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Bourdain em Lisboa: profissional sem reservas

por Miguel Pires, em 05.12.11

 

"Não estou em Lisboa para fazer um programa sobre as maravilhas da cidade. Não é disso que um programa como No Reservations trata", começou por dizer. "Vim aqui para à procura de locais especiais. De sítios onde se pode comer às duas da manhã quando se está bêbado", continuou. Cito de cor. Enquanto ouvia, procurava também encontrar o bloco de notas, tirar a tampa da caneta e colocar a máquina em modo vídeo.

 

Momentos antes da conferência de imprensa (por volta das 12.40h) apanhava, no rés do chão, o minúsculo elevador do Bairro Alto Hotel. A conferência era no 5º andar e estava dez minutos atrasado. Para azar o elevador pára logo no 1º piso. "Oh não, vai ser uma daquelas viagens tipo pára em todas”, pensei.

 

Afinal parou apenas naquele piso para entrar uma morena graciosa e um tipo grisalho, bem parecido, aí com um 1.90m. Não consegui evitar: "Uau, the man!", exclamei. Recordando agora podia ter sido  pior. Podia ter dito: "Como o senhor é alto, Sr Bourdain. Mais alto do que na TV!". Vá lá, contive-me. E ele lá continuou com o sorriso nº32, nem ai, nem ui, nem bom dia, nem boa tarde. Assim entrou no elevador, assim saiu. Cá fora, no corredor, esperavam-no meia dúzia de fotógrafos que logo começaram a disparar - e eu, atrás, a estragar-lhes o cenário, eh eh eh.

 

O essencial da conferência de imprensa pode ser visto neste vídeo (excepto as frases iniciais, que reproduzo de cor no inicio deste post). 

 

 

 

Seguiram-se as perguntas da praxe: "de onde vem", "para onde vai" (não vinha do Nicola), "chega a desempacotar as malas?","o que é que gostou mais?", "Como foi o encontro com Lobo Antunes? ("Great, great! nunca pensei que ele aceitasse”. Nunca pensei que fosse possível estar com essa grande figura", referiu), etc, etc. Enquanto oscilava entre o sorriso nº 32 e um nº45, polvilhado com um nº31, aqui ou ali, lá continuou pacientemente, sempre bem dispostos falando do magnifico ‘shrimp’ que comeu no Ramiro, de bifanas, de couratos, da ida ao fado e dos Dead Combo (com quem esteve às conservas no Sol e Pesca).

 

 

Depois subiu ao terraço para mais fotos. E mais fotos. E mais fotos. Pose assim, pose assado, sem nunca fritar, sem qualquer ar de enfado. Cool, sempre cool. Sorriso nº32, seguido de um 31º e novas fotos. "Deve ser um bocado seca esta parte, não?", perguntou alguém. Encolhe os ombros e acena em direcção a este jovem do Mesa Marcada, quando este comenta, “it's part of the game” (não tão em surdina quanto julgava). "That's right, it's part of the game", afirmou. 

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publicado às 18:56


70 comentários

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De na primeira pessoa do singular a 06.12.2011 às 10:11

Aprecio o mau feitio do homem, de o ver ao longe, no outro lado do ecrã.
De outras vezes que cá esteve, arrepiou-me a ideia de que possa ter de cá saído com meia dúzia de ideias:
a) todos os portugueses são porcos e usam bigode farfalhudo
b)todas as casas são escuras ou obscuras
c) a matança do porco e a pesca do bacalhau dão emprego a 95% da população ( eu, que tenho saudades de uma bela matança do porco, no pátio do avô, com tudo o que há direito, deste o espetar do estoque, ao chamuscar e raspar, a jardineira com a forsura,o fígado na frigideira, os torresmos a fritar, o sangue a engrossar o arroz, a lentrisca assadinha na hora, a salada de orelha, o lavar das tripas e o encher das morcelas de arroz e chouriço!!!)
d) se não fossem os Açores, o que seria da imagem dos portugueses no mundo

pois que o levem a uma boa tasca, e lhe dêm um bom cozido, ou uma boa feijoada, ou uma cataplana bem potente, uma sopa de feijão com tudo, ou uma açorda poderosa...um bom borrego, uma posta mirandesa ou uma chanfana retardada, para ver se o homem volta a passar por aqui mais vezes, e a ver se ele pinta este rectangulo pelo menos com as cores que pinta a Itália e o sul da França, até porque temos tanto ou mais sol que eles...
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De terrex a 06.12.2011 às 20:28

Meu caro amigo, que nos interessa o que o homem possa dizer de nós. A gastronomia portuguesa é sem duvida a melhor do mundo e acrescento às suas receitas um bom pica no chão, uma caldeirada de peixe, e uma de enguias; um bom peixe freco grelhado, umas sardinhas (portuguesas) na brasa; um leitãozinho da bairrada, uma chafana à maneira e os nossos bons vinhos, tanto tintos, como brancos ou verdes. Enfim, são tantos e tantos os nossos bons pratos, que por certo enchiamos um pagina A4. Estou certo que ele irá dizer não bem de nós e da nossa paparoca, mas muito, muito bem.
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De teixeira a 07.12.2011 às 07:57

Há controvérsias quanto a gastronomia portuguesa ser a melhor do mundo.
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De ejsscosta - Copenhaga a 07.12.2011 às 17:46

Ganhe juízo. A nossa cozinha não é das melhores...é das piores - muita gordura, muitos fritos, carnes gordas, muito sal e mesmo o azeite é quase sempre em demasia... para já não falar em erros de preparação, erros na confecção, erros no corte da carne e tantos mas tantos erros de apresentação/empratar.

O pior é que a nossa cozinha não teve nenhuma evolução nos últimos 80/100 anos - Cozinhamos como as nossas avos cozinhavam e apresentamos de forma igual. Já que falou das sardinhas na brasa, em nenhum país com cozinha media (nem falo de topo) nunca serviria um prato de peixe com cabeça, rabo e muito menos espinhas... isso é primitivo! Olhe para a nova cozinha espanhola ou nórdica, são das melhores do mundo... se não sabe o que estou a falar, apanhe um avião e viaje ate San Sebastian, a Catalunha ou então a Copenhaga.

Agora em Portugal existem 4 ou 5 chefes famosos na TV ou a publicarem livros, que só estão a fazer aquilo que já foi feito nos outros países ha 30 anos... como sempre andamos atrasado e sempre existem alguns oportunistas. É de rir com a nova cozinha Portuguesa e com aquilo que os "chefinhos" andam a tentar fazer... chama-se enganar parvos!!! Mesmo o Masterchef em Portugal devia-se chamar, masterchef pratos veteranos.... de inovação nada tem.

2 simples exemplos do nosso atraso e falta de imaginação culinária? OK, 1º: fomos nos que começamos a comercializar as especiarias do oriente, mas nos dias de hoje não usamos quase nada. A maioria dos nossos pratos usa alho, pimentão, folha de louro...enfim coisas simples e banais. As outras cozinhas usam aquilo que nós já devíamos usar desde os descobrimentos. 2º) Com as condições naturais que temos usamos apenas 3 ou 4 ervas aromáticas - salsa, coentros, menta... As outras cozinhas usam 10 vezes mais.

Depois temos os petiscos, comida medieval: tudo frito ou tudo gordura. Os espanhóis conquistaram o mundo com as tapas, nós enfim... pensamos que temos boa cozinha mas não temos nada...
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De luis simões a 07.12.2011 às 19:15

eu gosto de peixe grelhado com a cabeça, os fritos podem ser bastantes agradaveis e o bom azeite portugues nunca houvi falar que fizesse mal a alguem.
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De Antónia a 07.12.2011 às 20:22

Não sei se este senhor percebe assim tanto de comida como quer fazer crer.
Os espanhóis utilizam bastante gordura nas suas tapas, que não são consideradas por eles como uma refeição, mas, apenas uma entrada para esta.
Quanto aos peixes com cabeça e rabo, quem os come vê o que está a comer e não a ser enganado com um pseudo filete de qualquer coisa.
É melhor comer uma vez por semana algo bem português e passar o resto da semana com coisas mais leves, do que comer as comidas sensaboronas dos nórdicos ( o mais engraçado é que eles e os americanos adoram os nossos cozinhados e os nossos peixes completos !!!)
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De Luis Sousa a 07.12.2011 às 23:07

Penso que esta pessoa não vem a Portugal à muito tempo, mas se pretender actualizar-se consulte o Guia Michelin para saber quantas estrelas Michelin foram atribuídas para o ano 2012, e quantos são Chefes portugueses. Procure alguns dos grandes e conceituados restaurantes dentro e fora de Portugal cujos Chefes são portugueses e pondo em prática novas técnicas (já chegaram á muito a Portugal) conquistam os estômagos de todos por este mundo fora (utilizam os sabores portugueses com todas as técnicas mais avançadas. Quanto ao Sr. Bourdain já via programas em que fala muito bem da comida local mas se estiverem atentos também dá umas dicas do que e de onde não devem comer!!
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De chopchop a 08.12.2011 às 02:02

O assessório obscura o essencial. Parece haver aí um problema com as gorduras. Há que sair do quadrado...
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De Miguel Felcio a 08.12.2011 às 03:28

Epa!!!! e verdade que a nossa cozinha possa ser medieval!!!!
Mas e melhor verificares todos os factos que estas aqui a dizer porque dizes com cada "Bacorada" que mostra que o teu conhecimento da cozinha Portuguesa e ZERO!!!
Deves estar a esquecer que Lisboa não e Portugal não e tudo frito!

E quando falas em cozinhas que conquistaram o Mundo falas de Espanha a serio!!!! =0
Então não percebo porque e que no meu restaurante que tenho no Alentejo litoral os estrangeiros tanto espanhóis como Nórdicos ficam de boca aberta com a comida apresentada e voltam varias vezes...se a deles e tão superior a nossa não entendo porque e que quando se vão embora dizem que não comem com metade da qualidade que comem em PORTUGAL...

Mas enfim eu nada sei

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De pedro a 08.12.2011 às 08:46

Mais claro, difícil. Só não estou de acordo com tirar s espinhas às sardinhas. De resto, touché...
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De Paulo Martinho a 08.12.2011 às 10:31

Bem, aposto que lá na Dinamarca devem ser muito bons a empratar. Que lhes faça bom proveito a beleza dos pratos e os sabores subtis. Eu gosto de sabores intensos e SIMPLES. Sim, com muito alho. Não sou enjoadinho. Inovar não é sinónimo de melhorar. Vivam a favas com presunto e coentros, o simples o banal ... e delicioso! Vivam as migas! Os dinamarqueses que se deliciem com paprika!
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De Augusto a 08.12.2011 às 13:01

Como fala deve ser entendido, mas deixe que lhe diga o que descreveu são as novas tendências da cozinha moderna, cozinha de autor etc. . Grande parte das vezes apenas apreciadas para se poder dizer que fui a tal sitio, ou comi feita por, muitas vezes com um exagero de temperos e ingredientes, e nomes pomposos. Agora a nossa cozinha tradicional, e é dessa que falamos, já que a outra a a internacional a tendência a ser toda igual, tem sabores cheiros etc. que não vemos na maior parte dos países.
Olhe eu por mim prefiro um caldinho de peixe do rio, feito ao pé do Guadiana confeccionado por pessoas que nem cozinheiros são, mas que vão apanhar a hortelã do rio, e mais nem sei quantas ervas e que no final o cheiro e o sabor, e até a apresentação nos fazem despertar todos os sentidos, do que estar a comer salmão não sei quantos com o crocante disto e o molho daquilo, e que no fim nada. Só para terminar, este caldinho comi à cerca de 4 anos já este ano estive no restaurante de um chef muito conhecido, onde comi uma série de coisas com nomes pomposos, e sinceramente não me consigo recordar nem do nome ou dos sabores.
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De Miguel Pires a 08.12.2011 às 16:35

Caro ejsscosta

Não me vou alongar muito porque não sei com quem estou a falar, nem o que faz. Na minha opinião, este seu comentário é provocador, o que não ultrapassando os limites, nada tenho a opor. Não me custa admitir que até diz algumas coisas certas sobre a cozinha portuguesa (mas não em relação ao que se faz habitualmente). Mas fá-lo com um azedume de quem está mal com a vida e com o país - problema seu, não será o único, mas como também não sou psicanalista, não me interessa muito saber a razão.
O problema é esse azedume inquinar-lhe o pensamento. Dizer que os nossos petiscos são medievais, "tudo frito ou tudo gordura", e dar como bom exemplo as tapas espanholas, ou revela um grande desconhecimento, ou uma grande desonestidade.

Quanto à cozinha nórdica...se está em Copenhaga já deve ter ido ao Noma ou lido o livro de Rene Redzepi ("Time and Place in Nordic Cuisine"). Eu estive, li o livro e entrevistei o Rene Redzepi (porque quem tenho uma grande admiração) e o Leonardo Pereira, um jovem cozinheiro português que trabalha no Noma - fascinado pela cozinha de Redzepi e amante da cozinha portuguesa . Dessa viagem, em Fevereiro, resultou uma critica/reportagem que foi publicada na revista Wine, de Março último, creio. Lembrei-me agora que nunca a cheguei a publicar aqui e que o irei fazer em breve, mas no âmbito deste seu comentário, deixo duas passagens da mesma:

"[Em 2003 Redzepi] Ainda procurava soluções [para o Noma] e já era alvo de troça no meio. Perguntavam-lhe se iria cozinhar focas ou pénis de baleia, numa alusão grosseira a uma certa cozinha tradicional nórdica, muito pouco considerada no próprio país. Até à época, na alta cozinha local, com excepção de um ou outro percursor, que utilizava alguns produtos locais, os principais restaurantes eram sobretudo de cozinha italiana ou francesa. Os próprios dinamarqueses tiveram durante muitos anos acesso restrito aos melhores produtos de origem local, dado que desde o pós-segunda guerra e até à década de 80, estes eram exportados, sobretudo, para Inglaterra. Foi neste clima de baixa auto estima que René Redzepi e Claus Meyer viram uma oportunidade para desenvolver um conceito único, praticamente por explorar.”

Acho que estamos falados no que diz respeito a assuntos medievais.

Mas escrevi ainda, no inicio dessa reportagem, e peço desculpa novamente pela auto citação: "[em Copenhaga]Pelo que pude perceber [e de trocar impressões com várias pessoas do meio] não há propriamente uma zona específica onde se ponde sentir uma movida popular em volta de casas simples de boa comida, como, por exemplo, em Espanha ou em Itália [e poderia ter acrescentado, Portugal]. Na verdade o movimento que deu origem ao manifesto em volta da nova cozinha nórdica e que inspirou vários Chefes locais revela-se, sobretudo, em restaurantes de topo, com uma ou outra excepção mais democrática, como o Aamanns (Øster Farimagsgade,10), onde, no último dia, tive a oportunidade de experimentar várias reinterpretações do tradicional Smørrebrød (sanduíche em pão escuro, aberto, uma espécie de tapa dinamarquesa, sendo a de arenque a mais comum)".

É verdade que em Fevereiro estava um frio terrível e que isso a tornava deserta - muito diferente da animação que parece ter no Verão, mas ainda assim não creio que haja uma obsessão por comida como há nos países mais a sul, sobretudo em Itália, mas também em França, Espanha e Portugal – só para dar alguns exemplos.

Ah! Num dos países mais evoluídos do mundo (gastronomicamente e não só) é normal um peixe vir à mesa com cabeça, espinhas e rabo. Cru ou cozinhado. Refiro-me ao Japão, cuja capital, Tóquio, tem mais restaurantes com estrelas Michelin do que em qualquer outra parte do mundo.
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De ejsscosta - Copenhaga a 08.12.2011 às 18:53

Caríssimo Miguel,

Tem toda a razão não sabe com quem esta a falar nem sabe o que faço – nem vai saber! Você tem um blog aberto a comentários, por isso caso não sejam de má educação, todos são validos, independentemente de serem escritos por X ou Y que tem como ocupação K ou W. Isto não é uma feira de vaidades.

Agora, você como autor do blog cometeu um erro crasso, ou será infantil? Em presumir que eu estou mal com a vida e com o país, MAS, mais uma vez acertou – você não é psicanalista e é um problema meu. Sendo assim, agradeço que não faça comentários menos dignos de um autor de blog, que aparentemente tem uma área de comentários aberta, não censurada e especialmente livre de “insultos” dos autores. Use o seu blog para escrever qualquer coisinha mais útil. Não se preocupe, não lhe respondo no mesmo nível.

Quanto ao seu comentário sobre o Japão bem, tem toda a razão – país desenvolvido, cozinha de topo, mas é uma excepção. O Japão é uma realidade totalmente diferente. Quanto aos países que estão próximos da nossa cultura, mantenho o comentário sobre a forma de servir peixe. Hummm, podia ter dito que a tempura foi levada para o Japão pelos portugueses, esqueceu-se? Ou será porque eu disse que abusamos dos fritos?

Nunca disse que tapas são saudáveis, nunca disse que não usam fritos, nunca disse que são pratos principais (main dishes), mas digo são muito mais apresentáveis e visualmente mais atractivos. Quantas casas de tapas existem fora de Espanha? E quantas casas de petiscos existem fora de Portugal???

Quanto a cozinha nórdica, não a defendo, mas vivendo aqui, naturalmente, comparo-a com a nossa cozinha – uma é inovadora e vibrante, a outra é antiga e monótona. Sim, frequento o Noma quando posso (mesmo antes e de se tornar o melhor restaurante do mundo) e mais alguns bons restaurantes, não necessariamente de nova cozinha nórdica nem necessariamente com estrelas Michelin. Para info.: Copenhaga em 2011 teve 11 restaurantes com estrelas Michelin e o ultimo vencedor do Bocuse d’or, Rasmus Kofoed . Não sei em que contexto o Rene Redzepi falou na falta das melhores matérias-primas, sinceramente não vejo como por exemplo, cenouras, couve roxa, batatas, aipo, etc – produtos da terra, de 1ª qualidade, provenientes de áreas como Lammefjord ou peixe que chega fresco todos os dias, tenham sido exportados para a Inglaterra e a sua aquisição não era possível pelos chefes… pouco provável… Sim, porque a nova cozinha nórdica baseia-se em produtos locais. Na próxima vez que estiver próximo do Rene, procurarei questionar o porque desta afirmação.

Já agora, não foi por esquecimento que o Rene Redzepi não referiu Portugal como um dos locais onde existe uma movida popular em volta de casas simples de boa comida. Não se iluda, mas se ficar mais feliz em pensar que foi esquecimento, então faça-o.

Quanto meu comentário de ontem, mantenho tudo sobre a cozinha portuguesa. É a minha opinião, vale o que vale, e se não gosta tem três alternativas: não publique, elimine ou deixe de ter um blog com possibilidade de fazer comentários.

Fico por aqui e não voltarei a comentar mais sobre este tema.

Cumprimentos.
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De Miguel Pires a 08.12.2011 às 20:30

Caro ejsscosta

Gosto de saber com quem discuto, mas tem razão, se o blogue permite que tal aconteça devia abster-me de me pronunciar sobre isso.

Quanto à consideração que fiz sobre o seu azedume, pode ter sido forte, mas não foi gratuita. Está contextualizada e por isso não considero uma ofensa pessoal (do mesmo modo que não considero quando diz "ganhe juízo" a alguém que aqui teceu um comentário, ou quando fala dos "chefinhos " que andam a "enganar parvos").

Quanto ao resto é a sua argumentação vs a minha. Cada um que tire as conclusões que quiser.

Gostava só de esclarecer que o texto entre aspas é de uma reportagem/critica que eu escrevi - e publiquei na revista Wine - e não o Rene Redzepi . Pensei que tivesse sido claro.



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De Miguel Pires a 08.12.2011 às 20:36

É óbvio que não inventei quando digo "desde o pós-segunda guerra e até à década de 80, estes eram exportados, sobretudo, para Inglaterra." Esses dados vêm referidos na introdução de Rune Skyum-Nielsen na introdução do livro do Noma
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De João Silva a 08.12.2011 às 23:26

Bem, nem sei por onde começar...este senhor é tão...tão...hummm que é que hei-de dizer? Bem, assim de repente lembro de algo que se fosse adjectivo definia excelentemente, a meu ver, este indivíduo: "Miguelsousatavaresco". Se algue´m gosta do Miguel Sousa Tavares, ok, pense noutro personagem que ache que é completamente arrogante e com a mania que só ele é senhor e dono da verdade, e daí tecer comentários viperinos como se estivesse a dar a sua visão democrática como qualquer pessoa pode fazer. O que este senhor faz é tecer uma série de afirmações com o objectivo óbvio de provocar, pois só pode ser mesmo essa a intenção. O comentário tem frases totalmente vazias de qualquer veracidade. Dizer que em portugal geralmente as pessoas abusam do sal e das gorduras (incluindo o azeite, claro!) é, como é lógico e o senhor deve saber, completamente diferente de dizer que portugal tem das piores cozinhas, que é só fritos e tudo o mais...decidir se come uns carapauzinhos fritos com arroz de tomate ou se come uma sopa de agrião e uma pescada cozida parte de si, a quantidade de tempero também parte de si e de quem cozinhar. Usar sal e gordura a mais é algo que faz parte de um mundo globalizado onde isso acontece em praticamente todo o mundo, salvo pontuais excepções...não me vai dizer que em frança ou em itália na china, por exemplo, isso não aconteçe. O modo como "o povo come" é algo que nada tem a ver com a qualidade da cozinha tradicional...que grande confusão aí vai...ou então quer tanto chatear o pessoal que fez de propósito, seu malandro! Há algo que deve ser deslde logo distinguido: falar de restaurantes Michelin e cozinha tradicional é completamente diferente...no que diz respeito aos restaurantes Michelin, a verdade é que por exemplo em inglaterra existem bastantes restaurantes de topo a nível mundial...agora veja-se o que é a cozinha tradicional Inglesa. Esse tipo de restaurantes é muito bom, e em Portugal está-se a crescer a esse nível, e para mim o positivo desse tipo de cozinha é que a técnica é aprendida por exemplo numa escola em França e depois o chef retorna ao seu país de origem e cozinha ingredientes tradicionais com técnicas que aprendeu, normalmente com respeito pelo método tradicional.
Agora, cozinha tradicional é diferente...é algo que realemente define um país enquanto património gastronómico. E aí Portugal é dos melhores...não, não vou dizer que é "a melhor cozinha do mundo" como muitos dizem, acho que isso é um exagero, mas que está entre as melhores, disso não tenho a menor dúvida. Sem nacionalismos. Não haver muita inovação da cozinha tradicional nos últimos 100 anos é uma afirmação totalmente inócua. Um cabrito assado no forno há cem anos é um cabrito assado no forno agora. A maneira de assar, o que usar, foi algo que foi sendo aprendido através da experiência, e depois cada zona tem as suas ligeiras diferenteças...
Bem é que eu nem sei o que dizer! A questão das ervas aromáticas...3 ou 4?! Salsa, coentros, oregãos, louro, tomilho, alecrimm rosmaninho, sei lá...e vamos falar de ingredientes no geral...portugal é dos países do mundo com maior diversidade de ingredientes naturais, pode pesquisar na internet se não acredita. e muitos são usados. Acha que é confusão de alguns portugueses nacionalistas o facto de se dizer que portugal é um páis idiossincrático, o que está espelhado, por exemplo, na sua gastronomia tradicional? Comer uma chanfana de borrego ou um leitão da bairrada, ou uma açorda de marisco, sei lá, são tantos os pratos que me assaltam a mente que nem sei quais referir...voçê transmite a ideia de que a nossa gastronomia é tão tacanha...como está errado! Enfim, nem sei o que dizer, se dissesse tudo dava um testamento ainda maior, simplesmente quero dizer que a "gastronomia michelin" é bem vinda, mas nada diz sobre a riqueza gastronómica tradicional de um país, ou pelo menos geralemente não diz.
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De João Silva a 08.12.2011 às 23:53

Pegar num peixe, colocar sal, grelhá-lo e servi-lo com molho verde não necessita de ensinamentos vindos da escola Michelin. E na Noruega também o podem fazer. A diferença está por exemplo, no sal. Se usarem flor de sal ali das salinas de Aveiro, é diferente. A diferença está, por exemplo, no peixe..."Desde Ferrán Adriá [o 'chef' do El Bulli, restaurante três estrelas Michelin], que diz que o melhor peixe do mundo é o português, ou Thomas Keller, em Nova Iorque, que só consome peixe português", o facto de termos do melhor peixe do mundo é algo que não é chauvinista, mas sim uma realidade. Porquê? Não sei. As espécies de peixe? O habitat do peixe? A temperatura, oxigenação ou lá o que é, da do oceano? Não faço a mínima. Sei é que comer umas boas tapas pode ser bom, mas o que é que isso tem a ver com uns filetes de polvo com arroz do mesmo? Servir o peixe com espinhas...mas de que é que estás a falar homem? Estás a comparar o El Bulli com uma bela marisqueira como há tantas em portugal? Porquê? Porquê assumir que a cozinha não presta porque não existem restaurantes de topo mundial?! Que tacanhez! Portugal tem, efectivamente, uma cozinha tradicional simplesmente fantástica. E completamente diferente de tantas outras, igualmente fantásticas. Não podemos comparar, por exemplo, a cozinha chinesa e a sua comida de rua, tão deliciosa e tão variada, comida a qualquer hora, com pratos tradicionais portugueses que geralmente se apreciam sentados a uma mesa e com boa companhia. Muito menos se compara este tipo de gastronomia com a praticada em restaurantes de topo Michelin. Um bacalhau à lagareiro, um arroz de pato, umas plumas de porco preto, umas ostras em setúbal, uma vitela à lafões, uma feijoada à transmontada, um peixinho grelhado em qualquer ponto junto à costa...enfim...temos grande carne (basta referir as variedade de vitela como mirandesa, arouquesa, barrosã, ou por exemplo a carne de porco alentejana...), grande peixe (será que a opinião do Adriá vale alguma coisa?) e nem falo de doçaria, que com tanto fel se encontra a sua crítica, que acho que este senhor não deve gostar de doçes...se não falaria da tradição secular que portugal tem, espelhada na doçaria conventual que de tão inventiva me deixa sempre perplexo. Fico sempre admirado quando descubro um doce que por exemplo usa ovos e amêndoa, como tantos outros que comi, mas que me parece algo completamente diferente! Com ovos, farinha, amêndoa, Gila, Açúcar, portugal faz milagres. Realemente faz sentido falar em doçaria conventual, pois quando amarfanho um belo pastel de Vouzela dou graças a deus por existir!
Enfim, poderia ainda falar dos enchidos, dos queijos e, meu deus do céu, dos vinhos...bem achoé que não vou falar se não não saía daqui. Mas basta dizer que a variedade de bons vinhos que portugal tem é brutal, se considerarmos o tamanho do país...douro e alentejo...só numa destas regiões produzem-se mais variedades de bons vinhos que seriam de considerar num país desta dimensão...e depois há o dão, há o algarve, a nairrada, sei lá...são muitas...e aliás, vinha há em todo o lado. mas falo, por exemplo, de um belo Meandro do Vale Meão acompanhado por um fantástico queijo serra da estrela...isto claro, com um belo pão português, não digo alentejano nem nada, digo português, porque temos um pão que as pessoas não se apercebem do quanto é bom...pronto, vou parar. Nem sei se fiz sentido. Agora, ver tal comentário deixou-me constrangido. Mas constrangido pela pessoa que os fez...está tão ao lado! E nem é uma questão de gosto! Há muito, e para todos os gostos. A riqueza da nossa gastronomia é tão óbvia que não faz sentido pô-la em causa ou seque colocar a hipótese de existir chauvinismo e um orgulho desmesurado. É uma realidade indiscutível, e misturar isto com as resfeições que podemos ter em restaurantes Michelin aqui ou noutros sítios do mundo, é uma perfeita estupidez.
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De mARIA CRUZ a 09.12.2011 às 00:04

Bem nem sei k dizer deste comentário, um dia vai sentir saudades das coisas boas k fazemos há mts anos, mas se todos pensarem da mesma maneira já ninguém sabe fazer. Que graça tem comer sardinhas assadas sem espinha, tipo filete? que graça tem comer um belo cozido sem os enchidos e uma gordorinha a mais, uma boa sopa de feijão com lombardo, etc etc? cuide-se e coma aí na dinamarca essa comida de plastico , k para si deve ser gourmet!!
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De Joao Sousa a 28.12.2011 às 17:31

O senhor escreveu tanto e disse tão pouco! Um pouco há imagem dos que elogia! Tão pouco, que nem sabe que existem inumeros chefs portugueses com estrela michelin ! Tão pouco, que critica-nos mas não sabe que o chef Bourdain come de tudo, até mesmo fritos cheios de azeite e até de oleo ! Tão pouco, que não sabe que o Antony esteve a comer o muito que o chef ljubomir cozinhou! Tão pouco, que precisa de cultivar mais para saber mais um pouco sobre a nossa gastronomia! Já que sabe muito, vá ao DOC ou ao DOP, por exemplo, e veja o muito mal que disse da nossa otima cozinha! Já agora, aquele que é considerado como o melhor restaurante do mundo, el bull, em barcelona, tem um chef portugues e devo dizer-lhe, são selecionados 50 entre 4000...! Coitado não é?! Teve uma sorte...
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De Saude Natural a 23.01.2012 às 11:35

Concordo plenamente! A maior parte da cozinha portuguesa deixa muito a desejar. Excesso de sal e açúcar em todos os pratos que tiram o gosto aos alimentos. Pouca utilização de ervas aromáticas e utilização em demasia do alho.
No entanto temos bons ingredientes sobretudo peixe e fruta.
Fracas hortaliças e legumes e carne de baixa qualidade.
A maioria dos portugueses confundem qualidade com hábitos alimentares, por isso valorizam a gastronomia nacional, do meu ponto de vista é mediana.
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De Portugues a 06.12.2011 às 21:26

Chega aqui um Bardaimerdas qualquer que vem de um pais cheio de porcos e que comem mais carne de porco em salsichas que o resto do planeta e que vem dizer-nos que comemos muito porco e mais o seu blá blá de merd# . Felizmente é só uma estrela para meia duzia.........
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De Miguel Pires a 06.12.2011 às 21:57

No Mesa Marcada somos apologistas da liberdade de expressão e da diversidade de opiniões, mesmo quando não nos revemos nelas. Contudo a nossa tolerância para comentários pouco civilizados é menor, pelo que agradecemos que não enverede por esse caminho – é que não será publicado.

Já agora nos Estados Unidos, de onde vem Anthony Bourdain , o consumo de porco é inferior ao de galinha e muito inferior ao de vaca.
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De Paulo a 06.12.2011 às 22:44

É incrivel como é que há pessoas que se definem como "Portugues" e que só dizem mal!!
Os programas deste senhor são vistos por milhões de pessoas que em face dos seus comentários estarão também dispostos a experimentar os petiscos que são aconselhados.
Será que consegue dar um comentário sem dizer 3 ou 4 palavrões? Ou a sua ignorância é tal que não consegue?
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De Januário Horta a 08.12.2011 às 10:32

Na parte que escreveu ... a jardineira com a farsura...
deveria ter escrito a jardineira com a FRESSURA .

A palavra forsura tem mais a ver com próstata.

Cumprimentos
JSH

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De M.Sousa a 06.12.2011 às 17:17

E quando passa o programa na TV? Há prognósticos? (eu que o sigo no cabo... estou deveras curioso de ver e ouvir o que dirá, consciente que dirá bem, como o faz sempre por onde passa).
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De Miguel Pires a 06.12.2011 às 18:10

Segundo o próprio anunciou na conferência de imprensa o programa será emitido nos EUA em Abril. Depois... "é sacá-lo da internet" Bourdain dixit )
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De Anónimo a 06.12.2011 às 18:11

Espero bem que o tenham levado à Tasca do Cid no Cais do Sodré, lá poderia comer uma bela feijoada à transmontana, uma mão de vaca com grão ou ainda uns torresmos daqueles feitos à moda antiga tudo isto a partir da 4:00 da manha, belo sitio para um peq . almoço depois de uma noite de borga...
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De joao coelho a 06.12.2011 às 22:59

Ouve la, vivo nos EUA e gostava deste Bourdain mas depois de ver varios shows dele comecei a chatear com os pseudo-intelectual comentarios do homem, com piadas infantis e sem nada para mostrar da cidade ou do pais que ele visita. So vi dois shows que gostei. Libano e paris.
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De André Pinto a 07.12.2011 às 08:09

Conheço bem. Costumo ir lá às vezes, cerca das 5, comer sopa de feijão. Uma vez, enquanto metia uma colherada à boca, vi uma cigana grávida, com a barriga tatuada, espetando um garfo no braço de um tipo brasileiro. Acto continuo, entra o guarda Serôdio e arrasta-os para a rua, agarrando-os pelo cabelo. Tudo em 10 segundos, sem que ninguém encolhesse sequer os ombros.

Grande Casa Cid. Longos anos!
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De João a 06.12.2011 às 22:28

Portugal tem tanta comida boa. Caldo verde (com chouriço), cozido à portuguesa, empadão de bacalhau, arroz de marisco, carne de porco à alentejana, bife com ovo a cavalo.. e este gajo só comeu as bifanas??? lol
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De João a 06.12.2011 às 22:29

E as espetadas de lulas.. ehehe
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De nelson a 06.12.2011 às 23:30

ele já cá esteve, nos açores, vi o programa..penso que não estou a fazer confusão com outro...
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De André P. a 07.12.2011 às 08:13

É preciso ter em conta a agenda do programa e as dificuldades de organização. No entanto, esta não é - de longe! - a melhor altura para se vir fazer um programa desse tipo a Lisboa. O seu produto mais nobre, para mim, é o peixe, cujo representante excelso (e tão menosprezado) é a sardinha. O pico anual da gastronomia colectiva lisboa, se tal coisa existe, é o Verão, quando o delicioso cheiro a bom peixe grelhado invade as ruas da cidade.

Nesta altura, só bacalhau à brás e casquinhas fritas.
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De Alfarroba a 07.12.2011 às 09:26

Este senhor Bourdain faz me lembrar o que cá temos em Portugal uma série de criticos que se julgam saber alguma coisa de comida e que se põem a comentar aqui que não precebem ( já Sobral o dizia numa entrevista á Intermagazine ) por isso deixem-no falar escrever
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De Miguel Pires a 07.12.2011 às 10:31

Não sei se é da forma como o comentário está redigido mas não percebo o que quer dizer.
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De Pedro Lourenço a 07.12.2011 às 09:36

Comeu bifanas, mas não veio ao Porto comer as do Conga. e depois levam o homem a comer enlatados seguindo a aparentemente nova moda, muito in, de se servir conservas?! Fail!

Vem fazer um programa sobre comida a Portugal e fica-se por Lisboa? Nem vem ao Norte? Beiras? Alentejo? Epic Fail!

Ó pobre Bourdain, tás a precisar de produtores que percebam alguma coisa de comida e das regiões onde ela é melhor....
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De cicero a 07.12.2011 às 17:08

PORTO ALLEZ ALLEZ

(deixa-te disso pá ... bemvindo á Liga Europa)
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De Antónimo a 08.12.2011 às 00:26

O programa não é dedicado a Portugal, mas sim a Lisboa.
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De Joca a 07.12.2011 às 09:41

Vir a Portugal fazer um programa sobre gastronomia e não sair de Lisboa é como ir a França fazer um programa sobre champagne ou vinhos em geral e não sair de Paris...

Que parvoíce pegada.

Mas o Bourdain não tem culpa. Quem tem culpa são os produtores do programa...
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De Miguel Pires a 07.12.2011 às 10:41

O Bourdain não veio a Portugal fazer um programa, veio a Lisboa. Assim como anteriormente dedicou um programa ao Porto e aos Açores - tal como nos seus programas faz habitualmente com outras regiões do mundo.

"O Bourdain não tem culpa. Quem tem culpa são os produtores do programa" Portanto está a par de todo o roteiro do programa e sabe que o Bourdain apenas fez o que a produção lhe indicou...

A mim o seu comentário faz-me mais lembrar uma frase do Miguel Esteves Cardoso: "o português sabe de pouco, mas pronuncia-se sobre tudo".
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De joão - flavors and senses a 07.12.2011 às 12:15

O Miguel disse tudo agora, é triste ver como tudo serve para deitar abaixo, não entendem que o sr. que tem um programa de sucesso há vários anos (sim o programa não nasceu na sic radical), pode trazer vários visitantes, neste caso especifico a Lisboa. A Verdade é que sim comemos muito porco, e se vissem com olhos de ver, iriam perceber que para Bourdain isso até era um elogio.

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