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No especial gastronomia do Fugas deste sábado (jornal Público) 20 chefes escolhem 40 restaurantes de Norte a Sul de Portugal (incluindo ilhas): do Retiro da Manhosa (Viseu) à Cevicheria (Lisboa), do Ichiban (Porto) ao Mané Cigano (Ponta Delgada). Gostei muito de fazer este trabalho juntamente com o José Augusto Moreira, fotos de Rui Gaudêncio, e,também, de Diogo Baptista, Vasco Célio, Gregório Cunha e Rui Soares.

 

 

Captura de ecrã 2015-11-1, às 14.16.31.png

Porém, gostei mais ainda de ver o empenho que o jornal colocou neste trabalho em termos de edição online (com grande méritos para a direcção de arte de Sónia Matos). Ora confirem lá, aqui

 

 

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publicado às 14:03


12 comentários

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De Paulina Mata a 01.11.2015 às 23:21

Está giro sim.

Mas se houvesse quotas... tinhas sido obrigado a pensar em pelo menos 1 mulher...
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De MJQ a 02.11.2015 às 11:35

Há uma mulher... Mas podia haver mais (falta pelo menos a Noélia).
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De Miguel Pires a 10.11.2015 às 19:54

Pois, eu sei, mas se depender de mim nunca haverá nenhuma descriminação, nem positiva, nem negativa.
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De Paulina Mata a 10.11.2015 às 21:40

Mas há. Negativa. Senào, porque é que não aparece nunca nenhuma? Em lado nenhum?
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De Carlos Alexandre a 11.11.2015 às 08:47

Mas afinal, não está a contar com Margarida Cabaço porquê?
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De Paulina Mata a 12.11.2015 às 01:13

Estou, sim. Mas aparecer 1 em 20 não é suficiente. Normalmente não aparece nenhuma, aparecer 1 não chega!

E acho importante que se chame a atenção para isso. Sempre!

Não é uma descriminação positiva de que falo (embora com a desigualdade que vigora ela até se justificasse, para obrigar as pessoas a pensar). Apenas falo de um tratamento igual. E não é o que acontece!
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De Miguel Pires a 12.11.2015 às 10:47

Quando pensei nesta lista, pensei num grupo de chefes/cozinheiros de todo o país, com trabalho interessante e reconhecimento público (uns mais do que outros) que nos pudessem dar um conjunto de restaurantes de norte a sul e ilhas. A Margarida Cabaço surgiu naturalmente, por mérito, não por ser mulher. Sim, podia estar a Noélia, cujo restaurante gosto bastante. Mas porquê a Noélia e não o José Pinheiro, por exemplo, que também não está?

Enfim, como sabes (salvo raríssimas excepções) não concordo com quotas e, como sabes, há muitas mulheres que também não. Aliás, na reunião da Fugas, cuja editora é uma mulher (de um jornal, cuja direcção é largamente composta por mulheres, incluindo a directora) estávamos representados 50/50 (naturalmente, não por quotas), discutiu-se a lista, retiraram-se e acrescentaram-se nomes e ninguém sequer levantou a questão. Já agora, porque não propões à Michelin que atribua estrelas por quotas, independentemente do mérito?
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De Paulina Mata a 12.11.2015 às 13:23

A resposta poderia ser longa, mas vou tentar ser breve.
Comecemos pelo fim. Não interessa se a editora do Fugas é uma mulher ou um homem. Isso não é representativo de coisa nenhuma e ainda menos para a situação que discutimos. Este tipo de argumentos só serve para distrair do foco da discussão que é o facto de nunca (ou raramente) serem referidas mulheres chefes.

Por outro lado, ser mulher, não significa uma maior sensibilização para este assunto. O a educação e toda a envolvente pesam. Além de que (e não faço ideia quem eram as 50% de mulheres na reunião) posso pôr algumas questões: Elas estão bem familiarizadas com o meio? É que se não estão e o conhecem apenas pelo trabalho de jornalistas, só vão pensar em homens, e não têm idéia que há mulheres nas cozinhas. E se estão, vão lembrar-se certamente (como toda a gente), de nomes de homens pela mesma razão, a não ser que façam algum esforço. è que a presença dos homens no que nos chega via media é tão forte, que só com algum esforço...

E não são só nos jornais e nas revistas, já há vários anos, após o Congresso dos Cozinheiros, tenho dito ao Paulo Amado que fico chocada com a falta de presenças femininas.

Se elas não aparecem, ninguém se lembra delas. E não vão aparecer nunca. O papel das quotas (que ninguém acha o ideal e que serão sempre transitórias) é obrigar as pessoas a pensar no menos habitual, obrigar a conhecer mais e desta forma serem mais justas. E neste caso bem que fazem falta para se sair dos "sempre os mesmos" (já agora também poderia haver quotas para homens e mulheres fora dos "sempre os mesmos") pois há trabalhos bem interessantes.

Continuando com a última frase da tua resposta, que considero verdadeiramente ofensiva para as mulheres nas cozinhas (até eu fiquei chocada), estás a admitir que que as mulheres têm menos mérito? Para além de se pôr a questão de se a Michelin é um exemplo de boas práticas. A falta de estrelas dos restaurante portugueses é por falta de mérito de todos? É um caso parecido.

Indo agora há parte inicial do email, em que se nota também o preconceito que acabei de referir. Justificas tudo com o mérito, fazendo crer que as restantes têm falta de mérito. Lamento mas não acredito nisso. E citando as palavras de uma mulher chefe "esta tema [as mulheres na cozinha] para mim [...] terá demasiada significancia e passo a apresentar-me, eu sou sub chefe num hotel e realmente é para mim importante, e ao fim de muitos anos, realmente saber a opinião de algumas pessoas sobre o facto de uma mulher liderar ou sub liderar uma cozinha,[...], é que ao contrário do que se diz existem algumas chefes em Portugal. eu conheço algumas chefes que estão por trás de "uma marca" que se trata de alguns homens chefes que estão ali só porque infelizmente no nosso país o nome de homem à frente de uma cozinha vende melhor, mas quem lidera realmente a equipa de produção são muitas vezes mulheres."

E não é só em Portugal que o nome de um chefe vende melhor, há uns anos li um artigo escrito por uma mulher chefe em Inglaterra em que dizia que desistiu de ir a castings para programas de TV pois ao fim de muitos explicaram-lhe que ela só estava ali para cumprir as quotas e nunca seria seleccionada independentemente do mérito. O público tinha mais confiança nos chefes homens. Uma visibilidade maior das mulheres talvez ajudasse a que fosse o mérito o facto da escolha.

Isto não é simples, mas é um assunto muito sério. Nós somos cerca de 50% da população e o mundo será melhor (se bem que estamos numa fase bem triste, e que também nestes assuntos terá efeitos) quando as representações forem idênticas. Não digo que 50% da lista deveriam ser mulheres, eventualmente elas não estão tão representadas nas cozinhas (mas este é outro assunto complicado em que não vou entrar). Mas 5%???!!!!

Antes de terminar... Sem pensar muito, sendo a ordem aleatória, aqui vai uma lista de mais 10 mulheres chefes distribuidas por todo o país e com vários tipos de cozinha que poderiam integrar esta lista

Marlene Vieira
Justa Nobre
Noélia
Dalila Cunha
Inês Dinis
Susana Felicidade
Alice Pola
Michele Marques
Mimi Silva
A chef do Xapuri Bistro (não encontrei o nome).

Como disse, gostei do artigo, achei interessante, mas subia bem mais pontos se os chefes escolhidos tivessem saído do óbvio.
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De Carlos Alexandre a 18.11.2015 às 21:04

Sustive-me até agora de responder a este comentário por estar diretamente dirigido ao Miguel, embora seja público e de resposta livre.
Só posso dizer que concordo com muito do que diz. E como poderia não concordar?
As quotas, o mérito, as percentagens estatísticas e as efetivas, a existência, mas falta de divulgação... velhos temas sempre atuais, de discussões cuja recíproca aos argumentos é frequentemente o silêncio.
E não pretendo alongar-me aqui porque este blog consagra-se a outros temas e, sobretudo, não me parece que, embora oportuno, o tema seja desejado pelos (não) participantes. E muito teria para dizer. Mas para dizer tem de haver quem ouça, ou caímos no clássico da «árvore que cai no floresta sem ninguém para a ouvir».

E, sem qualquer segunda intenção, mesmo, chamo a atenção para a percentagem de participantes femininas neste blog, a comentar. É assustador.

E para terminar, as percentagens dos que não são os «mesmos do costume» são ridiculamente baixas, no que se refere também a jovens cozinheiros sem padrinhos ou amigos, ou ainda velhos excelentes cozinheiros que não andam pelas revistas nem oferecem jantares.

O mundo não é justo. Seria bom que o fosse mais. Gostaria que assim fosse. Não sei como ajudar a que as coisas sejam diferentes. Talvez partilhando estes pensamentos soltos.



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De Anónimo a 19.11.2015 às 01:14


Obrigada Carlos por ter respondido.

E sabe... se repararmos bem a Miguel no comentário dele começa assim:
"Quando pensei nesta lista, pensei num grupo de chefes/cozinheiros de todo o país, com trabalho interessante"
Por todo o pais... significa que houve essa preocupação. Talvez o facto de tanta vez se ouvir dizer que o país não é só Lisboa os tenha obrigado a pensar em cozinheiros "por todo o país".
Não são quotas... mas quase.

Talvez um dia, com alguma insistência comecem também a pensar que há mulheres nas cozinhas e que talvez seja justo não as tratar como se fossem invisíveis.
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De JGR a 04.11.2015 às 09:34

Devo então ter sido só eu que fiquei decepcionado com este trabalho. Defeito meu, concerteza, que iludido pela capa pensei ingenuamente que o o foco eram os tais 40 restaurantes que se anunciavam em grande título. Afinal o foco são outra vez os 20 Chefes (excelentemente fotografados, diga-se a propósito) que sugerem os restaurantes. Destes, pouco mais de duas linhas, um mapa que não mostra nada (e mesmo assim só na versão tablet). Foto do restaurante? Do Chefe/Cozinheiro? De algum dos pratos emblemáticos? Nada que não se possa fazer sentado á secretária com meia dúzia de telefonemas. Não digo que não tenha qualidade mas face ao que entendi da promessa frustrou as minhas expectativas enquanto leitor.
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De Miguel Pires a 10.11.2015 às 19:47

sim, é verdade, o trabalho ficaria mais rico se tivesse fotos dos lugares e de um ou outro prato emblemático, uma solução mais óbvia que adoptámos no anterior Fugas especial Gastronomia sobre os 50 pratos a não perder. Porém, não só não é fácil obter boas fotos de pratos mais tradicionais, como esta opção parece-me correcta dado que o conceito tem tudo a ver com a "curadoria" dos chefes.

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