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Gastrónomos internacionais vêm provar Portugal

por Duarte Calvão, em 03.11.11

 

Começa hoje com um almoço de cataplana no hotel Altis, preparada pelos chefes José Cordeiro e Bertílio Gomes, um Encontro Internacional de Gastronomia que trará a Lisboa, até domingo, 60 membros da Academia Internacional de Gastronomia, presidida por José Bento dos Santos. O encontro é organizado pela Academia Portuguesa de Gastronomia e, além tratar dos assuntos próprios da entidade, pretende mostrar algo do que melhor temos na área de gastronomia e vinhos. De destacar a realização da Assembleia-Geral da Academia Ibero-Americana, que é constituída pelas academias de Portugal, Brasil, Espanha, Peru, México, Chile e Argentina. Quanto ao programa gastronómico, ele prossegue logo à noite com um jantar com "o melhor marisco do mundo" preparado pelo chefe Vítor Sobral, a quem "emprestaram" o Tivoli Terraço para receber os académicos.

Amanhã de manhã, no Altis, há conferências, com Rafael Anson, da Academia Espanhola, a falar de Turismo Gastronómico, José Bento dos Santos sobre o programa Prove Portugal, organizado pelo Turismo de Portugal, e o especialista em comunicação e imagem Carlos Coelho a explicar que "Portugal é de se comer". Segue-se almoço no Eleven preparado pelos chefes Joachim Koerper e Albano Lourenço e à noite, no Museu dos Coches, as academias portuguesa e espanhola assinam um convénio para desenvolverem a gastronomia ibérica no mundo, salvaguardando a identidade de cada país. O jantar de gala no museu é da autoria de José Avillez e está prevista a presença do ministro da Economia. Antes, de tarde, nos Paços do Concelho, haverá uma apresentação de José Bento dos Santos em que se conjugará a música de Chopin com vinho do Porto. Os "trabalhos" terminam no domingo com um almoço na Fortaleza do Guincho preparado por Vincent Farges. Tudo isto será acompanhado por vinhos de alguns dos melhores produtores portugueses, casos da Sogrape, Anselmo Mendes, Luís Pato, Poças, Lavradores da Feitoria, Niepoort, Symington, Sogevinus, Vallado, Noval, Vale Meão, Calém, Quinta de la Rosa, entre outros.

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publicado às 13:30

O Croissant segundo Eric Kayser

por Miguel Pires, em 03.11.11

 

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Hoje acordei bem cedo, vá-se lá saber porquê (oh vizinho de cima não era já altura de acabar com as obras?). Liguei o computador e, no site do Público, fui seduzido  por um destaque bem no topo da página. Não se tratava do anúncio de mais um imposto, nem do esturro grego, nem do Duarte Lima a sodomizar uma velhinha, nem do bebé 7 milhões. Era sim uma imagem de um dourado croissant com o sugestivo título : "O chef Eric Kayser prepara o autêntico croissant francês".

 

Boa, croissants à la mestre para o pequeno almoço. Deve dar trabalho mas aposto que compensa. Farinha, àgua, leite em pó, manteiga, fermento (ah, aposto que é aqui que está o truque!). Só que aos 2'43''...Glup, mas um croissant destes leva mesmo esta quantidade de manteiga?!

 

Ver o mestre Kaiser colocar uma posta de manteiga em cima da massa só tem equivalência quando observamos o Duarte Calvão fazer o mesmo numa tosta de pão. Não é possível que a Marion Cotillard, a Julie Delpy ou a Juliette Binoche tenham sido alimentadas assim (O Sarkozy foi, de certeza, e com rançosa). Acho que nunca mais volto a ingerir um croissant na vida.

 

Hum... será que tudo isto não passa por um nadinha de culpa por ter comido ontem umas belas fatias de toucinho fumado de porco bísaro da sal­si­cha­ria de Gimonde, de Bra­gança, que trouxe do Festival de Gastronomia de Santarém? ou da incrível broa de abóbora e dos dois pastelinhos, da Pousadinha de Tentúgal, que se lhe seguiu para rematar?

 

O camartelo parou. O é melhor ir descansar um bocadinho antes de voltar a tentar apertar o botão das calças, meter-me na bicicleta e ir ao Eric Kayser buscar uns croissants.

 

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publicado às 10:01

Somos assim tão originais?

por Rui Falcão, em 03.11.11

 

Um artigo recentemente publicado na revista norte americana Wine Enthusiast, sobre o chef de origem portuguesa Dennis Vieira, levantava a questão para mim desconhecida de os portugueses cometerem a “excentricidade” de cozinhar maioritariamente com vinho branco, ao contrário do que será norma nas restantes cozinhas do mediterrâneo. Segundo Dennis Vieira “The Portuguese love wine, and it’s traditional to drink red wine with every meal. However, we almost always choose to cook with white wine. This goes against a classic culinary concept called bridging”.

Será esta, de facto, uma originalidade da cozinha portuguesa?

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publicado às 09:41


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