Dá pelo nome de Papa Figos é a mais recente aposta da Sogrape. Trata-se de um tinto do Douro produzido com as castas tradicionais da região (uvas do Douro Superior - uma boa parte da Quinta da Leda) e vem preencher uma lacuna no portfolio da Ferreirinha dado que faltava à marca um vinho na casa dos 5€/6€, ou seja, uma referência que se situasse entre o Esteva e o Vinha Grande. A colheita de 2010, que foi apresentada hoje, em Lisboa, mostra um vinho simples pronto a ser consumido e uma certa elegância muito de acordo com a tendência actual - discreto na madeira e não muito alcoólico (13.3º).
E porque os olhos também comem, ou também bebem, neste caso, registe-se a o bom gosto do rótulo, com uma ilustração científica de um papa figos que, segundo a informação no contra rótulo (que para ser lida quase necessita de uma lupa), "é uma ave migratória de cores vivas e atraentes. Chega ao Douro na Primavera, quando as videiras começam a florir, e parte para o sul no fim do Verão, quando se preparam as vindimas". Segundo me explicou Luís Sottomayor, enólogo da casa, a sua presença representa um bom presságio para as vindimas. Nada como uma boa história para ajudar a vender um vinho - e não só a amantes da ornitologia.
Afinidades (cá de dentro)
Mais Olhos Que Barriga (Alexandra Prado Coelho)
Nova Critica - vinhos&gastronomia
O Estado da Cozinha Portuguesa
Afinidades (lá de fora)
Back of the House (Grant Achatz)
Diario del Gourmet de Provincias
e-bocalivre (Carlos Alberto Dória)
Gastronotas de Capel (El País)