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Terminou há momentos, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, a cerimónia presidida pelo presidente da edilidade alfacinha António Costa, onde foram revelados os vencedores do Lisboa à Prova 2013. Este concurso,  que resulta da avaliação de um júri constituído por gastrónomos, jornalistas e profissionais do meio, seleccionou 101 restaurantes (+ 25 do que em 2012) entre todos os que se inscreveram. Destes, 67 obtiveram “1 Garfo” (+15 do que em 2012) e 27 obtiveram “2 Garfos” (+9 do que em 2012). Com o galardão máximo de “3 Garfos” foram distinguidos 7 restaurantes, (+1 do que no ano transacto), sendo que a novidade foi a entrada do Nobre (que finalmente deixou de se chamar Spazio Buondi) e de A Travessa. Por sua vez o Panorama do Hotel Sheraton passa de 3 para 2 garfos.

Aspecto geral de uma das salas de A Travessa; na foto de cima: Justa e José Nobre, do Nobre

A entrada destes dois restaurantes de cariz mais tradicional no restrito grupo dos 3 garfos, bem como a saída do Panorama, indicia uma tendência que começou no ano passado, com a atribuição deste principal prémio ao Salsa e Coentros: há uma maior valorização da cozinha de matriz tradicional. Por sua vez os resultados parecem mostrar, igualmente, que, ou o júri está mais conservador, ou a cidade não tem conseguido promover o aparecimento de novos restaurantes de cozinha contemporânea ao mais alto nível. (Infelizmente, acho que se deve mais a este segundo aspecto do que ao primeiro). 

 

Eis a lista dos principais prémios:

 

3 "Garfos": A Travessa; Belcanto; Eleven; Feitoria; Salsa & Coentros; Spazio Buondi – Nobre; Varanda – Hotel Ritz.

 

2 "Garfos": 1300 Taberna; A Casa do Bacalhau; Areeiro 3; Assinatura; Avenue; Cantinho do Avillez; Cervejaria da Esquina;  Chefe Cordeiro; Come Prima; Estórias na Casa da Comida; Faz Figura; Flores do Bairro; Horta dos Brunos; Izakaya do Umai; Jockey; Kampai; Lisboa à Noite; Mensagem; O Poleiro; Panorama; Restaurante Lapa; Rossio Bar Terraço; Tasca da Esquina; Umai; Valle-Flor; Via Graça; Xapuri Bistro.

 

 

 

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publicado às 18:00

 Foto DAQUI

O imbondeiro é uma árvore de grande porte, considerada uma árvore sagrada, inspirando poesias, ritos e lendas. A múcua é o fruto do imbondeiro, um fruto em que a parte comestível é seca, ou seja, não tem sumo. Desfaz-se na boca quase como se se estivesse a comer suspiros  e o sabor é adocicado com uma ligeira acidez.

Se se dissolver a múcua em água a ferver obtém-se uma bebida fresca com um sabor muito próprio e agradável. Foi uma das coisas que descobri no cocktail de apresentação da Semana Gastronómica de Angola (17 a 23 de Fevereiro) no Restaurante Terraço do Hotel Tivoli.
Ali tomei (mais uma vez) consciência do pouco (quase nada) que conheço de cozinha africana. E também de um facto que sempre me intrigou muito - porquê tão poucos restaurantes de cozinha africana em Portugal? É um tipo de cozinha que acredito que agrade muito aos portugueses. Temos uma ligação tão forte a África. Uma grande comunidade africana a viver em Portugal. Porquê tão poucos restaurantes? Não consigo encontrar uma explicação.

No cocktail, para além da Quisangua Mukua, a bebida que referi, havia pequena doses de algumas entradas, pratos e doces do extenso menu apresentado por Duda Camenha, cozinheira e estilista angolana, nesta acção integrada na Black Fashion Week Lisboa. Não deu para formar uma opinião, mas despertou-me (muito) a curiosidade e a vontade de aprender e experimentar mais, de modo a que Kitaba, Kiamza, Muamba de Ginguba, Fumbua, Mufete, Kissaca, Paracuca e outros termos passem a ter um significado concreto.

Uma leitura ao menu chamou-me a atenção para uma das entradas cujo ingrediente principal eram larvas. Passado alguns minutos ofereceram-me uma pequena dose. E lá me aventurei.

Engraçado, até agora todos os insectos, larvas ou afins que comi eram moles ou estaladiços. Estas larvas tinham uma textura bem diferente, eram carnudas, servidas fritas e muito condimentadas. Pareciam quase pedaços de carne frita.

Se quiserem descobrir o que é Menha'há'dungo ou comer uma Muamba de dendém é uma boa oportunidade.  Se resolverem experimentar o petisco que mostro em cima, acho que deve acompanhar muito bem a Caipirinha mukua.

 

Contactos:

Restaurante Terraço- Hotel Tivoli - Av. da Liberdade, 185 - 1269-050 Lisboa
T: 213 198 934



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publicado às 08:55


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    Oops, já corrigido. Agradeço o reparo.

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    Tudo bem. Vega “Cecília” é que me ultrapassa.....

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    Esta é uma boa notícia para esta altura do Natal.....

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