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A crise continua a apertar

por Rui Falcão, em 29.11.10

 

Pelo menos é o que insinua a informação mais recente da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, noticiando que no ano passado terão fechado portas mais de dez mil restaurantes em Portugal. Assumindo que os números são fidedignos e não um empolamento artificial para forçar o governo a uma qualquer benesse, a dimensão do drama é impressionante e reveladora do mau estado do sector em Portugal. Sobretudo, porque não se esperam melhoras significativas para os tempos mais próximos.

E nos vinhos, quando é que começaremos a ver os primeiros sinais de derrocada com o remate de alguns dos nomes que hoje damos como certos?

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publicado às 09:51


16 comentários

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De Vicente Themudo de Castro a 29.11.2010 às 10:04

Rui nem tudo são más noticias, parece que o vinho do Porto que estava em queda total está a dar a volta, explorando novos mercados.
http:/ www.portugaldigital.com.br /noticia.kmf?cod=11020276&canal=158
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De Rui Falcão a 29.11.2010 às 10:14

Sim, seguramente que nem tudo são más notícias. Felizmente que não! No entanto, não vivemos tempos fáceis, e não vale a pena esconder a cabeça na areia. O sector restauração e vinhos passa por tempos conturbados, e a tendência, por ora, é para é para as coisas piorarem, não para melhorarem. Mesmo o sector do Vinho do Porto, apesar das boas notícias que chegam do Brasil, está muito longe de viver os melhores dias. Muito longe, mesmo…
 
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De Artur Hermenegildo a 29.11.2010 às 10:51

A verdadeira questão, quanto a mim, é: desses 10.000 restaurantes que fecharam, quantos serão de lamentar?

Pior do que fecharem restaurantes, é haver restaurantes abertos sem qualidade alguma.
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De Carlos Cera a 30.11.2010 às 22:36

Não podia estar mais de acordo. A oferta é completamente desregulada e sem critério... a quantidade de restaurantes existentes é completamente desproporcional à realidade demográfica do pais. Nestes últimos 20 anos massificou-se uma oferta de baixa qualidade e em que a gastronomia é muito mal tratada e com preços muito nivelados por baixo, à custa de mão de obra muito pouco qualificada e muito má matéria prima. Isto levou à má educação do publico que vê os restaurantes como algo a que se vai para não ter trabalho de cozinhar em casa, o que faz com que um dos principais critérios na escolha do restaurante seja simplesmente o preço e/ou a quantidade da comida servida.
Quanto a mim, este cenário é muito penalizador para quem aposta em produtos (restaurantes) de alguma qualidade, baseados em mão de obra mais qualificada e matéria prima de qualidade. Temo que alguns/muitos restaurantes com potencial para virem a ser bons restaurantes, por estarem a dar os primeiros passos (-de 3 anos de vida) tenham que fechar as portas por falta de publico.
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De Rui Falcão a 29.11.2010 às 10:57

Artur, essa é uma das perguntas de ouro!
Não sei, francamente, quantos dos que fecharam mereciam fechar… do mesmo modo que não sei quantos dos que resistem, e continuarão a resistir com saúde, mereceriam manter-se abertos e de boa saúde. Mas, quem sabe se a triagem forçada pela crise não acabará por ser benéfica para a restauração e clientes?
 
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De Miguel Pires a 29.11.2010 às 11:22

Ontem ouvi esses números num dos telejornais . Como vinham com uma nota reivindicativa em simultâneo (que o governo nivelasse o iva por Espanha. i.e : que baixasse esse imposto) fiquei com algumas dúvidas. Dez mil fechos parece-me grave, mas como não foram adiantados termos comparativos gostaria de perceber melhor o significam esses números. Ajudava pelo menos que a AHRESP informasse, quantos fecharam nos anos anteriores e quantos abriram.
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De Rui Falcão a 29.11.2010 às 11:38

Sim, sim, a dúvida também me assaltou, por isso a minha ressalva sobre a fiabilidade dos números...
 
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De Pedro Aragão Freitas a 29.11.2010 às 18:00

O que a notícia não diz é quantos restaurantes abriram. Não deve ser muito diferente.

O problema deste ramo é que toda a gente, quando a vida corre mal noutros sectores, acha que a restauração é a saída fácil.
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De Jorge Nunes a 29.11.2010 às 22:26

Tem toda a razão Pedro, estou no sector imobiliário e nunca tive tantas solicitações para espaços de restauração como agora.

Cumprimentos,
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De Miguel Pires a 30.11.2010 às 01:49

Todos os anos (mesmo nos melhores, se isso é termo que se possa dizer no nosso país) abrem e fecham milhares de empresas. Por isso é que era importante aprofundar o número. O Pedro tem razão, há quem ache mesmo que a restauração é a saída fácil.
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De Hugo Mendes a 30.11.2010 às 12:43

Sinceramente, não acredito que situações extremes como esta, que leva ao encerramento, seja de Restaurantes ou de produtores de vinho, façam boas triagens.
Há muito que penso nisso e, temo, muito honestamente, que no vinho, fechem os menos industriais…
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De Capitão Iglo a 01.12.2010 às 10:02

Contem-me lá: é mesmo verdade que o Aimé Barroyer trancou os seus subditos no frigorífico?
Ahahahahah! Hilariante. Ou não...
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De Miguel Pires a 01.12.2010 às 14:49

Já me parece um pouco de ficção a mais. Para matar a sua curiosidade o melhor é ligar para o Oitavos e perguntar-lhes directamente.
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De Jorge Nunes a 01.12.2010 às 21:41

Voltando ao tema. Ontem passei pelo Amoreiras Plaza, onde já não ia há uns meses, e é desoladora a visão dos espaços que entretanto fecharam por ali. Até a Lusitânia fechou, e tem um cartaz a dizer "em breve Lusitânia Café".

Cumprimentos,
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De RLP a 03.12.2010 às 23:33

Abriram e fecharam muitos restaurantes com toda a certeza durante 2010 e mais se vai repetir em 2011.

Pode estar em causa a qualidade dos produtos, o profissionalismo da mão de obra, .... mas temos de ter presente que com uma grande parte da população a declarar o ordenado mínimo e outro tanto a ganhar pouco mais do que isso, poucos serão, que se podem dar ao luxo de pagar mais de € 10 por uma refeição no dia a dia (€ 10 x 22 dias = € 220). Este valor para muita gente é incomportável de pagar. O nicho que continua a frequentar os restaurantes da moda são sempre os mesmos e nunca irão deixar de frequentar.

Mas que se assiste cada vez mais a pessoas a trazerem o almoço de casa ou a almoçarem apenas uma sopa é uma realidade.

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