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Prazo de validade?

por Rui Falcão, em 27.05.10

 

Confesso que a ideia nunca me tinha passado pela cabeça… até ontem, durante a apresentação do novo vinho da Torres, o Natureo, um vinho virtualmente sem álcool, com uma graduação de 0,5º… e prazo de validade estampado na garrafa. Tecnicamente, e legalmente, o Natureo não pode ser considerado um vinho, por não respeitar a lei nacional que estipula os 8,5º como graduação mínima para uma bebida feita de uvas fermentadas poder ser considerada como vinho. E portanto, por o Natureao não estar classificado como vinho, apresentando-se simplesmente como uma bebida refrigerante feita a partir de vinho, tem de se submeter às disposições habituais dos produtos alimentares, indicando data limite de consumo no vidro da garrafa, oferecendo uma validade de um pouco menos de dois anos. Curioso…

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publicado às 00:15


5 comentários

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De Luís Paiva a 27.05.2010 às 12:21

Rui, e sabe a quê?
Quero dizer, provado às cegas sem qualquer indicação.
Passa por vinho?
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De Anónimo a 27.05.2010 às 13:09

E é bom?
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De Rui Falcão a 30.05.2010 às 00:56

Boa noite Luís,

Antes de mais, peço desculpa pela demora na resposta mas tenho estado ausente do país e, felizmente, sem computador!
Sim, sim, o Natureo passa perfeitamente por vinho e penso que não envergonha ninguém. Imagino mesmo que a maioria dos consumidores não se aperceberia do facto se o rótulo e a promoção associada não fossem bem explícitos no “detalhe”. Penso mesmo que o maior defeito será a doçura final excessiva que nem a acidez firme consegue esconder. Mas isso, para muitos, será uma vantagem e não um contra…
 
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De Rui Falcão a 30.05.2010 às 01:06

Caro Anónimo,

É uma daquelas perguntas de resposta difícil. O “vinho” está bem feito, adaptado ao mercado alvo potencial que, imagino, sejam pessoas que não podem beber álcool ou não querem sofrer os efeitos do mesmo, ou, em alternativa, pessoas que queiram beber um “vinho” light, com menos calorias que um vinho tradicional. Para estes destinatários, penso que o vinho está muito bem desenhado.
O problema principal é que quando retiramos álcool a um vinho, estamos, inevitavelmente, perder um dos componentes fundamentais da estrutura do vinho, obrigando a uma rectificação do açúcar…
 
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De Anónimo a 30.05.2010 às 11:59

Obrigado. Há refeições em que não podemos/devemos beber alcóol, mas que só sabem bem acompanhadas de vinho

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