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Conheço o produtor de vinhos João M Barbosa desde criança, dado sermos ambos de Rio Maior. O João deve ter uns 10 anos a mais do que eu e lembro-me de ter uma grande admiração por ele na minha adolescência, talvez porque, um dia, o vi chegar da Alemanha num motão, praticamente sem fazer paragens. As coisas de que uma pessoa se lembra...
 

 Estive muitos anos sem o ver até que o descobri uma vez a promover os seus vinhos Ninfa. A sua família (e o próprio) esteve muitos anos ligado a uma das antigas empresas da região, as Caves Dom Teodósio, mas só soube, muitos anos depois, que se tinha tornado um pequeno produtor quando, em casa, o meu pai me deu a provar um dos seus vinhos. Na altura, não gostei, nem do vinho, nem do nome, nem da imagem. Por isso, sempre que encontrava o João em feiras de vinhos inventava uma desculpa meio esfarrapada para não os provar. 

 

Uns bons tempos depois, no Restaurante Assinatura, em Lisboa, provei novamente um dos seus tintos, dado que fazia parte do pairing de vinhos do menu de degustação e achei o vinho bem mais agradável. Contudo, o que viria a mudar a minha (provavelmente errada) percepção foi quando, há cerca de ano e meio, numa prova cega em que participei, na Casa da Comida (também em Lisboa), o seu espumante Ninfa foi considerado o melhor (ou segundo melhor, já não me recordo) da prova. Resultado: na vez seguinte em que encontrei o João e a Teresa (a sua esperta, expedita e bonita filha) não mais larguei a sua banca. Hoje acho que já é o próprio João que se esconde de mim, ou, pelo menos, que esconde o seu espumante Ninfa Pinot Noir, cremoso, vivo e elegante, de que me tornei fã absoluto. 

 

Entendo a razão de o fazer. Afinal são só 3000 garrafas que produz, com uvas próprias, de uma vinha na encosta da Serra dos Candeeiros, em Rio Maior. Além do mais, agora que no Brasil, um painel reunido pela ressuscitada revista Gula (que tem vindo a recuperar o seu status depois de ter sido a mais prestigiada revista de gastronomia local) o elegeu como "O melhor vinho borbulhante do ano", o João não tem mãos a medir para as solicitações - ele que já tinha o Casino Lisboa, em Macau, como o seu maior comprador no estrangeiro. Ainda assim presumo que haja por aí umas garrafas à venda nas garrafeiras. Eu pelo menos encontrei no El Corte Inglês a 14€ (acho) a garrafa . Ah, e porque os olhos também bebem, a imagem gráfica dos vinhos mudou (curiosamente a do espumante não).

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publicado às 13:50


1 comentário

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De teixeira a 18.07.2013 às 15:46

Ainda há a venda, em Julho de 2013, no Gourmet do Corte Inglês o Ninfa por 18.50 Euros. Comprei, mas ainda não tomei. Mas, confio na indicação.

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