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Diogo Noronha sai do Pedro e o Lobo

por Duarte Calvão, em 17.09.13

Sábado foi o último dia de Diogo Noronha (na foto) à frente do restaurante lisboeta Pedro e o Lobo. Ele tem novos projectos, mas ainda não se sabe quais, só espero que não enverede pela petiscaria, hamburgueres e pizzas para as quais já não há pachorra, porque tem talento para muito mais. Quanto ao Pedro e o Lobo, continuará com um novo chefe (prometem que em breve se saberá o nome), que deve estrear carta nova já em Outubro. Depois da saída há menos de um ano de Nuno Bergonse, que actualmente está no Ministerium, no Terreiro do Paço, o restaurante fica agora sem os seus dois chefes-fundadores, mas esperemos que mantenha o bom rumo que eles lhe deram.

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publicado às 12:36


31 comentários

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De JVC a 17.09.2013 às 14:12

"Ele tem novos projectos, mas ainda não se sabe quais, só espero que não enverede pela petiscaria, hamburgueres e pizzas para as quais já não há pachorra".

Clap, clap, clap! Direi mesmo mais, já não há pachorra! A culpa foi de Vítor Sobral, que a sua memória como chefe lhe seja leve.
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De Duarte Calvão a 18.09.2013 às 11:20

Concordamos genericamente sobre a "praga" dos petiscos, como muito bem lhe chama, mas não atribuo as culpas ao Vítor Sobral, porque na sua pioneira "tasca" há pratos com óptima técnica e produtos e não apenas petiscos. Para mim, o principal "culpado" desta moda, se é que há um, é a confrangedora falta de imaginação que a nossa sociedade tem demonstrado nos últimos anos e que também se reflecte na cozinha. Trata-se de uma tentativa de copiar o êxito das "tapas" espanholas (incluindo no ambiente "descontraído"), pura e simplesmente, ajudada pela boa relação custo/benefício que este tipo de cozinha pode apresentar. Atenção, não tenho nada contra os petiscos portugueses (já contra o excesso de hamburgueres e pizzas tenho muito, sobretudo por motivos de saúde e de má educação alimentar de crianças e adolescentes), sou consumidor deles, mas custa-me ver jovens chefes com talento a perderem aqueles que podem ser os seus anos mais criativos a fazer pica-pau, ovos com farinheira, (alegada) alheira não sei como, bifanas, pimentos de Padrón, tábua de enchidos e mais uma meia dúzia de banalidades com que a cidade foi invadida. Para isso, prefiro os locais de cozinha tradicional, que dão muito boa conta do recado.
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De JVC a 18.09.2013 às 18:03

Hei-de ir ao Sobral e ver, para ser justo, mas a ementa não me atrai, parece-me banal. Pode ser que a confecção valha a pena.
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De FUGO a 17.09.2013 às 14:25

É a crise...
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De António Santos a 17.09.2013 às 15:53

A dança continua, e é sempre para pior. Quem sai vai para um local pior, e o restaurante, normalmente, sai a perder. E nunca há uma explicação.
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De cozinheiro a 18.09.2013 às 01:18

é experimentar colocar-se numa cozinha das 9 da manha à meia noite, 6 dias por semana a um ritmo que poucas profissões têm sobre grande pressão psicológica, calor e gordura na testa e percebe logo porque um cozinheiro que não troca frequentemente de casa fica maluco... o ritmo de vida de um cozinheiri deve ser umas 100x superior ao de um qualquer funcionario da CGD :)
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De Antonio Santos a 18.09.2013 às 12:15

Caro cozinheiro

Eu referia-me a chefs , não a cozinheiros. Há uma pequena grande diferença. Já agora, trabalhar na CGD já foi mais tranquilo do que é hoje.
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De Cozinheiro a 18.09.2013 às 18:20

Há pois é! agora é tudo chefes.. e eu que pensava que um Chefe de cozinha era o cozinheiro que liderava/geria a cozinha, afinal pode-se ser chef sem ser cozinheiro.. tá bem visto sim senhor, ao fim-ao-cabo temos o turbantes (aka chakall) e o Oliveiras (aka Olivier).

Realmente cheirava-me a suor a ultima vez que fui a uma agência da CGD, afinal não era eu, nem a senhora do lado. :)
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De António Moura a 17.09.2013 às 17:33

Um restaurante que tinha tudo para funcionar bem e ser um exemplo, vai-se apagando aos poucos. É pena.
Pena para os clientes, pena para o restaurante, pena para os dois chefes.
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De JVC a 17.09.2013 às 17:38

Inteiramente de acordo sobre a praga da petiscada. Passe a auto-publicidade (está no seu poder rejeitar este comentário) deixei hojen um post desenvolvido sobre este tema no meu blogue, http://gostobemcomer.blogspot.pt/2013/09/a-praga-da-petiscada.html

A petiscada está a ser uma solução fácil, como os portugueses são peritos, para ultrapassar a crise, tirando partido de uma cultura gastronómica muito fraca dos clientes. Ou a melhor tiborna de Lisboa, uma coisa respeitável e engraçada mas gastronomicamente primária, na mais afamada tasca de tias? Deixem-me rir, mas dinheiro meu é que não levam.

Muito mais honesto é o restaurante familiar Charrua, aqui ao meu lado, de excelente cozinha da avó. Ou aqueles que só há fora de Lisboa, como o Kottada ou a Tia Alice, mais longe o Vallecula.
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De Luis Beiral a 17.09.2013 às 19:03

Ouvi dizer que o Chef serão Manuel Lino, ex-sub do Alexandre Silva no Alentejo, o Diogo estou curioso em saber para onde vai..
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De Patricia Baptista a 18.09.2013 às 00:47

Duarte se tivesse ligado para mim ou para o Luís saberia e poderia dizer em primeira mão que o novo chefe e o Frederico Guerreiro recentemente chegado de Tokyo e já em funções desde sábado. A noticia teria ficado mais completa. Faço questão de enviar-lhe pessoalmente a informação do chefe e o seu percurso. Percebo que haja mais interesse em lançar-se uma duvida para o ar e um mistério susceptível de ser debatido no mesa marcada mas na realidade o Pedro e o Lobo tem um chefe que passou exactamente pela escola e cozinhas ao nível dos antigos chefes. Nomeadamente foi chefe de partida no Pedro e o Lobo durante um ano, antes de seguir para o Top Chef e para o Japão. Quanto aos dois chefes que aqui passaram temos um agradecimento a dar-lhes, bem como a todas as pessoas que fazem ou fizeram parte da nossa equipa e que colocaram o restaurante como sendo um de referencia na cidade Lisboeta. Como fundadora do Pedro e o Lobo e a pessoa que escolheu os chefes de que tão bem fala, julgo-me na plena capacidade de escolher um novo que continue a provar o nosso valor. Mas nao percebo as suas inquietações, afinal começou há 3 anos atras no mesa marcada a falar de um peixe porco que não tinha gostado e a aconselhar alguém no seu blog a ir jantar antes a concorrência. Lembro-me de dizer que os chefes arriscavam pouco. Fico feliz que tenha mudado a opinião e espero provar-lhe que no Pedro e o Lobo sempre se arriscou, com pés e cabeça. A palavra final e a dos clientes, que desde sábado continuam bastante satisfeitos a semelhança dos últimos 3 anos.
Fica aqui desde já o convite a vir experimentar a nova carta em finais de Outubro.
Os melhores cumprimentos a si, ao mesa marcada e a todas as pessoas que neste blog comentam e que gostam de restaurantes. Fica aqui apenas uma deixa a um Pais que precisa de valorizar-se, atribua-se forca a quem luta todos os dias pelos seus projectos e sonhos e não caiamos do desdém e na expectativa do insucesso, só assim poderemos crescer.
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De Duarte Calvão a 18.09.2013 às 01:29

Não lhe liguei para si ou para o Luís porque não tenho os vossos telefones. As fontes que consultei disseram-me que neste momento ainda não podia ser revelado o nome do novo chefe, mas que em breve isso seria feito. Tal como escrevi. Agradeço que o tenha revelado aqui no seu comentário. Não sei a que a que "dúvidas" se refere e que eu teria "interesse" em lançar, limitei-me a dar as informações que tinha confirmadas. Quanto às minhas opiniões sobre o restaurante, mantenho que das vezes que fui lá como cliente sempre me desiludiu pela pouca criatividade e ousadia. No entanto, quer em ocasiões em que fui lá nas apresentações para a Comunicação Social quer num memorável jantar que o Diogo Noronha preparou na Penha Longa, fiquei com uma muito melhor impressão. Aliás, convidei os dois chefes a apresentarem-se no Peixe em Lisboa, o que diz bem da minha opinião sobre eles. Também falando com o Diogo Noronha fiquei com a ideia que era alguém com a cultura e ambição necessárias e indiquei o restaurante a dois importantes críticos espanhóis (Carlos Maribona e Jorge Guitián) que estiveram no último Peixe em Lisboa e sobre ele escreveram. Acho que isso mostra o "apoio" que procurei dar ao restaurante e a esperança que tinha em que ele se tornasse uma referência na cidade de uma cozinha criativa que tanta falta nos faz. Não foi possível com o Diogo Noronha, o que lamento, mas espero que o novo chefe continue o bom trabalho e desejo longa e próspera vida ao vosso projecto. Quanto a "desdém" e "expectativas de insucesso" da minha parte, prefiro nem comentar. E não se preocupe em convidar-me para ir aí experimentar a nova carta. Irei, como cliente normal, quando me apetecer. Se houver lugar, porque com tantos clientes, talvez seja difícil ou até quase impossível.
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De Patricia Baptista a 18.09.2013 às 01:47

Estranho que tenha achado como cliente que o restaurante pouco ousado e que nas apresentações a comunicação e no Penha longa tenha visto a tal ousadia de que fala, e que os menus apresentados foram exactamente os mesmos que estavam na carta que experimentava como cliente... A comunicação apresentávamos sempre a nova carta, o Diogo era fiel a mesma. Quanto ao meu número de telefone, dei-lhe um cartão meu no dia em que o conheci, na primeira apresentação, deve ter-lhe passado despercebido, o que até percebo visto o seu trabalho ser o foco nos chefes. De qualquer forma temos um site com o contacto do restaurante. Quanto as duvidas, apenas digo que deixa no ar um interesse sobre o tema, quando se viesse ter directamente a fonte, não haveria necessidade. Acredite que desconheço por inteiro quem e o sub-chefe do Chefe Alexandre Silva... Mas entendo que os rumores apareçam, e curiosidade. Quanto as expectativas de insucesso se leu bem todos os comentários não estava claramente a responder ao Duarte. Quanto a lugar para se sentar acredito que vai ser fácil arranjar, afinal o Pedro e o Lobo não e uma pesticaria nem uma hamburgueria. Cumprimentos mais uma vez e obrigada pelos votos de prosperidade
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De José Tomaz de Mello Breyner a 18.09.2013 às 17:42

Toma... Cuidado Duarte pois a Patricia Batista não é para brincadeira, responde-te à letra e sempre "straight to the point"

Patricia Batista, boa sorte para o Pedro e o Lobo e por favor mantenha os ovos en gelée, são unicos em Lisboa.
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De Duarte Calvão a 18.09.2013 às 21:06

Começo a ter dificuldade em perceber, José Tomaz, quando estás a gozar ou a falar a sério. Se calhar, estás só a provocar, mas daqui não levas nada.
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De António Moura a 19.09.2013 às 19:34

Desejo o maior sucesso ao Pedro e o Lobo, um restaurante que eu considerava um exemplo. Hei-de lá voltar, seguramente.

Custa-me entender a dureza que a PB utiliza contra o DC, que se limitou a dar uma informação aos seguidores do blog.
Faz-me lembrar um outro restaurante que encerrou na Rodrigo Fonseca, onde o dono tinha por vezes, alguma dificuldade em aceitar ouvir opiniões.
As opiniões devem ser sempre bem vindas, o pior são aquelas que não são manifestadas, ou não é assim?
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De Patricia Baptista a 19.09.2013 às 20:06

Caro António,

A sua opinião foi bem vinda e não a questionei sequer...nem o englobei nas minhas extensas respostas.
A minha custa-me e deglutir opiniões desconstrutivas e sem fundamento. A sua em nada foi desconstrutiva. Aceito opiniões boas e mas, excelentes e péssimas, sempre que sejam construtivas. Fazem-me crescer...As que apenas são desconstrutivas só para alimentar discussão e mesquinhez tiram-me do serio, peco desculpa mas tenho uma costela frontal e de mau feitio. Acredite que para me levarem a escrever num blog e preciso que me encham a paciência. Já fomos alvo de tanta opinião ridícula que ao fim de uns tempos tive de reagir.
Falem-me mal da cozinha, do ponto da carne, do ponto do sal, do serviço, do que entenderem mas não me exigam explicações que não tenho de dar. Leia o meu ultimo comentário que percebe. Tal como o António, se gostasse muito de um restaurante também ficaria triste se visse que ele podia estar a perder-se. Atente em todos os comentários para perceber. Espero provar-lhe que o Pedro e o Lobo continue a ser do seu agrado, e nisso que estamos todos focados a trabalhar. Cumprimentos
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De Rodrigo Meneses a 18.09.2013 às 12:47

Não entendo o que é que o Duarte tenha dito que causou esta reacção. É que não entendo mesmo. E perdoem-me de me estar a meter ao barulho pois não quero acrescentar combustível numa fogueira que não existe, mas é que este pedaço de respostas e justificações nada acrescenta à notícia.
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De JVC a 18.09.2013 às 18:04

Primadonices!...
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De Carlos alexandre a 18.09.2013 às 13:36

Isto da falta de lugar para se sentar...

Fui lá há cerca de um mês, sala quase vazia à noite, mas estive uns 10 minutos à entrada à espera de ser atendido por alguém, e, não o sendo, acabei por preferir ir à Rota das sedas, onde me atenderam.
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De Patricia Baptista a 18.09.2013 às 21:17

Em primeiro lugar obrigado ao Tomaz Mello Breyner pelos votos de boa sorte... O Diogo vai gostar de ler que ainda recorda os ovos;) não prometo que os manterei mas espero que venha a provar outras coisas dignas de memória.
Não me vou alongar muito mas realmente quero esclarecer aqui algumas questões.
O Duarte tem um blog, livre de opinião dos demais intervenientes. Não há aqui nenhuma fogueira, nem muito menos nada a apontar a pessoa do Duarte, que como ele bem o disse, foi mudando de opinião em relação ao restaurante e claramente começou a interagir mais com o mesmo, convidando os chefes a estarem presentes nas iniciativas que organiza. Recebi-o varias vezes com muito agrado no Pedro e o Lobo e espero continuar a receber.
Por vezes as notícias levantam uma serie de questões que sao desnecessarias de gerir por uma empresa, no caso da noticia do Duarte apenas gostaria que estivesse completa para não dar origem a suposições e conclusões precipitadas ou até pouco fundamentadas da parte das pessoas que a recebem. Esperava um telefonema dele... nada mais! Quando o Nuno Bergonse saiu do restaurante foi um alarido, e o restaurante continuou intacto, recorde-se que neste blog alguém comentou que o Lobo comeu o Pedro e que o Pedro teria mais sorte que o Lobo. Aqui não há Lobos, nem pedros, isso e na sinfonia, aqui há uma empresa em que como qualquer outra, saem e entram pessoas. Pessoas que saem ou porque querem mudar de vida, ou porque querem novos desafios, lá porque e um restaurante, não e nenhum casamento com a ideia de vivermos felizes para sempre. Não quis nem pretendo ofender susceptibilidades, talvez tenha sido brusca com o Duarte, mas foi fruto de as vezes achar que as pessoas pensam que um restaurante e uma empresa publica paga pelos contribuintes e toda a gente exige satisfacoes e opina. O Duarte acabou por sofrer uma resposta mais dura da minha parte em virtude de alguns comentários aos posts dele que tenho vindo ler no mesa marcada desde a abertura do restaurante, nomeadamente que somos meninos ricos financiados pelos pais, onde e que isto e construtivo? pior, onde e que verdadeiro? O nosso restaurante infelizmente ainda não ganhou o estatuto de uma EDP para ter de dar justificações sobre quem sai ou onde vai buscar o seu fundo de investimento, não me faz sentido, diz-se aqui em comentários que saem chefes e o restaurante nada explica, afinal o que temos de explicar?
A verdade e que nenhum dos 4 fundadores fez promessas de uma vida eterna. Os chefes continuam a ser meus amigos pessoais, profissionalmente seguimos caminhos diferentes e nada há a justificar.
O Nuno Bergonse encontrou-se no Ministerium, nos seus petiscos que gosta de fazer e onde e feliz.
O Diogo tem nas mãos um projecto que o fará feliz certamente e onde continuara a mostrar o seu valor.
E por fim eu e o meu marido, continuaremos a apostar num projecto em que acreditamos e investimos e escolhemos o Frederico para representar essa vontade e para defender a marca, uma pessoa em quem confiamos a todos os níveis, tal como o fizemos com o Diogo e o Nuno e note-se não defraudamos as nossas expectativas em relação a nenhuma escolha.
A única coisa que devemos e qualidade, rigor e simpatia aos nossos clientes, seja qual for a equipa. Por vezes falhamos, como aqui foi referido que houve espera no bar, lamentamos, o nosso interesse e ganhar clientes e nao perde-los, muitas vezes conseguimos agradar. Atire a primeira pedra quem nunca falhou.
Repito sinto-me no meu direito de comentar num blog livre, não estou a ser prima dona, tal como o Duarte tem liberdade de escrita e os senhores liberdade de opinião, eu tenho o dever de defender o meu projecto.
Bem haja a todos!
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De Francisco Cobb a 19.09.2013 às 00:52

Já vi que o Mello Breyner é cá dos meus, o problema destes novos chefes de cozinha é simples, antigamente a velha guarda, comia muita sopa para chegar a ao topo, agora hoje em dia ser chef esta na moda.
Agora mais dentro do assunto do debate, como ser chef de cozinha esta na moda, há uma oferta em demasia, antigamente os cozinheiros iam para esta profissão por gosto e para matar a fome, agora vão para o show, para ser conhecidos e mostrarem-se.
Diogo Noronha só falta o de, é mais um a querer enveredar pelo caminho do Avillez, mas nem há comparações possíveis, o Avillez comeu muita sopa e a grande escola dele foi a velha guarda.
Em relação ao projecto que se segue este Diogo ao muito me engano vai gerir a cozinha do Tavares Rico.
Mas Avillez só há um, e não mais nenhum, não comparemos, me desculpa a ironia, um pedro e um lobo com uma cozinha do adrian e do frederic, está a anos luz.
Acredito que va gerir a cozinha do Tavares, e não abrir uma tasca moderna, como aqui dizem, se sim, vai ser plagio de muita cozinha de autor!!

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De JVC a 19.09.2013 às 12:01

Que eu saiba, o Tavares vai ter o Henrique Mouro e fica muito bem entregue.
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De Anónimo a 19.09.2013 às 13:20

Ora aqui está um comentário de quem não sabe sobre o que fala... Aprendi eu com a velha guarda que, para se falar tem que, pelo menos, saber um pouco sobre o que se fala, o percurso do Diogo é imaculável, esteve em sítios como o Per Se do Thomas Keller em NY ou o MOO em Barcelona (em nada menos nobre que o do Avillez). O Pedro e o Lobo foi o seu primeiro projecto e não tenho dúvida que a decisão de sair não foi fácil. O que vai fazer?? Se é hamburgers, pizzas ou cozinha de autor, desde que seja com qualidade (como é apanágio do Diogo Noronha) acho bem que o faça, não é vergonha nenhuma. Vergonha é ler alguma das coisas que por aqui se escrevem, porem em causa o bom nome ou a qualidade das pessoas só porque saem deste ou daquele restaurante, só porque abrem este ou aquele espaço, não é aceitável quando não sabem nem procuram saber as verdadeiras razões. Será que alguém já questionou o porquê de tanto bom Chef estar a sair ou a fechar os seus restaurantes? porque será?? Será que em Portugal há cultura (a nível de clientela) da alta cozinha??? Será que em Portugal há dinheiro e mercado para tanto restaurante de alta cozinha?? Será que em Portugal as pessoas estão habituadas a comer bem e a saberem o que estão a comer??? Quais os custos por detrás de um restaurante destes, têm noção?? Será que estes chefs saíram ou fecharam os seus restaurantes porque preferem ir virar hamburgers ou petiscos ou porque o conceito que eles gostam não é viável financeiramente em Portugal??? Porque será que o Avillez abriu uma pizzaria, foi só porque gosta de pizzas ou também porque é a Pizzaria e o Cantinho que lhe tornam o Belcanto financeiramente viável (sem descurar como é óbvio que o queira fazer com a qualidade que lhe é reconhecida)??? Na minha opinião acho muito bem que os Vitor sobrais da vida abram petiscarias, tascas, o que for, desde que seja com qualidade. Pode ser que a elevação deste tipo de restaurantes possa fazer com que daqui a uns anos os Portugueses procurem os restaurantes não só pelo preço mas pela qualidade e assim a alta cozinha se torne mais apetecível ... O que não acho aceitável é ver (e não é só neste post do mesa marcada) comentários, por vezes maliciosos, relativamente a este ou aquele Chef sem qualquer fundamento e somente para ser velho do restelo. A cozinha e a restauração é muito mais do que ver chegar um prato à mesa... é talvez a falta de noção relativamente a isso que leva a que se leiam muitos dos comentários aqui feitos. Bem haja a todos

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