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Rioja e as adegas de vanguarda

por Rui Falcão, em 30.06.12

Em nenhuma outra região de Espanha surgiram tantas adegas de arquitectura arrojada e vanguardista como na Rioja, pólo de atracção magnética para quem quis mostrar ao mundo o aparente sucesso de uma região e de um modelo de negócio. Que algumas destas adegas revelem entretanto sérios problemas de liquidez financeira é coisa que ninguém quer ouvir…

Entre as adegas de desenho mais interessantes, seja pela simplicidade das linhas, pelo enquadramento paisagístico ou pelo arrojo das formas contam-se Finca de los Arandinos, Marquès de Riscal, Ysios e Darien.

 

 

 

Finca de los Arandinos, um dos produtores mais jovens da Rioja.

 

 

 

Bodegas Marquès de Riscal, onde tradição e vanguardismo se misturam de forma surreal.

 

 

 

Ao lado da adega o famoso Hotel Marquès de Riscal, da autoria de Frank Gehry, passou a ser um dos marcos da paisagem.

 

 

 
Ysios, a adega modelo de Calatrava foi a primeira adega de desenho da Rioja.
 
 

 

 

As curvas e as restas da cobertura, o enquadramento na paisagem com as montanhas na retaguarda fazem de Ysios uma das adegas mais bonitas que conheço. Claro que o custo energético é tremendo, que o espaço é pouco eficiente, que a disposição interior não é a mais racional. mas é tão bonita...

 

 

 

Ainda mais um detalhe desta extraordinária adega.

 

 

 

Bodegas Darien, do arquitecto espanhol Jesús Marino Pascual, uma obra prima a poucos quilómetros de Logroño.

 

 

 

Um OVNI que aterrou na Rioja, a loucura de Darien surpreende de todos os ângulos.

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publicado às 12:20


2 comentários

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De Miguel Pires a 01.07.2012 às 01:56

Rui

Dá-me a sensação que muitas destas adegas , tal como muitas obras públicas faraónicas que se construiram Espanha fora, surgiram na senda do sucesso Gehry
(arquitecto do Marquès de Riscal e do Guggenheim de Bilbao). Notaste que eram polos de atracção, ou mais enormes elefantes brancos no meio de vinhedos?
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De Rui Falcão a 01.07.2012 às 09:20

É compreensível tendo em conta o tremendo sucesso que o Guggenheim representou para Bilbau, reconvertendo uma cidade industrial e sem qualquer atractivo num dos maiores destinos turísticos de Espanha, e tendo em conta o que o hotel Marquès de Riscal representou para o produtor, revertendo a imagem negativa do nome Marquès de Riscal e acrescentando uma centralidade que a marca não conhecia. Só por curiosidade, e apesar dos preços, o hotel tem tido uma taxa de ocupação de quase 100% (o hotel é gerido pela cadeia starwwod).
A maioria destas adegas são pólos de atracção e razão principal para as visitas que têm. Ysios, por exemplo, vive da arquitectura do Calatrava… e pouco mais. A maioria quase nem conhece os vinhos que têm uma expressão marginal face ao número de visitantes diários. Mas nem tudo é um mar de rosas, também existem casos de quem tenha investido somas faraónicas em adegas de autor e tenha acabado na falência poucos meses depois de inauguradas as adegas…
 

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