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Bons ventos de Espanha sobre Lisboa

por Miguel Pires, em 24.04.12

Um dos aspectos interessantes de eventos como o Peixe em Lisboa é o facto dos jornalistas estrangeiros presentes aproveitarem para visitar e escreverem sobre a oferta gastronómica da cidade (e da região). O brasileiro Dias Lopes da revista Gosto (e do Estado de São Paulo), o espanhol Carlos Maribona, do influente blog Salsa de Chiles (e do diário ABC) e o italiano Gualtiero Spotti, são alguns dos que passam regularmente por cá nestes dias. 

 

 

 

 Carlos Maribona é talvez o que tem mais seguidores por cá (e, sobretudo, por lá) e, por isso, é sempre com alguma expectativa que muitos esperam os seus comentários e posts sobre as suas visitas. Algumas das suas apreciações são escritas em comentários de posts de outros temas o que faz com que passem despercebidas a quem não andar sempre em cima do que escreve. No post "¿Cócteles envejecidos en barrica?", falou do Assinatura, da Taberna da Rua das Flores e do Gspot. Já ontem 'postou'  sobre o Belcanto e o Panorama em "Los Tops de Lisboa Belcanto y Panorama"

 

 

Outros artigos interessantes que sugiro a leitura foram os de Jorge Guitían do Diário del Gourmet de Províncias y del Perro Gastrónomo e de Xavier Agulló da revista gastronómica digital, 7 Canibales.

 

 

Em geral as apreciações foram muito positivas e pareceram-me justas, com uma certa carga emotiva sobre Fado, Pessoa e dos Descobrimentos e alguma condescendência a favor, aqui ou ali. Maribona gostou muito do Panorama e do Belcanto mas não escondeu que "Aunque la oferta gastronómica de Lisboa mejora año tras año, todavía no está a la altura de la de otras ciudades europeas" (presumo que se refira, sobretudo, em relação ao fine dining). Qualquer um deles fala com muito apreço da doçaria ("Impresionante el local (Versailles) y espectacular su surtido de pasteles, pastas y bollos. Atractivo hasta para alguien tan poco adicto al dulce como yo") e adoraram uma surpresa chamada Taberna da Rua das Flores. Bons ventos de Espanha, portanto. 

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publicado às 11:41


11 comentários

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De aloque a 24.04.2012 às 17:57

Perdonadme por no saber portugues,os he conocido por Salsa de chiles y me parece un blog muy interesante.Tengo un viaje a Lisboa en 2 meses con unos 10 amigos,que sitios me recomendariais que no sobrepasen los 50 euros? yo tenia pensado RAMIRO y TASCA DA RUA DAS FLORES.Gracias
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De Miguel Pires a 26.04.2012 às 02:29

Aloque

Dentro de uma cozinha mais popular/tradicional, recomendo-lhe, por exemplo, o Galito e o Salsa e Coentros. A fazer a ponte entre o tradicional e o contemporâneo (cozinha portuguesa with a twist ') tem a Tasca da Esquina, o Cantinho do Avillez , o De Castro Elias, o Pap'Açorda , a Travessa, o Spazio Buondi (Nobre), ou a 1300 Taberna.

Dentro do registo contemporâneo, informal são boas opções o Bistro 100 Maneiras (e o 100 Maneiras), Alma, Assinatura, Pedro e o Lobo, Bocca

Se não conhecem a cozinha goesa (indiana de influência portuguesa) experimente a Casa de Goa ou o Tentações de Goa e se tiverem numa de asian twist ', não percam o Umai .

Qualquer um destes restaurantes constam da lista de favoritos do meu livro "Lisboa à Mesa - Guia onde Comer, Onde Comprar" (cuja informação pode ler clicando no banner da barra lateral) e praticamente em todos janta-se tranquilamente por menos de 50€ (uns mais do que outros).

O Ramiro e a Taberna da Rua das Flores são óptimas escolhas e tem ainda uma cervejaria mais contemporânea de que gosto muito: a Cervejaria da Esquina (dos mesmos donos da Tasca da Esquina).

Ainda na barra lateral poderá obter a informação sobre a lista dos "10 Restaurantes, Chefes, Vinhos e Enólogos do Mesa Marcada", que resulta da votação de cerca de 70 pessoas ligadas ao meio (jornalistas, críticos , chefes, restauradores, etc )

Se quiser pode ainda enviar-me um email para miguelpirex@yahoo.com

Bons repastos por terras lusas!

mp

p.s. ao contrário do que é habitual em Espanha (creio), por cá o preço das cartas nos restaurantes já incluem IVA
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De fernando oliveira a 24.04.2012 às 22:34

Um semanário alemão trazia esta semana um suplemento sobre Lisboa, com destaque para restaurantes. Deve ser sobre o Peixe em Lisboa?
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De Eusébio Meireles a 25.04.2012 às 17:54

Aloque,
recomendo-te os seguintes:
Tasca da Esquina, Cervejaria da Esquina, Taberna Ideal, Castro Elias, Cantinho do Avillez, 1300 Taberna, Salsa e coentros
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De André a 27.04.2012 às 01:18

Sem duvida boas reportagens, o que me questiono e com todo o respeito pelo trabalho do André Magalhães na taberna da rua das flores, é com tanto restaurante a fazer um bom trabalho em Portugal a lutar para termos uma alta gastronomia com peso lá fora face aos espanhóis levamos os críticos e os bloguistas a tabernas que servem sardinha enlatada(um grande produto). E depois pergunta-se o porque da cozinha portuguesa estar pouco reputada.
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De Miguel Pires a 27.04.2012 às 13:37

Entendo o que quer dizer mas como percebeu, pelo que leu, ao que parece os jornalistas espanhóis ficaram surpreendidos com experiência na Taberna da Rua das Flores (e pelo que me constou, não foram só os jornalistas. Parece que tanto o Andoni Aduriz como o Angel Leon , também gostaram muito.
Quanto ao "levaram", ninguém os levou). O André Magalhães convidou-os e eles foram pelo seu pé. Outros Chefs /restaurantes da "alta (e média) gastronomia", como refere, fizeram o mesmo. Ah e parece que servem mais qualquer coisa que sardinha em lata

p.s. é importante que se perceba que o facto de um jornalista ser convidado não obriga a que: 1 - ele tenha que escrever ; 2 - ele tenha que escrever bem
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De André Magalhães a 27.04.2012 às 18:25

O segredos dos taberneiros que estão a fazer um bom trabalho a abrir latas de sardinha em Portugal reside em deixar crescer a unha do indicador, direito ou esquerdo, consoante o boçal tasqueiro seja destro ou canhestro.
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De José Sonhador a 27.04.2012 às 21:29

Boas,

Gostaria se possivel de ver um topico ou um debate sobre o que acontece na restauração e nas atenções especiais a jornalistas, criticos, chefes e etc...

O termo será mais conhecido por "cozinha para jornalistas"...não sei como chamaram em Pt. Mas existe muito!

Maior parte dos "criticos" e etecetas são conhecidos quando vão a um determinado restaurante e acontece haver uma atenção mais que redobrada, por vezes até são acrescentados pratos ao menu...coisas que todos os que trabalham na restauração sabem!
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De Miguel Pires a 28.04.2012 às 00:16

Caro José Sonhador

Este tema está mais do que batido e debatido neste blogue. Basta fazer uma pesquisa na caixa para o efeito na barra lateral.
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De José Sonhador a 28.04.2012 às 16:06

Tem toda a razão foi lapso da minha parte.
Com isto quero dizer que existe muitos restaurantes que sem estarem preparados para quem os vai visitar e muitos deles desconhecem as pessoas do panorama tanto nacional como internacional...e são bons.

Refiro que não entendo como é possivel certos restaurantes serem nomeados em tops, e pessoas que tem nome de "grande chefe"...falo de um modo geral!

São ditos "chefes" sem alma de cozinheiros, mas respeito!

Cada um dá o valor que quer tanto aos meus comentários, como a determinadas casas, determinados chefes, determinados criticos...liberdade de expressão embora veja que existe muitos ditos criticos que de criticos não tem nada apenas a barriguinha cheia!

Deveria haver da parte de criticos o fenomeno de identificar as inspirações e criatividades que mais parecem cópias...refiro com isto haver mais imparcialidade!

Bom trabalho a equipa!
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De Jorge Guitián a 04.05.2012 às 18:06

En resposta ó comentario sobre a opinión relativa á Taberna da Rúa das Flores (as miñas disculpas por escribir en galego. Entendo ben o portugués , pero aínda non o escribo ):
Son galego, nacido en Vigo. Coñezo un pouco a cociña minhota e, en menos medida, outras cociñas do norte como a transmontana ou a do Porto. E coñezo ben a taxectoria profesional de grandes cociñeiros como Vitor Sobral (ó que coñecín no Forum Gastronómico de Santiago, no 2008), José Avillez e tantos outros, aínda que é certo que me falta coñecer moitos dos seus restaurantes na práctica . No Peixe em Lisboa tiven a oportunidade de probar pratiños de cociñeiros que farán que vaia ós seus restaurantes en futuras visitas (100 visitas, Umai , Bocca , A Tasca do Joel...)

Desde os 12 anos teño viaxado cando menos 10 veces a Lisboa. E conseguín comer ben , regular e mesmo mal , cociña alentejana, internacional, goesa... máis. a> nunca boa cociña tradicional de Lisboa, cociña de tasca como a que eu sei atopar na cidade na que vivo e a que me gustaría atopar nas cidades que visito.

Penso que para entender a cociña portuguesa contemporánea (como calquera outra) é básico coñecer ben a cociña tradicional, ata a máis. a> humilde. E iso era algo que non atopara ata esta viaxe en Lisboa.

Latas de sardiñas . Se iso era o que se servía con frecuencia nas tascas lisboetas, ¿Por qué non ?. Non é so servir unha conserva de sardiñas . ¿Qué conserva? ¿Cómo foi proposta? Iso fai a diferencia.
Pero a taberna da Rúa das Flores non é só conservas de sardiña . É sangacho de atún , é iscas con elas... para os lisboetas de sempre seguramente non son unha descoberta, pero para os que vimos de fora sí Ou a morena secada. Aprender cómo servían as laranxas en Alijó.

Por suposto que a cociña portuguesa é moito máis. a> . É iso e moitas máis. a> cousas . Pero é interesante coñecelas todas. Podo tomar un ovo cociñado a baixa temperatura no Belcanto , pero tamén en Madrid, Barcelona, Sevilla ... Obviamente, non cociñados por Avillez , pero si polos seus equivalentes españois . E o día que volte e come no Belcanto , disfrutareis moito a experiencia.
Pero o que non podo é probar as iscas con elas en ningún outro sitio. E mesmo en Lisboa, sendo de fora, seguramente é difícil atopalas ben cociñadas . Ou unha boa conserva de ovas de sardiña . E iso é o que atopei na Taberna da Rúa das Flores de Especial.

Como dixen nun comentario no blog Salsa de Chiles , en España , ata onde eu sei, non temos a sorte de contar con equivalentes á Taberna da Rúa das Flores en Madrid, en Barcelona, en Santiago de Compostela ou en Bilbao . E nese aspecto, gaña Lisboa.

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