloween?

É uma patetice imitada dos americanos. Se for para uma festa numa discoteca ou num bar, ainda vá, agora vamos a um supermercado e está tudo com abóboras com carantonhas e máscaras de bruxas? Qualquer dia, estamos todo a falar em americano…

 

Fotografia de Cristina Gomes, tirada no Centro de Artes Culinárias, no Mercado de Santa Clara, em Lisboa, onde o chefe José Júlio Vintém, do restaurante Tomba Lobos, em Portalegre, fez ontem uma demonstração de cozinha com castanhas, juntamente com Marlene Vieira, sub-chefe do restaurante lisboeta Manifesto.

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publicado às 17:14

 

Apesar das distorções que podem provocar e das mentiras que podem reproduzir, a análise estatística demonstra ser um exercício bem interessante. Através da sua leitura descobrimos, por exemplo, que os portugueses são os maiores consumidores de vinho per capita do mundo, com uns estrondosos 46,3 litros por cabeça, ligeiramente acima de italianos e franceses que se quedam pelos 45,6 litros e 41,5 litros respectivamente. Insólito é o consumo espanhol que não ultrapassa os 26,9 litros de vinho per capita, valor substancialmente mais baixo que o apetite de austríacos, dinamarqueses, gregos, suíços ou argentinos. O que se passa em Espanha?

O outro valor surpreendente é o consumo de vinho brasileiro que, por ora, se arruma nuns míseros 1,8 litros per capita, uns dos valores mais baixos entre as economias ditas ricas e os países emergentes, valor com tendência para subir exponencialmente.

Excelentes notícias para os produtores de vinho portugueses!

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publicado às 12:29


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