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Bourdain em Lisboa: profissional sem reservas

por Miguel Pires, em 05.12.11

 

"Não estou em Lisboa para fazer um programa sobre as maravilhas da cidade. Não é disso que um programa como No Reservations trata", começou por dizer. "Vim aqui para à procura de locais especiais. De sítios onde se pode comer às duas da manhã quando se está bêbado", continuou. Cito de cor. Enquanto ouvia, procurava também encontrar o bloco de notas, tirar a tampa da caneta e colocar a máquina em modo vídeo.

 

Momentos antes da conferência de imprensa (por volta das 12.40h) apanhava, no rés do chão, o minúsculo elevador do Bairro Alto Hotel. A conferência era no 5º andar e estava dez minutos atrasado. Para azar o elevador pára logo no 1º piso. "Oh não, vai ser uma daquelas viagens tipo pára em todas”, pensei.

 

Afinal parou apenas naquele piso para entrar uma morena graciosa e um tipo grisalho, bem parecido, aí com um 1.90m. Não consegui evitar: "Uau, the man!", exclamei. Recordando agora podia ter sido  pior. Podia ter dito: "Como o senhor é alto, Sr Bourdain. Mais alto do que na TV!". Vá lá, contive-me. E ele lá continuou com o sorriso nº32, nem ai, nem ui, nem bom dia, nem boa tarde. Assim entrou no elevador, assim saiu. Cá fora, no corredor, esperavam-no meia dúzia de fotógrafos que logo começaram a disparar - e eu, atrás, a estragar-lhes o cenário, eh eh eh.

 

O essencial da conferência de imprensa pode ser visto neste vídeo (excepto as frases iniciais, que reproduzo de cor no inicio deste post). 

 

 

 

Seguiram-se as perguntas da praxe: "de onde vem", "para onde vai" (não vinha do Nicola), "chega a desempacotar as malas?","o que é que gostou mais?", "Como foi o encontro com Lobo Antunes? ("Great, great! nunca pensei que ele aceitasse”. Nunca pensei que fosse possível estar com essa grande figura", referiu), etc, etc. Enquanto oscilava entre o sorriso nº 32 e um nº45, polvilhado com um nº31, aqui ou ali, lá continuou pacientemente, sempre bem dispostos falando do magnifico ‘shrimp’ que comeu no Ramiro, de bifanas, de couratos, da ida ao fado e dos Dead Combo (com quem esteve às conservas no Sol e Pesca).

 

 

Depois subiu ao terraço para mais fotos. E mais fotos. E mais fotos. Pose assim, pose assado, sem nunca fritar, sem qualquer ar de enfado. Cool, sempre cool. Sorriso nº32, seguido de um 31º e novas fotos. "Deve ser um bocado seca esta parte, não?", perguntou alguém. Encolhe os ombros e acena em direcção a este jovem do Mesa Marcada, quando este comenta, “it's part of the game” (não tão em surdina quanto julgava). "That's right, it's part of the game", afirmou. 

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publicado às 18:56

 

O Casino de Lisboa tem um novo restaurante de cozinha asiática. Chama-se Momo, pertence ao grupo Lágrimas  e tem como Chefe de cozinha consultor e autor do conceito, Paulo Morais, um dos grandes especialistas de cozinha oriental cá do burgo. No menu de degustação, como o que foi servido à imprensa, na semana passada, pode-se viajar pelo Vietname, Japão, India, Tailândia e China - sendo que as propostas deste último país, como os dim sum, por exemplo, são da responsabilidade do Estoril Mandarim (o famoso restaurante chinês do Casino do Estoril). Naan com chutney de manga, caranguejo de casca mole crocante com molho de abacate, sushi e sashimi, dim sum (siu mai, há kau...), salada de papaia verde  (som ton thai), satay de porco com molho de amendoim e bacalhau fresco com molho de miso foram algumas das proposas que provámos da carta. Paulo Morais ainda está a afinar um ou outro pormenor mas, pela amostra, parece-me que este Momo tem pernas para andar e ser uma mais valia numa zona da cidade (Parque das Nações) onde os bons restaurantes não abundam. As autoras da decoração, Cristina Santos Silva e Ana Menezes Cardoso criaram uma atmosfera muito própria com elementos decorativos orientais  e conseguiram quase que por completo isolar o espaço da zona de jogo circundante. O desafio agora está em conseguir conquistar clientes externos ao casino. 

 

O Momo está aberto de aberto de 3F a Sábado, das 19.30h à 01.00h e por se encontrar dentro do Casino Lisboa apenas pode ser frequentados por maiores de 18 anos.

 

Preços: dim sums (3/4 unid) na ordem dos 7€; sushi&sashimi entre 8,5€/20€; entradas entre 10€ e 12€; pratos entre 14€ e 17€. Há menus 'rush hour' (3/4 pratos) a pensar em quem vai assistir a algum espectáculo do casino  - com a promessa de "tempo aproximado de serviço 30m"; Por último, existe um menu de degustação de 7 pratos + 1 sobremesa  por 42€. Faites vos jeux!

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publicado às 08:10


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