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O "Encontro" é uma interessante e bem produzida curta metragem de Alexandre Silva. Nos cinco minutos de duração do filme o ex-chef Bocca faz uma reflexão sobre a sua forma de ver a cozinha contemporânea e o percurso de um cozinheiro até se encontrar. No final fica a promessa de continuação e um cartão de agradecimento ao Hotel Alentejo Marmòris. Como o Duarte referiu no post anterior o Alexandre Silva vai ser o chef de cozinha deste novo hotel de 5 estrelas, em Vila Viçosa, com data de abertura prevista para o primeiro trimestre de 2013. Segundo me contou Alexandre Silva, o restaurante do hotel "Vai ter uma cozinha de Produto (local) e será uma cozinha de Vanguarda/Contemporânea".

Não posso deixar de salientar a coragem de levar para a frente um projecto com estas ambições, completamente em contra corrente com a actual conjutura. Ainda para mais sendo um projecto de cozinha de autor. 

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publicado às 10:50


6 comentários

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De Anónimo a 15.11.2012 às 15:40

Fui três vezes ao Bocca e só gostei verdadeiramente da vez em que fui num Lisbon Restaurant Week e o prato principal era Risotto de Moelas. As restantes duas vezes, à carta, não deixaram qualquer recordação (boa ou má). Acho que o Chef Alexandre Silva, no Bocca, fazia pratos que se assemelhavam muito ao cinema de autor português. Parecem pratos que são feitos pelo autor para ele e os fiéis que tenha. Até a leitura da carta deixava-me dúvidas sobre se iria ou não gostar do meu pedido. Aliás, no último "Peixe em Lisboa" a afluência de clientela à banca dele, e dos outros, mostrava muito da atracção que os pratos criavam.
Posto isto, desejo-lhe que lhe corra tudo bem, mas espero que faça pratos e menús que criem desejo, imaginação de sabores e vontade de comer.
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De Paulina Mata a 17.11.2012 às 23:01

Também fui algumas vezes ao Bocca e gostei do que comi lá, o ano passado no Peixe em Lisboa também comi alguns pratos do Alexandre Silva. É verdade que ele tem um estilo de cozinha própria, que assume. Viu-se isso também no Top Chef, em que teve a coragem de continuar na sua linha de tabalho e em que a sua qualidade técnica foi sempre reconhecida.
Pode gostar-se ou não, mas há coerência e uma identidade. Aquilo faz sentido. Admito que não seja fácil, mas as coisas diferentes normalmente não são.
Acho corajoso querer seguir com o seu estilo de cozinha. Poucas pessoas têm um estilo de cozinha tão próprio e definido.
Tecnicamente achei que as coisas que comi estavam em geral bem feitas. Acha que as coisas que comeu tecnicamente estavam más? Ou apenas não se identifica com o estilo de cozinha? É que são coisas bem diferentes, e não se pode meter tudo no mesmo saco.
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De Manuel Alves a 19.11.2012 às 15:08

Tecnicamente não tenho nada a apontar. Do que me lembro estava tudo bem confeccionado.
Concordo plenamente com a afirmação que ele tem um estilo de cozinha muito próprio, com uma identidade muito definida. Porém, acho que é um estilo arriscado e do qual não fiquei apreciador. O problema que tive é que não consegui perceber, através da descrição na carta, se vou gostar ou não; e houve combinações de sabores, novas e diferentes, que não resultaram. Quando fui à carta não foi mau, mas não é algo que recorde.
Quem foi comigo à carta, e muito mais conhecedor do estilo do chefe, também concordou que aquela foi uma vez que não resultou, mas que há pratos fabulosos. Acredito verdadeiramente que sim, mas por experiência e acompanhamento das alterações à carta, nunca quis voltar arriscar (€) por algo que poderei não achar memorável (a este nível, e pelas (poucas) vezes que vou, acho que boas memórias têm de ser o resultado).
E verifiquei esta ideia no último dia do “Peixe em Lisboa”. Estive lá entre as 12h e as 15h, e reparei que a banca do Bocca era menos concorrida, apesar de ter clientes que paravam para ler o que propunham. Assumo que poderei ter perdido pratos fantásticos, mas nada na proposta me levou a pensar que eles tivessem lá.
Posto isto, por inúmeros motivos, espero que corra tudo bem no novo espaço em Vila Viçosa, espero que este seja mais um símbolo que é possível ter sucesso no interior, tal como espero que a coragem e o risco que se assume, traga proveitos.
No entanto, também considero que Portugal é um mercado pequeno, que encurta cada vez mais, para restaurantes de gama-alta, pelo que este estilo de cozinha arriscado, no interior, tem margem de manobra muito curta.
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De Miguel Pires a 15.11.2012 às 15:59

Só tenho pena que faça um comentário pessoal e não o assine
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De Manuel Alves a 15.11.2012 às 17:36

Desculpe, mas atrapalhei-me na versão móvel do blog.
Fui eu que fiz a critica.
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De Frederico a 19.11.2012 às 01:02

Parabéns Alexandre.

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