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Finalmente o titulo de melhor restaurante do mundo do The World's 50 Best Restaurants Awards vai para o Celler de Can Roca (Girona, Espanha), num ano que volta a ser muito positivo para Portugal: o Vila Joya (Praia da Galé, Algarve) de Dieter Koschina sobe 8 posições e alcança o 37° lugar e o Viajante (Londres) do chef português Nuno Mendes fica à porta dos 50 primeiros, na 59ª posição, depois de ter entrado na lista, pela primeira vez, no ano passado na posição n° 80.
Depois de vários anos a fazer parte da nata finalmente os irmãos catalães Joan, Jordi e Josep Roca colocam a cereja no topo do bolo, ao trocarem de lugar com o Noma de Rene Redzepi que é agora o segundo da lista. A Osteria Franciscana de Massimo Bottura encerra o pódio, subindo duas posições em relação ao ano transacto. O Mugaritz (San Sebastian, Espanha), de Andoni Aduriz desce um lugar, para a 4ª posição e o nova-iorquino Eleven Madison Park dá o grande salto entre as posições de destaque ao subir de 10° lugar para 5º. A grande surpresa vai para o D.O.M. de Alex Atala, que muitos apontavam (e não só no Brasil), como o maior candidato a vencedor deste ano.

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Mesa Marcada em Londres com o apoio da TAP

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publicado às 20:54


5 comentários

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De Artur Hermenegildo a 30.04.2013 às 12:30

Pois este modesto gastrónomo amador tem o prazer de conhecer 5 restaurantes da lista, e em Junho irá conhecer mais um, o Piazza Duomo.

Destes 5, visitei 3 na semana dos meus 50 anos, no ano passado - L'Astrance, L'Atelier de Joel Robuchon e Séptime, naquela que foi a melhor semana gastronómica da minha vida, sem dúvida (e ainda fui ao Agapé Substance - ver abaixo). Os outros dois que conheço são o Ledbury e o Vila Joya.

A semana passada fui a uma "aproximação" - o Astrid y Gaston, mas de Madrid.

Da lista 51-100, conheço ainda mais dois - Viajante e Cracco. O Sant Pau de Carme Ruscalleda infelizmente saiu da lista.

Há um restaurante extraordinário em Paris, que referi acima, que surpreendentemente parece estar fora dos radares dos juízes desta lista. É o Agapé Substance, do chef David Toutain, que descobri através do Lo Mejor de la Gastronomia, onde tem nota 9. Por comparação com o que conheço, teria lugar na lista de caras - é melhor que o Séptime, por exemplo, na minha opinião, tendo visitado os dois em dois dias seguidos.

http://www.agapesubstance.com/#/en/home/
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De PR a 01.05.2013 às 00:10

Artur,

Por motivos que agora não vêm aqui ao caso, já tive a oportunidade de visitar (com algumas repetições) cerca de três dezenas de restaurantes que constam da lista. Embora tenha "apenas" 32 anos, a bagagem adquirida tem feito com que aprendesse a cada vez mais relativizar este tipo de listas, subjetivas por natureza e movidas por interesses económicos e politicos longe de serem transparentes. Com parcimónia, partilho que para mim a utilidade destas listas (ainda há dias foi anunciada a da Elite Traveler & Laurent Perrier TOP 100 restaurants in the world, que praticamente passou em claro http://www.elitetraveler.com/category/top-100-restaurants-in-the-world ) cinge-se "apenas" a mais uma fonte de consulta na altura de eleger um restaurante e a chamar a atenção de um ou outro, que por algum motivo ainda não conheça ou tenha ouvido falar. Mas voltando à lista patrocinada pela marca de águas, desde que em Fevereiro deste ano, a convite da organização, assisti em Singapura à cerimónia de apresentação da lista dos 50 melhores restaurantes da Ásia (http://www.worlds50best.asia), que fiquei com a pior das impressões, na medida em que ficou mais do que evidende o lobby desenvolvido pelo poderoso Tourist Board of Singapure, para que a lista e a cerimónia fossem um elogio à gastronomia local, só dessa forma se percebendo que os restaurantes do Japão não tivessem o protagonismo que seria mais do que esperado, para além de outros "lapsos" relativamente aos quais em seu devido tempo tive oportunidade de escrever (entre os que constam desta lista, os visitados chegam quase à dezena e meia). Quanto à lista mundial que ontem foi apresentada, sem qualquer emoção já que os resultados circularam a bom ritmo pela net a partir das quatro da tarde, quando a divulgação publica apenas se fez às oito e meia da noite, deixo as minhas duas principais interrogações: Dinner by Heston Blumenthal, a segunda marca do chefe com o mesmo nome em sétimo lugar, bem à frente do seu restaurante estrela The Fat Duck, que surge no trigésimo terceiro lugar e a atribuição do prémio Chef's Choice Award a Grant Achatz, que a recebê-lo, já o deveria ter recebido há uns bons quatro ou cinco anos atrás, ou seja quando se tinha acabado de confirmar como um dos maiores chefes mundiais e não agora, muito menos numa altura em que o seu restaurante Alínea é relegado para décimo quinto lugar, caindo nove posições face à lista de 2012. Alínea que, diga-se, surge em primeirissimo lugar na lista patrocinada pela marca de champanhe acima citada. Algo não bate mesmo certo...mas bem mais importante, para cada um de nós, são todos aqueles restaurantes de que gostamos e onde nos sentimos verdadeiramente bem, a maioria ausente de qualquer lista, mas no nosso juízo, melhores do que alguns que surgem nestas listas. E são tantos...
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De Artur Hermenegildo a 02.05.2013 às 16:50

PR,

Invejo sinceramente a possibilidade que teve de visitar tantos destes restaurantes, e ainda por cima tão novo (eu tenho 50 anos).

A lista é relativa? É. Qualquer lista o é, isso é uma evidência que não necessita de ser repetida de cada vez que se anuncia esta lista, ou outras. É válido para as estrelas Michelin, ou o The Good Food Guide para o Reino Unido, os "Grand Table Relais et Châteaux", o "Lo Mejor de la Gastronomia", as listas do Carlos Maribona para Madrid, etc, só para referir as fontes que eu habitualmente uso quando vou de viagem.

Mas é útil e interessante? Para mim, sem dúvida. Chama a atenção para restaurantes que se calhar de outra forma não seriam falados a um nível global, reflecte o critério e gosto de pessoas que seguramente têm conhecimentos e experiência muito superiores aos meus, e, o que é o mais importante, ajudam-me a decidir em caso de dúvida em algumas situações - eu nunca me lembraria por mim de ir ao Séptime, por exemplo, entre os milhares de restaurantes que há em Paris, ou ao Ledbury em Londres.

De resto, é como com o álcool e o tabaco - "consumir com moderação", e ir filtrando com o meu próprio gosto e experiência.

Mas uma coisa é certa - não me arrependi de nenhuma visita das que fiz aos restaurantes da lista, tal como não o fiz em relação aos estrelados Michelin que visitei. Se são os melhores ou não, não sei. Mas que serão todos dignos de uma visita, parece-me que sim.
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De Miguel Pires a 02.05.2013 às 09:25


Goste-se ou não, valorize-se mais ou menos, ninguém poderá ignorar a influencia que esta lista ganhou no mundo da gastronomia. Há muito marketing e alguns interesses comerciais, certamente, mas não acredito que seja possível manipular um grupo com mais de 900 jurados. É normal que haja alguma concertação a nível regional e que isso faz com que certos restaurantes apareçam mais bem classificados do que outros. Mas também acho interessante que possam entrar numa lista mundial restaurantes de locais em que o Guia Michelin não está presente.

Quanto à fuga de informação em relação aos resultados, os jornalistas têm tido acesso à informação com embargo até à divulgação publica dos mesmos. Esse acesso privilegiado - para o qual assinam um acordo de confidencialidade - serve para que possam ir preparando os seus artigos a tempo de serem publicados nas edições de papel dos jornais no dia seguinte. De outro modo seria impossível dar pouco mais do que a noticia. Ora o que interessa é aprofundar o tema porque a noticia já não é noticia no dia seguinte.

É por isso que acho lamentável e mais do que uma falta de ética, uma falta de consideração pelos colegas, que haja jornalistas que por alguma razão têm acesso à lista e que a publicam lavando as mãos, desculpando-se que não assinaram nenhum acordo de confidencialidade.
O mais provável é que de futuro é que a organização deixe de enviar a informação antes de ser pública, o que é mau para o profissionais que estão lá de propósito para o efeito. Enfim...
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De Anónimo a 09.05.2013 às 13:48

Críticos que assumem deveres de confidencialidade, é normalíssimo, agora jornalistas... estão à espera do quê? Aliás, não há qualquer motivo deontológico para não revelarem (não é assunto da vida privada, não é nenhum segredo que ponha em causa a vida ou saúde de alguém, etc.)

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