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Essência do Gourmet - o rescaldo

por Miguel Pires, em 22.09.10

 

Decorreu no passado fim de semana a Essência do Gourmet, no Porto. Esta foi a primeira vez que aqui estive desde que o evento se autonomizou em relação à Essência do Vinho (que se realiza em Março). E gostei do que vi. O belíssimo Palácio da Bolsa, que rebenta pelas costuras em Março, torna-se neste evento um espaço muito mais agradável de estar e de circular. No andar de cima, nas galerias, marcaram presença diversos expositores de produtos enquanto que nas salas foram criadas zonas de estar e de alimentação. Estas zonas serviram de apoio aos espaços de degustação que estiveram por conta de alguns dos principais restaurantes de cozinha contemporânea do Porto, como o Góshò, Pedro Lemos, DOP, Buhle ou a Pousada do Freixo. Ainda em cima, no auditório, decorreram as sessões de show cooking em que participaram vários dos principais Chefes nacionais bem como, pela primeira vez neste evento, de um convidado de fora, Xosé Torres Cannas do restaurante Pepe Vieira (1 estrela Michelin), em Sanxexo  (Galiza). Em baixo, no Pátio das Nações, situava-se uma das principais âncoras do evento, as aulas dos Chefes. Aqui foram montadas diversas cozinhas, em espaços demarcados, e em cada um deles foi possível acolher quem se quisesse inscrever.

 

Aula de Vítor Sobral

 

Aula de Paulo Morais

 

 

Show cooking: Dalila e Renato Cunha a fumar cavala na cataplana

 

Show cooking de Pedro Lemos

 

 

 

Show cooking de Xosé Torres Cannas que recorreu apenas ao video (o que não deixou de ser interessante dada a sua experiência nestas andanças)

 

O público não faltou à chamada (audiência do show cooking de Pedro Lemos)

 

 

"cavala fumada em cataplana de tomilho, cebolinhas em alvarinho e caviares de vinagre". O prato da apresentação de Dalila e Renato Cunha

 

leitão prensado com uma geleia de frutos vermelhos(?). Um dos pratos de Pedro Lemos disponiveis na zona dos restaurantes

 

zona de expositores

 

Pontos Positivos:

 

. A organização -  A Essência do Vinho está cada vez mais experiente neste tipo de eventos e por isso é natural que as coisas corram cada vez melhor, quer para quem visita, quer para quem lá trabalha. Mesmo com uma afluência de 9400 visitantes, nos três dias, circulou-se quase sempre bem.

 

.  As aulas: a ideia de ter vários espaços de aulas em simultâneo e em várias sessões, cria uma dinâmica muito interessante permitindo ao visitante acompanhar mais do que um Chefe. Além disso possibilitava uma visão curiosa a quem observa do andar de cima, permitindo ver, por exemplo, quais os Chefes mais populares.

 

. Sponsors. Um evento destes, nomeadamente as aulas dos Chefes, só é viável com a participação de patrocinadores. Talvez fosse mais interessante haver um cabaz de produtos à disposição de cada Chefe, mas aceita-se a formula utilizada, em que cada espaço de aulas tinha o seu patrocinador (e em que se utilizavam os seus produtos). De destacar ainda a postura da Sogrape, que no seu espaço Wine&Tapas (uma extensão do evento, do outro lado do rio, no cais de Gaia) proporcionou, mediante o pagamento de 20€, a prova de alguns dos seus principais vinhos (acompanhados de tapas), incluindo alguns menos acessíveis como o Reserva Especial (Ferreirinha), vários Xerez da Sandeman, Portos de 30 ou 40 anos - do seu portfolio de marcas - , bem como de vinhos das várias partes do mundo onde produzem (Chile, Argentina, e Nova Zelândia).

 

. Show Cookings. Houve uma intenção da organização em ter sangue novo que complementasse a presença de Chefes mais conhecidos e mais batidos nestas andanças. Foi por isso interessante ver as apresentações de nomes como Dalila e Renato Cunha, do restaurante Ferrugem (Famalicão), ou de Pedro Lemos do restaurante com o seu nome, no Porto. Agora só falta investirem um pouco mais nas suas apresentações.

 

Pontos Negativos

 

. Horários: havendo o atractivo de se poder conhecer a cozinha de diversos restaurantes do Porto é de estranhar que o evento fechasse precisamente à hora do jantar (21h). Mesmo a parte Wine&Tapas organizada com a Sogrape fechava às 23h, o que a uma 6F e a um Sábado, não é muito compreensível.

 

. Preços das degustações. Para provar as propostas dos restaurantes presentes era necessário a compra de uma senha de 7€ que dava apenas para uma degustação. Quem quisesse experimentar, três restaurantes, por exemplo, teria que despender 21€, o que é um pouco exagerado. Faltou a opção de ter uma outra senha, de 5€ (como no Peixe em Lisboa) que desse, por exemplo, para uma entrada, ou para uma sobremesa

 

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Mesa Marcada viajou num Skoda Yeti cedido pela marca.

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publicado às 21:00



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