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Koshina & Friends no Tribute to Claudia

por Miguel Pires, em 17.01.10

 Teve ontem inicio no Vila Joya o Tribute To Cláudia. O texto é meu (publicado na newsletter do evento), as belíssimas fotos são de Vasco Célio/F32 e o mais importante é deles...

 

 

 

Dieter Koschina (Vila Joya) e Siegfried Danler-Heineman (Amadeus)

 

robalo com alcachofras e trufas de Périgord (Nicolas Isnard)

 

bacalhau preto em consommé japonês, cannelloni de daikon e rábano picante (Mário Lohninger)

 

Tafelspitz raviolo sobre espinafre cremoso com espuma de carcaça ralada, geleia quente de cidra e agrião daikon (Thomas Dorfer)

 

 

Cordon bleu de codorniz com salsfis trufada (Frank Bucholz)

 

 

duo de cordeiro com alcachofras, azeitonas e pimentos (Martin Klein)

 

bola de açucar criola com espuma de chocolate Jivara e gelado de tâmaras (Dieter Koschina)

 

 

delicia nespresso (Peter Schachermayer)

 

 

 

Abriram-se as hostes de mais uma edição do Tribute to Cláudia. A irmandade Koschina&friends está de volta e em equipa vencedora pouco mexe. Fórmula testada, fórmula ganha: doze chefes, doze pratos, doze momentos de puro prazer. A sessão inicia-se na varanda com um (falso) duelo de amigos. Uma bancada de cada lado e duas equipas. Efectua-se o ‘mise en place’ com um elemento comum: caviar imperial. De um lado sobre gelado de ‘beurre blanc’. De outro, sobre uma galete de arroz selvagem. Pela face de agrado dos convivas vê-se que só há vencedores: nós, os privilegiados do momento. Os anfitriões fazem os agradecimentos e passa-se à mesa porque “the show must go on”.

Ao longo da noite o desfile vai-se prosseguindo sempre a um nível muito elevado, com rigor e um trato exemplar dos produtos. Com doze chefes presentes poderia haver tendência para propostas muito distintas, mas talvez pelo facto de estarmos entre amigos de proveniência geográfica próxima nota-se uma certa continuidade de sabores. Como seria normal, nas mesas fazem-se comparações e elegem-se os favoritos. Ao 6º prato há um rebelde que destoa do conjunto: o bacalhau preto em ‘consommé’ japonês, cannelloni de daikon e rábano picante, de Mário Lohninger. Os sabores são fortes e diferentes de tudo até então. No primeiro contacto há quem se prepare para desistir mas é na insistência que vem a recompensa. Ao ligar todos os elementos do prato os contrastes estabelecem uma ligação, as papilas gustativas estabilizam e os sorrisos abrem-se. O sublime mantém-se no Tafelspitz de Thomas Dorfer e o desfile continua a um nível muito elevado até voltar ao topo com a bola de açúcar com espuma de chocolate Jivara e gelado de tâmaras do anfitrião Koschina. Por essa hora já vamos acompanhando com um colheita tardia, Klein Constatia, mas ao longo da noite vinhos de várias proveniências vão-se casando de forma exemplar. Destacar o duo Xisto 05/Chateau Lynch Bages 05 será talvez injusto, mas é o mundo um lugar justo? Lá fora observa-se o fogo de artificio e brinda-se. À Saúde!

 

 

 

 

 

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publicado às 19:06



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Comentários recentes

  • Miguel Pires

    Oops, já corrigido. Agradeço o reparo.

  • Martinho Cruz

    Tudo bem. Vega “Cecília” é que me ultrapassa.....

  • Anónimo

    Esta é uma boa notícia para esta altura do Natal.....

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