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Gastro-rolantes

por Miguel Pires, em 21.08.11

 

Chamam-lhes food trucks, gourmet trucks, mobile kitchens, ou mobile canteens e surgiram nos últimos anos em cidades como Nova Yorque ou Los Angeles. A novidade não está propriamente no veiculo em si - sempre houve roulotes ou carrinhas ambulantes mas normalmente associados à venda de fast food e de outros tiros no colestral - mas no upgrade gastronómico mesmo quando se trata de vender hamburgers. Não se pense que é apenas uma forma de certos entusiastas amadores em mudança de vida (voluntária ou forçada - a propósito, leiam este artigo sobre mudar de profissão) entrarem no negócio da restauração. São vários os empresários e Chefs do meio que aderiram. Uns mais por convicção, outros como salvação. Em todo o caso é uma forma de criar expandir ou dar a volta a um negócio que foi afectado pela crise (perda de clientes e custos de rendas enormes). E o fenómeno parece multiplicar-se dado o sucesso, comprovado pelas enormes filas e alimentado pela divulgação em redes sociais como o twitter ou o facebook - apontadas como as grandes razões de sucesso do negócio.

 

Dada a crise que estamos a atravessar será que a moda pega por cá (ou alguém pega na moda)? ou cá é mais h3 em centro comercial?

Aos interessados, façam o favor de ler aqui e aqui

 

 

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publicado às 23:52


8 comentários

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De GP a 22.08.2011 às 15:23

Viva, faltam dois linques -- o do artigo sobre mudar de vida, e o último. Rulotes destas por cá também acho que fazem falta, realmente.
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De Miguel Pires a 22.08.2011 às 17:17

No primeiro a falta foi por arrependimento, no segundo por negligência. Ambos estão agora linkados '. :)

O primeiro link (na oitava linha a azul) é um interessantíssimo artigo do New York Times ( Maybe It’s Time for Plan C") sobre pessoas que mudaram de profissão e sobre as dificuldades que enfrentaram ou que enfrentam. Pode parecer um pouco desanimador, mas acaba num tom até certo ponto de esperança - ainda bem porque faço parte do grupo que trocou o plano A, pelo plano B e sem nenhum plano C na manga. :)
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De António Moura a 22.08.2011 às 19:28

Miguel, eu não diria que estes food trucks representam uma forma de dar a volta a um negócio que foi afectado pela crise.

Eu prefiro dizer é que, estes food trucks, representam uma forma de dar resposta a novas oportunidades, criadas por novas formas de comunicar, novas formas de conviver, novas formas de apreciar comida.

O mundo está todo em grande mudança, como sabemos. O futuro está todo para ser inventado.
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De Miguel Pires a 23.08.2011 às 03:11

Bem vista esta sua observação. De facto as redes sociais vieram mudar a forma como nos relacionamos com o que está à nossa volta e por isso não é de estranhar o 'boost' que deram/dão a este tipo de negócios - que ainda por cima são dirigidos a um público já nascido na era digital.
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De zé a 22.08.2011 às 19:35

Há muito tempo que tenho esta fantasia, mas sempre pensei que os regulamentos e as taxas tornavam uma gastro-rolante numa façanha homérica.

Alguém tem uma ideia mais concreta do que eu? Gostava de saber se é uma alternativa viável para o amador esperançoso.
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De Miguel Pires a 23.08.2011 às 03:26

Aqui ficam alguns bitaites (sem grande reflexão): Não vejo porque não há-de resultar: o nosso clima é mais favorável do que o de NY ; andamos mais tesos do que eles; somos deslumbrados com termos como 'gourmet', 'saldos' e 'barato' e temos o bom exemplo dos cachorros do Guincho :)

Defina um conceito e um posicionamento que se distinga da concorrência. Dê uma volta pelo Estádio da Luz ou pelo o outro campo da bola que fica quase em frente e observe a turma do courato (mais do que não seja para ver como não se faz - a menos que queira vender mais do mesmo). Se é amador bom... o melhor é aconselhar-se também com alguém que esteja no negócio da restauração e, já agora, também convem perceber um bocadinho de negócios em geral :)

Autorizações. É só 'googlar' um bocadinho. Em Lisboa é capaz de encontrar respostas aqui: http://atendimentovirtual.cm-lisboa.pt/Paginas/faqs13.aspx
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De Filipe a 23.08.2011 às 12:40

É uma ideia que circula na minha mente há alguns anos, mas que ficou estacionada devido à burocracia. Para operar nos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais e Sintra e de forma a ser rentável seriam precisas 4 licenças de venda ambulante atribuídas em hasta pública (de momento a CML não tem previsto a atribuição de licenças) e as respectivas autorizações sanitárias. Tenho a certeza que iriam aparecer projectos interessantes e temos todas as condições para isso.
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De ines a 19.09.2011 às 17:45

infelizmente este país é uma tristeza onde as pessoas honestas e trabalhadoras precisam pagar para trabalhar. este tipo de solução já me tinha atravessado a mente, ser uma alternativa às roulotes manhosas, decidi meter mãos à obra e verifiquei q para além das despesas inerentes a começar um negócio, adaptar a carrinha etc e tal, o grosso do investimento ia para pagar aos pançudos da burocracia, entre licenças, inspecções e uma série de taxas, resumindo e concluindo ia trabalhar para dar dinheiro a outros.
mas boa sorte*

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    Oops, já corrigido. Agradeço o reparo.

  • Martinho Cruz

    Tudo bem. Vega “Cecília” é que me ultrapassa.....

  • Anónimo

    Esta é uma boa notícia para esta altura do Natal.....

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    Acho, João Faria, que coloca a questão nos termos ...

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    É verdade que, infelizmente, a mudança ocorrida na...