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Évora é uma cidade conhecida pela sua gastronomia e por ter alguns dos melhores restaurantes de cozinha tradicional do país. Porém, na hora de abrir o seu próprio espaço, Gonçalo Queiroz não se deixou intimidar, uma vez que sentiu que havia lugar para um espaço mais pequeno e acolhedor, com receituário de influência portuguesa com um toque contemporâneo.

 

 

 A cidade alentejana não surgiu por acaso. Criado no Barreiro, onde muitos alentejanos se instalaram, Gonçalo mudou-se para Évora em 2004 para tirar o curso hotelaria, acabando por se apaixonar “pela mulher e pela região”. Na cidade, foi cozinheiro do Mar d’Ar, passando depois pelo L’And Vineyards, em Montemor (onde chegou a sub-chef) e pelo Ecorkhotel (Évora), aqui já como chef. Seguiu-se uma passagem pelo Dubai antes de regressar de novo a Évora onde, com a mulher, abriu o Origens em pleno centro histórico. O chef português foi alimentando a ideia de ter o seu próprio restaurante e conta que tinha uma pasta no computador, onde ao longo dos anos foi fazendo as suas pesquisas, “elaborando ideias, guardando o material que achava necessário para o projecto”.

 

O aumento das visitas à cidade e à região, no Verão, nomeadamente o turismo associado à gastronomia e aos vinhos, foram cruciais nos primeiros momentos de vida do restaurante. Hoje, a percentagen de clientes estrangeiros versus portugueses equilibraram-se e a aceitação de ambos os públicos “tem sido excelente”, segundo conta. “As pessoas procuram cada vez mais uma experiência gastronómica, restaurantes cozy, pequenos, com mais contacto com a cozinha, e com staff e cozinheiros, e nós temos isso”, acrescenta ainda o português.

 

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À Brás farinheira 

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figos com presunto

 

No Origens, Gonçalo privilegia os produtos locais e de época e procura conjugar o clássico com o contemporâneo. Porém, ainda que a sazonalidade apele à rotatividade da ementa, há pratos que, pelo sucesso, se tornam difíceis de retirar da carta. É o que acontece com o à brás de farinheira  ou com o malandrinho de cogumelos. Sim, malandrinho e não risotto. Afinal, estamos num restaurante português, em pleno Alentejo. 

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publicado às 19:49



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