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O tema é recorrente. Aliás por cá já se tinha feito um estudo  (Do Campo ao Garfo - Desperdício Alimentar em Portugal), que até deu origem a um óptimo artigo da Alexandra Prado Coelho, no Público, e que na altura me  deixou incomodado, sobretudo com esta conclusão: "(...) mas, se somarmos o que cada um de nós, consumidores, deitamos fora, percebemos que estamos a contribuir para o milhão de toneladas de alimentos que anualmente são desperdiçados em Portugal. Um valor que corresponde a 17% do que o país produz". Afinal os nossos números até são modestos. 

 É que agora, em Inglaterra, foi publicado um outro estudo sobre o desperdício alimentar que revela muito sobre a estupidez humana (para ser curto e grosso). Basicamente, segundo este artigo de Marisa Soares, de novo no Público (ou neste de Rebecca Smithers no Guardian), 30% a 50% dos alimentos produzidos no mundo acabam no lixo. É um absurdo. Ou melhor, mais do que um absurdo ou imoral é muito estúpido. Mesmo. 

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publicado às 01:20


5 comentários

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De antonio diogo a 13.01.2013 às 21:03

se acabarem no lixo depois de comprados , fizeram o circuito comercial e geraram riqueza , se não foram comercializados , fazem com que não haja falta de produtos no mercado .
Só por curiosidade ? Lá em casa faz comida à conta ou sobra ?
Um abraço
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De Miguel Pires a 14.01.2013 às 01:22

Não concordo nada com a sua visão economicista. Sou a favor da prosperidade mas de forma sustentável e não a qualquer custo. Muitos dos recursos utilizados na cadeia alimentar estão longe de ser infinitos - veja-se o caso da energia ou da água, por exemplo - além da poluição que é gerada, pelos vistos, desnecessariamente. Isto já para não falar do desperdício de recursos financeiros das famílias , para irmos por outro prisma economicista, pelo que se acha normal que em cada 100€ de produtos alimentares que compra 30€ a 50€ vão para o lixo... bom é um direito que lhe assiste. Eu não acho normal.

Quanto à sua curiosidade, digo-lhe que me esforço para que o desperdício seja o mínimo.
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De rlp a 15.01.2013 às 11:50

Miguel,

Compreendo que é premente que se reduza ao máximo os desperdícios verificados nas nossas habitações, mas quem tem filhos sabe que isso não é fácil.

Tem filhos? Quantas vezes não gostam da comida ou não lhes apetece mais?
Quantas vezes sobra comida e não lhe apetece repetir?
Isto de cozinhar para um ou para 5 tem muito que se lhe diga.
Quantas vezes demora mais que 7 minutos a tomar banho, que é efectivamente o tempo necessário para tal?
Quantas vezes deixa electrodomésticos ligados sem necessidade do mesmo?

Isto quando é de gerir no nosso cubículo tudo fica relativizado....
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De Miguel Pires a 15.01.2013 às 12:28

Não quero ser moralista e muito menos policia mas acho que é importante chamarmos à atenção para estes problemas e tentarmos fazer os possíveis para os minimizar.

Acredito que com crianças fica mais difícil não desperdiçar. No entanto é importante passar-lhes valores e o do anti-desperdicio, a mim, parece-me um valor essencial. É verdade que quando era criança e a minha mãe me mandava comer tudo, porque os meninos em África não tinham comida, lhe cheguei a responder para eles virem cá comer o que eu não queria. Mas também é verdade que, nessa altura, em que houve a crise do petróleo (nos anos 70), ficou-me o hábito de não desperdiçar, de tanto o meu pai insistir para que não deixássemos as luzes acesas ou a água a correr. Ao ponto de hoje, mesmo em casa de amigos, andar pelos corredores a apagar as luzes :)
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De Artur Hermenegildo a 17.01.2013 às 10:42

Não sou um fanático da poupança no que diz respeito a luz, água, etc. Sobretudo não sacrifico o meu prazer e qualidade de vida à poupança, pelo menos enquanto financeiramente o puder fazer.

Mas a comida é diferente. Acho criminoso desperdiçar comida, ainda por cima quando a mesma poderia, com algum planeamento e cuidado logísitico, aproveitar a muita gente que dela precisaria.

Antes que perguntem, em casa não desperdiço comida, ponto final (a menos de algum acidente ou descuido que possa acontecer). Normalmente a comida que eventualmente sobre é reaproveitada noutra refeição. E não o faço, felizmente, por falta de dinheiro, mas por respeito para com a comida.

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