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NYT agradece ao bacalhau à portuguesa

por Duarte Calvão, em 13.03.11

Neste artigo publicado na sexta-feira passada no New York Times pergunta-se em título se a cozinha de Lisboa está a viver uma "Época de Ouro". Alma, Sea Me (já lá estive e gostei muito, um dia destes digo porquê), Largo e Manifesto são os restaurantes que justificam a pergunta, O artigo  termina no restaurante de Luís Baena (na foto, tirada por João Pedro Marnoto para o NYT) com a conversão do autor ao bacalhau à portuguesa, de que não gostava lá muito, e respectivo agradecimento.

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publicado às 15:52


17 comentários

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De António Moura a 13.03.2011 às 19:29

É sempre bom saber como o mundo nos vê e que nos dá uma boa nota.

Dou os meus parabéns aos 4 restaurantes nomeados e espero que sirva para motivar todos aqueles que apostam na mudança e na qualidade.

A minha preferência vai para o Largo, mas reconheço bastante valor a todos.
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De Jorge Castro a 13.03.2011 às 22:45

Bem...ele não diz propriamente bem do largo..
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De Rodrigo Meneses a 14.03.2011 às 09:52

Duarte,

Estou ansioso por ler sobre a sua visita ao Sea Me. A minha experiência por lá não foi agradável. Fiquei com alguns anticorpos a uma segunda visita.

Mas estou curioso, porque, ou tive azar ou existem coisas a que se fecham os olhos.

De qualquer maneira saudo o artigo e fico contente por estarmos lentamente a afirmar a nossa cozinha lá fora.

Deixo um enorme abraço, e os parabéns pelos seus textos neste blog.

Abraços

Rodrigo
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De António Moura a 14.03.2011 às 14:18

Comigo aconteceu o mesmo na primeira visita, mas considero que foi um dia de fraca oferta de peixe e espero lá voltar

Também vou ficar a aguardar a visita do Duarte.
Para já, foi importante a opinião do NYT.
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De Rodrigo Meneses a 14.03.2011 às 14:47

Aqui a questão nem se tratava do produto (na globalidade, porque em particular houveram algumas falhas), mas sim de coisas pequenas que enervam e muito. Mas pronto, não quero também transformar este espaço positivo em críticas demasiado destrutivas.

Apenas não tenho vontade de lá voltar.

:)
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De Nesta a 16.03.2011 às 11:25

Caro,

Conheço bem o Sea Me e a minha opinião casa perfeitamente com a sua primeira experiência, dá para ver que houve grande investimento, há já grande frisson em redor do restaurante, mas depois de estarmos lá dentro...reparamos de que na realidade, têm muita "coisa" para emendar...desde o serviço dos empregados, falta de profissionalismo dos mesmos e conhecimento do ramo às cadeiras pouco confortáveis...
O produto que vendem tem qualidade QB...mas com preços demasiado altos para o serviço que dão!

Esperemos que melhorem...para bem dos clientes!!!!!
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De Rodrigo Meneses a 16.03.2011 às 14:28

E os menus sujos com pedaços de comida e dedadas de gordura. E um "pêlo" no risotto (que estava seco e empapado) que foi justificado como sendo de "camisola" logo já era comestível (essa foi a afirmação mais incrível que vi um empregado ter na vida!! "desculpe mas o pêlo é de camisola!"), e ainda o ter de pedir 6x a mesma coisa antes que a possam trazer: uma cerveja preta, logo no início da refeição.

O produto é bom. Sim. Isso é inegável. Mas não é tratado assim com tanta técnica quanto devia. Mais vale comer cru. Assim não saimos defraudados.

Mas lá que tem pinta, tem. E que tem gente que se mostra, também. Mas não passa disso.

Rodrigo Meneses
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De Ana Correia a 14.03.2011 às 19:32

Um pouco estranho o título "Golden Age": esperava que tudo estivesse mesmo bom. Afinal o crítico não gostou mesmo nada do Largo a não ser da decoração. Devo dizer que concordo em absoluto! Também diz horrores do bacalhau do SeaMe (ainda não conheço).

Pena que não tenha escrito sobre outros bons restaurantes de Lisboa e tenha feito um artigo todo positivo. Teria sido muito melhor sem dúvida.

Mas bom mesmo é que falem de nós e que venham a Portugal comer, beber e gastar em tudo o resto.
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De fernando aguiar a 14.03.2011 às 21:45

Ainda dizem que não há empresários na restauração. O Largo é um bom exemplo, um brutal investimento, um local in , boa imagem, jornalistas estrangeiros em barda e depois a cozinha é o que vê e lê.
A nossa restauração é o que é e acima de tudo temos falta de chefes com capacidade de trabalho e que apresentem dia após dia resultados positivos. Doutra maneira os restaurantes fecham, os chefes rodam e a culpa é de quem.
Quem faz os restaurantes são os clientes, e poucos ou nenhuns dos restaurantes de topo têm clientes.
Desculpem mas andaram a criar um conjunto de deuses (os chefes) que não têm capacidade para liderar estes projectos, não percebem os clientes, não percebem o negócio. Os espanhóis antes de criarem deuses formaram pessoas preparadas para gerir, depois vieram as vedetas. Aqui é ao contrário, temos as vedetas mas não temos clientes para os negócios (o negócio não existe não é gerido).
Não é por caso que o nº1 do Tripadvisor é o Café de S. Bento!!!!!! Quem é o chef ? quantos anos tem o negócio?
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De António Moura a 15.03.2011 às 13:36

Ele há chefes e chefes e as generalizações, sendo tentadoras, não são por vezes a melhor forma de ajudar a boas conclusões.
Não se despreze o "star system", porque também é uma maneira de fazer as coisas avançarem.
Mas num ponto eu estou 100% de acordo “Quem faz os restaurantes são os clientes”. É este um aspecto muitas vezes ignorado por patrões de restaurantes, chefes e críticos.
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De Artur Hermenegildo a 15.03.2011 às 15:25

António,

Tens toda a razão.

Há dias no Bistrô 100 Maneiras, uns amigos comeram um prato creio que de porco em que um dos acompanhamentos era polenta, que estava salgadíssima, tendo chamado a atenção da empregada. Nem sequer devolveram o prato, apenas não comeram a polenta.

Após uns minutos, a empregada volta dizendo "o chefe achou que a polenta estava salgada, mas não estava incomestível". Perante a nossa indignação, após alguns minutos lá veio o chefe de sala apresentar desculpas e a dizer que "o chefe virá aqui se tiver tempo".

O chefe nunca veio, o prato foi cobrado, e assim ficámos nós com uma impressão menos positiva de uma refeição que fora isso tinha sido, do ponto de vista da comida, boa (houve falhas no serviço e nos vinhos).

Está tudo dito. O restaurante está na moda, está sempre cheio, para quê o chefe maçar-se com um cliente insatisfeito, ou no caso quatro?
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De Jorge a 15.03.2011 às 14:52

Aliás todo e qualquer negócio tem que ter um único objectivo: TER CLIENTES.

A seguir, para atingir esse objectivo os actores, sua organização e criatividade trabalham com esse objectivo e não o contrário. Na restauração ter comidas e serviço não pode ser o objectivo, mas sim o meio para ter clientes.

Quanto aos Chefes referidos, a discussão não será certamente se são capazes ou não. Reconhecidamente são. Têm é que fazer bem todos os dias.
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De Nesta a 16.03.2011 às 11:06

Caríssimos, Bom Dia.
Saiu este artigo há poucos dias...(todos os louvores à cozinha portuguesa são bem vindos)...mas o Manifesto acabou de fechar!!!
Pergunto eu...Não deveria haver mais consistência na manutenção deste tipo de restaurantes?
Que efeito terá nos próximos tempos este artigo?
Elogiando um restaurante que já fechou???


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De Duarte Calvão a 16.03.2011 às 13:31

Não sei aonde foi buscar essa informação. O Manifesto, segundo me confirmou o próprio Luís Baena, está aberto e bem aberto.
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De José Tomaz de Mello Breyner a 17.03.2011 às 09:44

Sr(Sra) Nesta,

O que anda a fumar? Acabo de falar com Luis Baena que me confirmou que não tem a menor intenção de fechar. É feio lançar uma "pedrada destas para o ar". Com que intenção? Já sei que vai responder que foi o filho do primo da sobrinha da filha da Porteira que lhe garantiu ser verdade, mas eu não acredito.
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De Nesta a 17.03.2011 às 13:39

Caros,

Numa reunião que tive com profissionais do ramo na Segunda-Feira, venderam-me esta noticia(boato de muito mau gosto) e com certezas(o que ainda é pior), daí a minha convicção!
Peço desculpa por esta falsa informação(principalmente ao Chef Luís Baena) e por alguma ingenuidade minha.

Ex José Tomaz, o que gosto mesmo de fazer é apreciar um bom vinho, folhas de tabaco, não me seduz muito!

Saudações Vínicas

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De vitorio a 16.03.2011 às 15:12

esta capacidade estranha de criar boatos consegue assustar-me...

tento eu perceber quem pára para se dar ao trabalho de os criar...
seguindo a lei do Ferran à risca... criem e sejam felizes.

mas calma!! não é para criar assim à parva, sem mais nem menos...

porquê??

segundo sei também, está aberto e de saude. boa, mesmo boa.
não está perfeito mas a funcionar dentro do que seria espectável.
inclusivamente vi um post no fb da chefe Marlene procurando staff corajoso para a cozinha... ainda ontem!

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