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Comer formigas...

por Paulina Mata, em 03.07.12

 (foto do artigo do Público)

 

Na noite de sábado para domingo pelas 2 da manhã ainda estava acordada. Costumo comprar o Público em pdf, que normalmente é disponibilizado por essa hora. Antes de me ir deitar resolvi ir verificar. A Revista já estava, e dei uma vista de olhos. Tinha um artigo da Alexandra Prado Coelho sobre uma ida à Dinamarca a convite do The Food Project e em que me pareceu (pelo menos o descrito na reportagem) grande parte estar relacionada com o barco-laboratório do Noma ou com as pessoas que aí trabalham.

 

Confesso que me tirou o sono, às 4 meia ainda estava levantada… Para começar achei o artigo da APC muito bom e não consegui ficar-me pela vista de olhos (agora já o li mais do que uma vez). É uma reportagem excelente, muito bem complementada com informação detalhada sobre cada assunto referido. Este facto, e os temas abordados, tornaram-no para mim num objecto de reflexão que não só me tirou o sono, como tem ocupado muitos dos meus pensamentos  nos últimos dois dias e até originou uma acalorada discussão com o Miguel Pires .

 

Aparentemente o The Food Project da Dinamarca convidou jornalistas de vários países para uma visita que incluía ir para o campo apanhar ervas. É verdade que forragear (foraging) ou seja, a procura de plantas selvagens para as usar como alimento, se tornou um movimento com significado entre alguns chefes, sendo o Noma considerado um dos principais representantes. Pelo que tenho lido, parece que também se tornou moda convidar jornalistas para acompanharem os chefes em algumas dessas expedições. Uma vez teria graça, muitas começa a enjoar e a perder o significado… Depois não é assim tão inovador… o Marc Veyrat há muitos anos já o fazia.  Fazer com segurança uma coisa destas exige conhecimento… e sinceramente até acho que esta tendência pode ser um pouco perigosa nas mãos de quem se deixe levar pelo romantismo da questão e saiba pouco sobre plantas…

 

Pelo que a APC descreve, entendi que foram apanhar ervas e de repente surgiu um formigueiro… que deixou deslumbrados os cozinheiros, pois a última novidade no Noma é servir insectos. E eu pensei “Estou farta de que todos os dias tenha que aparecer algo novo, e de preferência algo que choque – não sei se para ser notícia, se para dar outra dimensão à experiência”. Mas eu gosto de inovação, de novas experiências… e fiquei horas a discutir comigo o assunto… No final não pude deixar de concluir que sendo o Noma considerado o melhor restaurante do mundo me parece pouco que sirvam um prato de formigas vivas em cima de créme fraiche… o objectivo é chocar? Pode ser…  eu até defendo que num menu de degustação os pratos não têm que ser todos bons… podem até ter o sabor alimonado agradável da lima kaffir.  Mas chamar jornalistas e mostrar formigas e outros insectos, sem apresentar nada de realmente bom  ou de novo feito com ele, parece-me muito pouco. Eu gosto de inovação, mas isto não chega a ser isso, parece-me mais um espectáculo com pouco conteúdo… 

 

No que diz respeito a usar insectos, eles são comidos em várias partes do mundo. Como a APC explica no artigo, nutricionalmente podem ser interessantes. Há quem aprecie, todos já vimos fotos de mercados na China com petiscos como estes.

 

 (foto DAQUI)

 

Petiscos curiosos como formigas cobertas de chocolate, chupa-chupas com escorpiões, grilos ou lagartas a saber a caril verde ou a molho barbecue, também estão à distância de um click, ou nas prateleiras das lojas gourmet. Há dias até comprei uns para comer com os meus alunos, por curiosidade, para ver quem conseguia vencer uma barreira que é considerada uma das mais difíceis (conseguiram todos). Se era bom e fiquei com vontade de repetir? Eu não achei, e acho que eles também não. O chouriço ao lado era melhor… 

 

 

No La Boqueria também os havia para todos os gostos:

 

 

Numa brincadeira há um par de anos também comi estes gafanhotos

 

neste prato no Manifesto:

 

 

O prato valia pelo resto, os gafanhotos pela curiosidade. Divertiu-me…  mas não fiquei a sonhar com gafanhotos…

 

Tudo bem, nada contra os insectos, nem sequer que no Noma sirvam insectos se assim o desejarem. Mas de um grande cozinheiro (o do melhor restaurante do mundo), e para fazer disso notícia, eu acho que no mínimo teria que ter desenvolvido uma forma de levar os insectos a um outro nível. Como por exemplo Heston Blumenthal parece ter feito num dos programas  Heston’s Feasts. É um programa de TV, mas pela cara dos convidados quando os comem (no 2º vídeo) parece que o objectivo foi atingido…

 

 

e o prato

 

 

Eu aprecio muito o trabalho do Noma e o que tem acontecido a nível de cozinha nos países escandinavos. Mas, com isto não correrão o risco de perder alguma credibilidade? Gostava de ser mosca e estar naquela visita e naquela sala na Dinamarca, gostava de poder saber o que ia na cabeça daqueles jornalistas… Será que alguém teve vontade de dizer “O rei vai quase nu” (ou mesmo completamente nu)?

 

Mas o artigo é longo… e o tema não se esgota com este post… até breve!

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publicado às 02:18


10 comentários

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De Mantrero a 03.07.2012 às 11:43

li até aqui "No final não pude deixar de concluir que sendo o Noma considerado o melhor restaurante do mundo me parece pouco que sirvam um prato de formigas vivas em cima de créme fraiche" e depois na diagonal até chegar ao "rei vai nu". E é que vai mesmo... Qualquer dia colocam o animal vivo para ser morto e comido à dentada em cima da mesa, o sangue no guardanapo terá a sua graça! Não tínhamos parado de fazer isso há uns milhares de anos?
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De Miguel Pires a 03.07.2012 às 19:08

Paulina
Eu percebo a tua irritação na parte de que o dito "melhor restaurante do mundo" (e para o efeito, e para que não haja discussões paralelas, não interessa aqui se é ou não é) agarre numas formigas coloque em cima de crème fraiche e sirva como um prato. Calculo que o teu objectivo com as imagens e os videos do H Blumenthal foi para mostrar que comer insectos n tem nada de novo e até podem fazer sentido em alta cozinha, num determinado enquadramento e com criatividade (o que não acontece no exemplo formigas/creme fraiche). De acordo.

Contudo, permite-me o seguintes comentários a esta questão do "rei vai nu" e da presença dos jornalistas.

.Tal como tu referes aqui e a Alexandra Prado Coelho (APC) explica na reportagem, os jornalistas não foram convidados para ir à Dinamarca para irem ver formigas/insectos. Depararam-se com eles numa visita de campo no âmbito de um convite do Nordic Food Project em "busca de novos sabo­res asso­ci­a­dos à pai­sa­gem nór­dica, às árvo­res, plan­tas e ani­mais que os rodeiam" (do qual insectos são alguns dos elementos que estão a explorar). O ênfase dado aos insectos parece-me uma opção da APC dela até porque ela faz um excelente trabalho e vai muito mais além (dando os exemplos holandeses e ingleses, nomeadamente o do Blumenthal). Podes dizer que o título do artigo (" Comer Formigas no Melhor Restaurante do Mundo") é discutível. Pode ser um bocadinho sensacionalista mas é verdadeiro e acredito que tenha levado muitos leitores a lê-lo.

.Dizes tu: "Mas chamar jornalistas e mostrar formigas e outros insectos, sem apresentar nada de realmente bom ou de novo feito com ele, parece-me muito pouco. Eu gosto de inovação, mas isto não chega a ser isso, parece-me mais um espectáculo com pouco conteúdo… ". Pois o que eu li na peça pareceu-me ter bastante conteúdo e, sobretudo, está escrito de forma a ser interessante tanto para as pessoas do meio como para um público mais abrangente, que é, no fundo o leitor do jornal Público. Ou seja: trata-se de um artigo para um jornal de referência, é certo, mas generalista. E não para uma revista de conteúdos científicos.

. Referes tu ainda antes: "Pelo que tenho lido, parece que também se tornou moda convidar jornalistas para acompanharem os chefes em algumas dessas expedições. Uma vez teria graça, muitas começa a enjoar e a perder o significado… Depois não é assim tão inovador… o Marc Veyrat há muitos anos já o fazia." . Conheço plano de visitas do Nordic Food Project para este ano e só te digo que não conheço nenhum outro país ou região que esteja a apostar tão forte e bem na sua gastronomia com um plano com cabeça tronco e membros (e não de politiquices para consumo interno) como este. Dás a entender que há muito mais noticias/reportagens agora do que há uns anos e que por isso já te enjoa. Pois eu acho que aqui há uns anos era capaz de haver mais artigos sobre um mesmo tema. O que o que acontece é que com a globalização e acessibilidade da informação estes trabalhos mais recentes tornaram-se acessíveis a muito mais pessoas (jornais, revistas, blogues, ypu tube, links no facebook e no twitter, etc)

O Marc Veyrat (e outros) já andavam pelos campos e pela montanha a colher plantas selvagens, certo. Mas o que a APC diz no artigo não é que essa actividade é inovadora mas sim, que é uma moda recente, o que é verdade e que muito se deve a Redzepi e à sua mediatização. O que me preocupava é se fosse uma fantochada que não tivesse nada a ver com o conceito do Noma ou deste movimento nórdico, mas, como sabes, tem bastante a ver.

O 'foraging' está longe de ser um exclusivo dos nórdicos e não me parece que eles alguma vez o disseram. Eles deram-lhe foi um enfoque grande e isso tem muito a ver, creio, não só com a questão do movimento naturalista mas com algo que nós a sul, não ligamos muito (cogumelos à parte) pq não passamos 6 meses debaixo de neve

Ainda a propósito de 'foraging'. Se conseguires teres acesso lê um artigo da Jane Kramer no 'food issue' da New Yorker, de Novembro, intitulado: "The Food At Our Feet" (um aparte: só mesmo uma revista a sério e, certamente, com um budget de outros tempos, como a New Yorker para permitir que uma jornalista /escritora leve um ano a escrever o artigo e lhe dê 25 páginas!).
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De Miguel Pires a 03.07.2012 às 19:21

Só mais uma coisa o artigo da APC só está disponível para quem for assinante do Público. Mas quem não quiser pagar à volta de 13 cêntimos (que é quanto custa diariamente o jornal em pdf , ipad e afins, para quem subscrever 3 meses + 3 meses grátis), pode ficar com uma ideia neste post que a Alexandra Prado Coelho publicou no seu blogue:
http :/ blogues.publico.pt olhos-barriga /2012/07/03 no-futuro-vamos-comer-insectos /
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De Paulina Mata a 04.07.2012 às 00:49

Miguel
Respondendo ao teu comentário.
Sim, o objectivo das fotos e filmes foi precisamente mostrar o que referes.
Acho o trabalho que a APC fez excelente, penso que deixei isso bem claro. Não só como reportagem, como todas as explicações incluídas. Concordo contigo que a peça da Alexandra tem bastante conteúdo. Tanto que já guardei para usar nas aulas do próximo ano.
Entendi, aliás refiro isso, que não foram lá para ver insectos, o objectivo era mais geral. Como a Alexandra já disse, sobre as outras coisas, ela não se debruçou tanto, porque já tinha escrito em reportagens de uma anterior visita.

Concordo também contigo que os nórdicos têm feito um bom trabalho para divulgar os seus produtos e a sua cozinha. Mais do que isso, eles não têm uma cozinha tradicional forte e criaram algo muito interessante e inovador de raiz. Admiro muito o trabalho feito. Jantámos os dois no Noma e sabes que gostei muito, e que comemos coisas muito interessantes, com técnicas originais e com um nível muito elevado. Ainda hoje me lembro da língua de veado que comemos – das boas coisas que comi na vida. Mais do que isso tudo com um enquadramento conceptual muito interessante. Tudo isso é indiscutível.

Miguel, o que me motivou a escrever não tem a ver com o artigo do Público, mas com muito do que vou vendo acontecer. Digamos que este artigo e os insectos foram a driving force para escrever algo que há muito me vem fazendo pensar. Tanto que na 3ª feira passada estive a jantar com uma amigo que já não via há algum tempo e o tema da conversa durante o jantar foi muito nesta linha.

Incomoda-me de facto esta necessidade constante de apresentar coisas novas. Em que nada é devidamente explorado. É uma tendência da sociedade actual, é verdade. Eu não acho interessante, acho que é mais o que se perde, do que o que se ganha. Inovação sim, mas devidamente explorada, digerida, optimizada. E esta necessidade constante de surgir com “novidades” ainda em fase demasiado embrionária, muitas vezes com muito pouco conteúdo e que não levam a nada, não acho que seja positivo. Para ninguém. É o tempo que os cozinheiros perdem, é a imagem que dão, por vezes demasiado ingénua e amadora. É a componente “chocante” para ser notícia, e que acredito sinceramente que afasta ainda mais o público destas cozinhas.

Quando refiro que começam a enjoar e a perder significado estas expedições com jornalistas, é porque normalmente o objectivo parece-me ser só a visibilidade. Aquilo não corresponde à realidade e nem ficamos a saber mais do trabalho de ninguém. Possivelmente o enjoo tem a ver com a globalização, é que vemos n vezes em n blogs, jornais, revistas… Mas não é tanto a quantidade, é o que sinto como o factor moda, a falta de conteúdo. Sinto muitas vezes que me estão a meter areia pelos olhos, que aquilo não é mais do que publicidade.

O Noma é considerado o melhor restaurante do mundo e o Nordic Food Project uma coisa profissional, bem organizada. Se chamam os jornalistas têm que ter algo forte, estruturado, novo. Que certamente têm, mas não é o que passam.

Relativamente ao foraging li o artigo que referiste, é interessante, mas confirma que é perigoso e que é para ser feito por quem percebe do assunto. Diz também que as expedições no Noma ocorrem, que até recolhem nalguns períodos do ano coisas que usam (e nós comemos os pickles de rose-hip flowers que nos disseram ser apanhados por eles). Mas que para o dia a dia dependem de "professional foragers". E é esta imagem que não passa. O que passa é tudo muito romântico. Tal e qual como os anúncios de detergentes em que se lava o chão a dançar, de saltos altos, com um penteado e maquilhagem impecáveis.

Eu ando nisto há muito, pelo menos nas leituras, e lia muito revistas e livros franceses, para mim se me falas de foraging a imagem é a do Marc Veyrat nos campos com o enorme chapéu. O Redzepi ainda não o destronou… :-) :-)

Só para acabar… se me pusessem o prato de créme fraiche com as formigas, podes ter a certeza que eu comia e que até me divertia. Se me sento à mesa é para disfrutar de tudo aquilo a que tenho direito. Raramente me deram alguma coisa que não tivesse aspectos positivos e se os há… só há que os aproveitar.
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De Suzana a 04.07.2012 às 15:03

Paulina e Miguel,

Não tendo ainda lido o artigo da Alexandra Prado Coelho, deixem-me só juntar um à parte. Na semana passada numa conferência sobre Food Design, a temática foi discutida no âmbito das chamadas "future foods ". Como referido, as características nutricionais são muito interessantes, assim como a facilidade e segurança na sua produção, o que torna os insectos muito apetecíveis a vários níveis. O sector está, segundo parece, em franco crescimento (nomeadamente na Holanda). Existem inúmeros trabalhos de investigação a decorrer, com algumas cadeias de restaurantes a desenvolver produtos que esperam comercializar num prazo de 3 anos (!) no Reino Unido.

Ora o que me parece curioso é verificar que estas supostas inovações dos chefs , se encontram afinal igualmente em discussão para públicos mais generalizados (como fast food "). É que se eu comia as tais formigas com crème fraîche aceitando o desafio, não sei se escolhia um hamburger de insectos como almoço assim de maneira tão jolly ... E é aí que reside muito do debate.

Deixo ainda o link para o trabalho da designer Susana Soares a este mesmo propósito: http :/ www.susanasoares.com /index.php?id=79
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De Miguel Pires a 05.07.2012 às 02:05

Interessante o trabalho desta designer portuguesa. Quanto à industria estar metida ao barulho digamos que muita da investigação que se fez/faz, mesmo de certos produtos ligados à dita 'cozinha molecular ', foram desenvolvidos em estreita ligação à industria alimentar . Talvez a Paulina possa adiantar algo mais sobre este assunto.
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De Paulina Mata a 04.07.2012 às 22:44

O que eu gosto mais nestas novas formas de comunicar é que nos permitem envolvermo-nos todos em trocas de idéias e conhecimentos. Todos aprendemos mais.

O artigo da Alexandra foi um bom catalisador. Sugiro que vejam também o post do Pedro Cruz Gomes no blog Gastrossexual:
http://gastrossexual.blogspot.pt/2012/07/alexandras-bugs.html

e a conferência da TED que lá está.

Depois de a ver ainda achei com mais convicção que no NOMA deviam ter explorado mais os insectos.
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De Miguel Pires a 05.07.2012 às 02:09

Já tinha publicado esta apresentaão do TED em Dezembro de 2010.

Na altura, como introdução, escrevi:

"Comer insectos, porque não?

São várias as razões porque não comemos certas coisas. Por questões culturais ou religiosas, por exemplo. No entanto na maior parte dos casos a razão é mais psicológica ou de preconceito. Será assim tão diferente um gafanhoto de um camarão? Marcel Dicke acha que não. Na verdade este holandês acha mesmo que é bom que nos habituemos à ideia. É que num futuro próximo os insectos farão necessariamente parte da nossa alimentação. Este vídeo/apresentação com o selo de qualidade da TED tem muito de politica ambiental, de sustentabilidade e de nutrição. Mas também de gastronomia."

http :/ mesamarcada.blogs.sapo.pt 341218.html
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De PedroCG a 06.07.2012 às 11:43

Paulina, olá

Mosca não que ainda a transformavam em original amuse-gueule ! :D

Mais a sério. Há muito que reflicto sobre a influência das nossas expectativas no prazer - ou desprazer - que retiramos de um determinado prato ou alimento; nisso não sou original nem sequer teórico (há já quem o prometa fazer a uma escala científica). Atrevo-me no entanto a achar que os nossos condicionamentos culturais - impostos na infância ou adquiridos durante a vida - nos levam a rejeitar como intragáveis elemento-alimentos que poderiam ser contributos importantes para uma dieta básica, principalmente em tempos de escassez temporária (como poderá vir a ser a actual crise) ou definitiva (com o desaparecimento de algumas espécies e a óbvia e futura falta de recursos alimentares para toda a população mundial).

Onde é que eu quero chegar? Apesar do show-off (para uma plateia de jornalistas (desculpa Alexandra...) sem show-off não há notícia) a ideia subjacente - há que encontrar alimentos naturais alternativos e disponíveis em quantidade - é extremamente válida (eu diria é A grande questão dos próximos anos no mundo da alimentação) e fundamental; o NOMA apenas quer cavalgar a onda da frente.

Convenhamos: inovar e ganhar dinheiro com isso não é das piores combinações deste mundo.
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De Luis a 16.06.2016 às 16:41

Sinceramente não é algo que iria conseguir comer. Sou muito rigoroso com o que como e só de imaginar fico mal disposto. No entanto abrir novos horizontes e experimentar coisas novas é muito bom, no entanto tenho esta barreira psicológica que não me permite pelo menos para já experimentar um destes petiscos. De qualquer forma o artigo está muito bem escrito, apareci aqui por acaso, mas irei começar a ler mais posts.

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