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O Croissant segundo Eric Kayser

por Miguel Pires, em 03.11.11

 

.

 

Hoje acordei bem cedo, vá-se lá saber porquê (oh vizinho de cima não era já altura de acabar com as obras?). Liguei o computador e, no site do Público, fui seduzido  por um destaque bem no topo da página. Não se tratava do anúncio de mais um imposto, nem do esturro grego, nem do Duarte Lima a sodomizar uma velhinha, nem do bebé 7 milhões. Era sim uma imagem de um dourado croissant com o sugestivo título : "O chef Eric Kayser prepara o autêntico croissant francês".

 

Boa, croissants à la mestre para o pequeno almoço. Deve dar trabalho mas aposto que compensa. Farinha, àgua, leite em pó, manteiga, fermento (ah, aposto que é aqui que está o truque!). Só que aos 2'43''...Glup, mas um croissant destes leva mesmo esta quantidade de manteiga?!

 

Ver o mestre Kaiser colocar uma posta de manteiga em cima da massa só tem equivalência quando observamos o Duarte Calvão fazer o mesmo numa tosta de pão. Não é possível que a Marion Cotillard, a Julie Delpy ou a Juliette Binoche tenham sido alimentadas assim (O Sarkozy foi, de certeza, e com rançosa). Acho que nunca mais volto a ingerir um croissant na vida.

 

Hum... será que tudo isto não passa por um nadinha de culpa por ter comido ontem umas belas fatias de toucinho fumado de porco bísaro da sal­si­cha­ria de Gimonde, de Bra­gança, que trouxe do Festival de Gastronomia de Santarém? ou da incrível broa de abóbora e dos dois pastelinhos, da Pousadinha de Tentúgal, que se lhe seguiu para rematar?

 

O camartelo parou. O é melhor ir descansar um bocadinho antes de voltar a tentar apertar o botão das calças, meter-me na bicicleta e ir ao Eric Kayser buscar uns croissants.

 

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publicado às 10:01


8 comentários

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De Paulina Mata a 03.11.2011 às 22:22

E foste lá ou não?

Eu fui no sábado passado tomar o pequeno almoço. Há tempos que me andava a apetecer ir lá comprar pão.É fora de mão, mas gosto de alguns dos pães que tenho experimentado (alguns dos quais também com alguma gordura... não será tanta como no croissant...).

Comprei os pães e tomei o pequeno almoço. Um chá e um croissant. O croissant excelente. Mas para mim uma falha grande, enorme! A forma como são servidos. Comer não é só o que metemos na boca, mas tudo o que envolve, e um croissant assim merececia ser servido num prato de loiça. Mas não é! Um tabuleirinho de plástico cor de laranja (que se associa a barato), um guardanapo de papel em cima e por cima o croissant...
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De Artur Hermenegildo a 04.11.2011 às 11:32

Eu agora moro ali ao pé, tenho lá ido com frequência, quer comer lá quer comprar pão.
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De Alfarroba a 11.11.2011 às 11:17

Segundo eu sei isto é um franchising e depois conheço uma pessoa que trabalhou lá e é uma exploração autêntica porque não ter uma coisa bem portuguesa e importar cada vez menos coisas de fora depois o dinheiro gerado numca fica cá por isso é que estamos neste estado montam negócio exploram os funcionários e depois levam o dinheiro para fora comam e prefiram o que é PORTUGUES SE FAZ FAVOR OBRIGADO
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De Miguel Pires a 11.11.2011 às 11:39

Eu defendo e dou preferência a produtos portugueses e de proximidade (logo, a maioria, portugueses). No entanto, defendo também os produtos estrangeiros de qualidade (para dizermos que somos os melhores temos que conhecer e saber receber o que de melhor se faz lá fora).

Além disso sou um grande adepto da multiculturalidade. Acho mesmo (como já escrevi por aqui) que uma cidade se afirma também pelo seu cosmopolitismo e por isso tanto gosto de vaguear por Campo de Ourique como pelo Martim Moniz.

Por ultimo, existe a reciprocidade económica: se queremos exportar, não podemos fechar-nos ao que vem de fora. Podíamos, sim, era ser mais selectivos no que compramos de fora.

P.S. quanto à exploração que refere, a existir , que se faça queixa às entidades fiscalizadoras
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De Alfarroba a 11.11.2011 às 11:20

O titulo Miguel Pires também esta errado por aquilo não é uma cozinha mas sim uma pastelaria por isso " Na cozinha com Eric Kayser " deve ser revisto
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De Alfarroba a 11.11.2011 às 11:24

"incrível broa de abóbora e dos dois pastelinhos, da Pousadinha de Tentúgal" isto sim e se calhar saiu mais barato do que o croissant que ainda por cima a manteiga vem de frança O QUE É PORTUGUES É BOM ,BOM,BOM,BOM,BOM deixem-se de estrangeirismos
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De António Moura a 11.11.2011 às 22:33

O que é bom e nacional, é bom.
O que é mau e nacional, é mau.
Se nos fecharmos ao mundo, deixamos de competir no tabuleiro internacional.
Temos que ambicionar ser bons, internacionalmente.
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De Miguel Pires a 13.11.2011 às 11:23

Completamente de acordo!

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