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Ilustração: retirada do FT.Com

 

"Lunch with FT" é uma rubrica semanal do Financial Times em que um jornalista almoça com uma personalidade conhecida da politica, dos negócios ou das finanças. Nesta semana o convidado foi Durão Barroso e o almoço teve lugar na York House, em Lisboa. No Facebook, José Tomaz Mello Breyner, responsável pelo hotel, referia a sua culpa na escolha do menu. Segundo o relato do jornalista autor da peça, Peter Spiegel, o presidente da Comunidade Europeia mostrou-se pouco à vontade por terem escolhido  foies gras quando por todo lado só se fala em medidas de austeridade. "Depois disto vai ter que escrever que esta não era a minha sugestão", referiu. Resta saber se meio a sério se meio a brincar. Sobre o resto do artigo, enfim... não me vou pronunciar. O tema já pouco teria a ver com o deste blogue (ler o artigo completo aqui).

 

Elucidativo também nessa página o texto "Cozinha portuguesa: Despretensiosa, indiferente a modas - e quase invisível". Até podemos enterrar a cabeça na areia, irritarmo-nos e chamar-lhes ignorantes  mas na verdade o que fica é o que está escrito neste jornal de grande influência mundial. Não é que digam mal, mas basicamente variam entre a condescendência e a irrelevância da nossa cozinha, fora do nosso país.

 

A propósito não era altura de se ouvir falar mais sobre o que fez, faz ou pretendem fazer os mentores do programa Taste Portugal? é que o mesmo foi lançado há uns meses, com toda a pompa e circunstância, mas o plano de acções continua desconhecido.

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publicado às 00:29


4 comentários

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De José Tomaz de Mello Breyner a 23.11.2010 às 09:06

Miguel
Fiquei arrependido para a vida por lhe ter sugerido a Poutine. O peixe foi escolha deles.
Abraço
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De Luís Paiva a 23.11.2010 às 18:56

Por quê Poutine, se o que vinha era Medlevev?
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De Anónimo a 24.11.2010 às 00:20

"Por quê Poutine, se o que vinha era Medlevev?"

Para contrastar com a gordura do ganso, fica melhor um toque mais ácido...
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De :P a 21.12.2014 às 17:18

Em 1987 trabalhei (3 dias- incompatibilizei-me com a patroa : olhou para mim e, sem som, disse "t`est bête!" ) num "restaurant francais",(em Andorra), supostamente um restaurante "gourmet", em que cada prato custava uma média de 5 contos (em 87), naqueles 3 dias as pouquíssimas refeições servidas foram sempre iguais: uma codorniz escarchada num prato com uns legumes (sem tempero) a decorar. No 3º dia o chef decidiu brindar o pessoal com um arroz de pato. Ele até que era um gajo porreiro mas tive vontade de lhe pregar um estalo: o arroz de pato era arroz e uns fios de pato ambos, o arroz e os fios, literalmente a boiar em água.
A sobremesa era um copo de servir "oeuf à la coq" cheia de uma massa de abacate com uma minúscula (mesmo) porção de caviar.
Achavam-se imensamente sofisticados, os infelizes!

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