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Última Hora! Última Hora! Última Hora!

por Duarte Calvão, em 07.09.13

 

Acabo de receber uma mensagem do chefe José Cordeiro (na foto) a dizer que finalmente "JÁ ABRIU" (assim mesmo, em maiúsculas) o seu restaurante no Terreiro do Paço, que leva o seu nome. É das notícias gastronómicas mais interessantes dos últimos tempos e merece visita prioritária, não fosse o insigne chefe transmontano um dos nomes mais importantes da nossa cozinha, tendo já trazido duas estrelas Michelin para Portugal, uma na Casa da Calçada, em Amarante, outra no Feitoria, no hotel Altis Belém, em Lisboa, onde se mantém como consultor, deixando a chefia executiva a cargo de João Rodrigues. Além disso, creio que é a primeira vez, pelo menos desde que o conheço, já lá vão mais de dez anos, em que não está em restaurantes de hotel, com todas as vantagens e desvantagens que isso implica. Por todos os motivos, só se pode desejar os maiores êxitos a este seu novo projecto. 

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publicado às 20:31


26 comentários

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De Jorge Costa a 08.09.2013 às 13:13

Muitos parabéns! É sem dúvida uma excelente noticia! mas.. restaurante "Chefe Cordeiro" ?? Não havia nada menos azeiteiro? :)
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De Duarte Calvão a 10.09.2013 às 10:54

Ele sempre quis ser conhecido, não sei bem porque razão, por Chefe Cordeiro, por isso acho natural que queira esse nome neste seu restaurante. Acho até que demonstra carácter e é bem menos azeiteiro que esses nomes em inglês, pretensamente sofisticados, que abundam por aí...
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De Jorge Costa a 10.09.2013 às 12:22

Ok, compreendo.. mas "chefe"?? "José Cordeiro", "cordeiro".. agora "Chefe Cordeiro", parece-me a mim, e na minha opinião pessoal, e tanto azeiteiro.
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De Antonio Freitas Quintago a 09.09.2013 às 10:56

Sem duvida um dos espaços mais azeiteiros de Lisboa Chefe Cordeiro? Que raio de nome, ouvi dizer que tinha pratos tasqueiros também não esperem outra estrela daqui , neste espaço so interessa os tostões.
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De Anónimo a 09.09.2013 às 15:38

Já o espaço?? Já provou a comida??? Ou é mais um que vai pelo que dizem.... já tive o prazer de provar os pratos a que chama "tasqueiros" e só lhe tenho a dizer que aquilo é da melhor gástronomia Portuguesa, ou as nossas raizes não estivessem ligadas as "Tascas"...
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De JVC a 10.09.2013 às 12:20

Claro que as tascas são muito importantes para um certo tipo de património gastronómico, mas limitado. Creio que muito mais importante é a cozinha doméstica, na sua grande variedade de classe, popular pobre, remediada, burguesa e aristocrática, Como já tenho escrito alguma coisa sobre a tradução da composição social nos padrões culinários, fico por aqui, só recordar.

Ainda uma nota por vezes esquecida: essencialmente a cozinha de tasca, ou de taberna, era seleccionada por um critério importante: pratos a chamarem pelo vinho em boa quantidade.
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De Duarte Calvão a 10.09.2013 às 13:16

Estou de acordo com a sua visão sobre esta questão das tascas e tabernas, que infelizmente parecem ter um exagerado poder de atracção sobre os nossos chefes, mas fiquei com a ideia, depois da tal vista de olhos rápida à lista, que o restaurante aposta mais em pratos regionais portugueses e menos na petiscaria, embora também a abranja. Parece-me, mesmo que isso não traga estrelas Michelin, extremamente importante que a nossa cozinha regional seja bem feita e bem apresentada (um pouco ao exemplo do que faz o Pap'Açorda há muitos anos) em ambientes de qualidade. E com serviço a condizer, embora isso, como sabemos, seja talvez o mais difícil.
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De JVC a 13.09.2013 às 15:11

Cozinha tradicional muito bem feita. Sem dúvida. Num post recente, no Gosto de Bem Comer (http://gostobemcomer.blogspot.pt/2013/09/feitos-turistas-em-lisboa.html), deixo registo superlativo em ralação a um restaurante que não conhecia, na R. Gáveas, o Sinal Vermelho.
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De Maria Papoilla a 09.09.2013 às 11:00

Votos de sucesso ao Chefe Cordeiro. (que depois da Casa da Calçada / Amarante ,esteve em 2 restaurantes de rua no Porto )

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De JVC a 09.09.2013 às 12:10

Uma completa desilusão, mais um caso de má escolha na ultrapassagem da crise por chefes que se habituaram a cozinha cara para a qual hoje já não há meios. Deixei um comentário triste no meu "Gosto de bem comer" <http://gostobemcomer.blogspot.pt/2013/09/chefe-cordeiro-uma-desilusao.html>
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De Duarte Calvão a 10.09.2013 às 10:59

Li com atenção a sua crítica, que está bem fundamentada, e espero que o próprio chefe o faça e dela tire bom proveito. Só me parece que a questão do serviço, em Portugal, é uma pecha generalizada que estamos a demorar muito a resolver e que afecta a esmagadora maioria dos nossos restaurantes. Quanto à lista demasiado extensa, na rápida vista de olhos que lhe dei, tendo a concordar, mas também me parece que estando o restaurante ainda numa fase experimental é natural que vá afinando a pontaria. Não nos devemos esquecer que o público na zona é bastante heterogéneo, incluindo muitos turistas de diversas nacionalidades.
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De JVC a 10.09.2013 às 12:15

Quanto ao que diz sobre o serviço ser pecha geral, infelizmente concordo. Em muitos casos, como neste, vê-se que ele fica muito atrás da cozinha e, com isto, a prejudica.
Questão de economia, quando se sabe que uma nova classe de consumidores, mais ou menos snobs e novos-ricos, vão pelos narizes de cera de modas de cozinha (na petiscaria, muito haveria a dizer), enquanto que ainda mantêm os seus níveis de bairro quanto a exigência de serviço? Ou os chefes terem de lidar hoje com jovens bem formados em cozinha, e mais caros, economizando em simpáticos brasileiros e outros, totalmente impreparados e baratos?
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De Pedro Aragão Freitas a 10.09.2013 às 13:13

A questão do mau serviço em Portugal dificilmente vai ter solução. E a culpa principal não está no restaurador. Está no cliente.

Um bom serviço sai caro. Muito caro!

O grande problema é que, salvo raras excepções, os clientes não o valorizam o suficiente. Gostam de um bom serviço mas não estão dispostos a pagar o extra na conta.

Repare-se que, na comparação entre restaurantes, raramente se fala no serviço, o que é de lamentar.

Para mudar esta realidade, primeiro é preciso mudar a mentalidade. Aqui a crítica poderia dar uma grande ajuda. Poderiam, por exemplo tentar quantificar o peso do serviço na conta final. Sei que seria difícil, mas seria um começo.
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De Vicente Castro a 12.09.2013 às 23:11

Pedro,

Não posso estar mais de acordo contigo, as pessoas exigem qualidade em todas as frentes a preços de saldo.

Um bom serviço é tão importante como a qualidade gastronómica e isso paga-se e bem, mas há quem se esqueça desse pormenor!


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De Pedro Cruz Gomes a 13.09.2013 às 00:32

Olá Pedro.

Uma possibilidade de quadratura desse círculo não poderia ser o modo americano de alocar parte do salário às gorjetas? Melhor serviço, melhor contribuição? Eu sei... clientes desabituados, funcionários nada receptivos.

Por outro lado, é mesmo difícil uma formação por parte do restaurante (regras claras e apertadas, comprovadas por um chefe de sala atento ou o registo de satisfação dos clientes, por exemplo) que aprimore o serviço a quem tem menos formação?

Finalmente, o peso do serviço é assim tão preponderante no preço final do prato?

Gostava de saber a sua opinião.
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De Miguel Pires a 13.09.2013 às 01:16

Pedro

No Brasil aplica-se o mesmo sistema dos EUA e, em geral, o serviço não é melhor do que é cá. Além do mais sente-se uma certa pressão para consumir mais mascarada numa simpatia forçada. Acho q o problema cá é a falta de motivação - embora eu até nem acho que se serve mal.
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De Pedro Cruz Gomes a 13.09.2013 às 01:33

Olá Miguel,

A minha experiência do Brasil é mais "popular" e, portanto, não comparável com este standard a que, penso, nos estávamos todos a referir.

Puxando pela memória... hum... nem sim nem não, não tenho nem referências pela positiva nem pela negativa :-)

Quanto às exigências da clientela face à disponibilidade para pagar (bem) pelo serviço: faz sentido graduá-lo de acordo com o preço? Faz sentido um restaurador desculpar-se com o preço para fornecer um mau serviço?
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De JVC a 13.09.2013 às 15:20

100% de acordo. Mas a coisa é mais complicada. O responsável (em toda a parte o chefe, entre nós por vezes o proprietário) sabe que o cliente novo-rico, ou que vai com o cartão de crédito da empresa ou que é betinho, não faz a mínima ideia do que é o serviço, a principal interface entre restaurante e cliente. Mas esta clientela baba-se por discussões patetas sobre chefes, modas de cozinha, etc., e por isso os restaurantes investem nessa conversa.

E os restaurantes de tias? Não quero ser injusto antes de tempo, mas falta-me ir à Taberna Ideal. Ao da Farmácia já fui e, sendo a mesma concepção, não vou por aí.

Em contrapartida, coisas muito honestas e de qualidade, como o Vin Rouge, soçobraram na indiferença da mediocridade parola da nossa clientela.
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De Carlos Santos a 09.09.2013 às 15:06

Jantar de 6ª feira. 2 pessoas. Esplanada do restaurante do "Chefe Cordeiro". Estava um cliente com um cão. Um empregado ao serviço (péssimo serviço), entre atendimentos, ia brincar com o cão. Festas, abraços. Parava a brincadeira e ia diretamente atender o cliente.

Chegaram 4 clientes a uma mesa. Amigos de um dos empregados. Grande festa, abraços, conversa. Tudo à vontade. Parece que estavam em casa.

Lista muito grande, banal. Comida saborosa.

Nunca mais lá volto.

Carlos Santos

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De Duarte Calvão a 10.09.2013 às 11:02

A questão das festas no cão é bastante grave e acho que seria razão suficiente para chamar um responsável, pedir o livro de reclamações ou até informar a ASAE. Vamos esperar que sejam erros da fase de abertura que não se repitam.
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De Ricardo a 09.09.2013 às 17:41

Ainda não fui experimentar, mas pelos comentários que li e pela experiência que tenho da nossa "Restauração", este é mais um dos casos em que se cria tantas expectativas, em que se elogia tanto (sem sequer ter provado), em que se idolatra tanto os Chefes de Cozinha que depois na hora da verdade torna-se mais um. É triste a diferença de tratamento que continua a haver na nossa crítica "especializada"...então quando o espaço é de um Chefe famoso. Enfim...
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De José Tomaz de Mello Breyner a 11.09.2013 às 10:54

Mas que comentários tão destrutivos. Por mim deixo aqui um apertado abraço ao Chef Cordeiro a quem desejo toda a sorte do mundo. É importante para Lisboa que abram restaurantes deste género que fazem toda a diferença. Louvo a coragem do Chef Cordeiro de investir numa altura tão complicada.

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De Nuno Vasto a 11.09.2013 às 20:14

Depois do acordo ortográfico escreve-se "chef"?
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De Antonio moura a 11.09.2013 às 14:10

Boa sorte. Vai necessitar dela.
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De Vicente Castro a 12.09.2013 às 23:07

Parece um linchamento em praça pública!

Apesar de acreditar que nenhum restaurante deve abrir as portas sem roçar a excelência, também acredito que os primeiros dias não são reveladores do futuro.

Pois o nervosismo e alguma ambição do serviço para serem mais simpáticos e prestáveis do que a conta certa, podem ser vistos como demais e logo negativos.

Ainda não fui lá apesar da curiosidade, e reservo os meus comentários para depois da visita e experiência - mas tenho fé que o pretendido pelo Chefe Cordeiro é agradar com a suas receitas mais simples e respeitadoras.

Boa sorte e sucesso neste novo projecto CC!
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De Marco Barbosa a 15.09.2013 às 15:56

Uma desilusão... No sábado, às 20h00, fui o primeiro a entrar no restaurante para jantar. O primeiro empregado que se cruzou comigo nem se dignou a um simples "boa noite". O segundo precisou de uma eternidade para confirmar a reserva no livro... E como não acredito que o almoço tenha sido movimentado (a avaliar pelo reduzido número de mesas ao jantar) como justificar o estado da casa de banho, o monte de toalhas e de guardanapos no corredor junto ao bar (à entrada da copa) e os restos de pão no chão? Também lamento o som alto e a selecção de remix de gosto duvidoso, um serviço de mesa a raiar o ridículo pela ingénua impreparação dos funcionários e uma ementa que - na minha opinião! - não é a mais representativa da cozinha tradicional portuguesa (objectivo assumido pelo chefe Cordeiro em várias entrevistas). Por fim, a comida... Com qualidade, mas comum a tantos outros restaurantes bem menos pretensiosos e mais acessíveis.
O chefe Cordeiro tem muito trabalho pela frente e não pode servir de atenuante o facto da inauguração "apenas" ter decorrido há escassas semanas...
Em suma, dificilmente voltarei a visitar o restaurante!

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