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Lisboa à Mesa (V)

por Miguel Pires, em 08.11.11
Telheiras é um bairro com personalidade. Quem lá mora e vive (parecendo que não, são duas coisa distintas) diz que não o troca por nenhum outro. Quem não mora e nem sequer conhece, desdenha-o, diz que é subúrbio. Até há uns dois anos só conhecia Telheiras de passagem e, sinceramente, não me despertava grande interesse. Desconfiava mesmo do título informal de bairro de "Doutores e Engenheiros". Erro, claro. É um bairro maioritariamente residencial com prédios feios e descaracterizados, um pouco como em todo o lado, mas também com outros de arquitectura interessante. É um bairro ordenado, limpo, (aparentemente) seguro, cheio de zonas verdes, praças e largos. A Segunda Circular é uma barreira, mas talvez também por isso concentre algo que falta actualmente a muitos bairros (centrais ou de subúrbio): vida. Encontram-se pessoas na rua a qualquer hora do dia e, em dias mais amenos, as esplanadas da AvProf. João Barreira, na chamada zona antiga, estão sempre bem compostas. Com excepção para o Jacinto, não encontrei restaurantes que mereçam grande destaque mas encontrei talhos, frutarias e padarias com bons produtos, bom serviço e freguesia (de manhã, à tarde, ao sábado ou durante a semana). Terem crescido ao lado de um dos primeiros hipermercados do país ajudou a que cedo tivessem que se diferenciar para poderem sobreviver. Têm dificuldade em competir no preço, contudo, estando num bairro com poder de compra, compensam na qualidade e frescura de certos produtos e num serviço de proximidade com um trato mais familiar, entrega ao domicilio, etc.
Padaria Espigasol. Não é o melhor exemplo de trato familiar mas vende bom pão
Frutaria Orlando Santos&Carreira na Rua Padre Américo. Um caso exemplar de comércio tradicional: boa selecção de frutas e legumes, horário flexível, atendimento cuidado, entrega ao domicilio. (Mesmo sem direito a foto, outro bom exemplo é o da Frutaria Aquário na Rua Professor Francisco Gentil).
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Almoço no restaurante Coreto, no bairro vizinho de Carnide. É difícil não parar no Galito, mas desta vez quis perceber o porquê do fenómeno 'bife na pedra' (4 em cada 5 restaurantes têm-no). Não percebi, mas o problema deve ser meu - é que por mais quente que venha a pedra, ou até mesmo que a substituam, a 'tosta' exterior do bife nunca fica como deve ser. E depois há que comer rápido para que a carne não fique muito passada. Certamente um problema meu, repito.

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publicado às 12:39


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