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Uma cenoura vale o mesmo do que um bife?

por Miguel Pires, em 04.01.14

 

foto: Phaidon

Um pouco por todo o lado, como é habitual nesta altura do ano, fazem-se previsões e fala-se sobre tendências para o ano novo. O The Economist pediu a personalidades de várias áreas que fizessem as suas profecias e falassem dos seus desejos. Um dos escolhidos foi Rene Redzepi que, no seu estilo cativante, faz a apologia do consumo de vegetais, utilizando o exemplo da cenoura velha que se transformou em prato de assinatura, no Noma, durante um inverno agreste que assolou a Dinamarca. "Os chefes estão cada vez menos preocupados em obter ingredientes de luxo vindos de lugares recônditos, optando, em vez disso, por criar com o que têm ao seu alcance", diz o dinamarquês. Nesse texto, o chefe do Noma (nº2 da lista dos 50 Melhores restaurantes do Mundo) reforça a sua ideia referindo que "ao elevar um vegetal na sua dieta e na sua vida, fará com que as coisas sejam mais baratas, saudáveis" e, promete ele, "mais deliciosas". 

 

 

Por fim, conclui: "para nós tudo começou ao darmos a uma cenoura o mesmo valor que damos a um bife. Em termos gastronómicos, no que diz respeito ao sabor, não há diferença entre eles. É tudo uma questão de percepção e de um pouco de imaginação. Deixo então a minha sugestão e a minha profecia, para 2014: coma os seus vegetais". Onde é que eu assino?  

 

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publicado às 17:27


2 comentários

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De Manuel a 06.01.2014 às 15:52

Se a cenoura velha servir para substituir as ameijoas islandesas de 250 anos, que Redzepi e David Chang comeram num episódio do "Na mente de um chef", e que, pareceu-me, é servida no restaurante, já é muito bom.
Eu não tenho problemas em comer seja o que for, e já tive grandes discussões na defesa do foie gras, mas a ameijoa de 250 anos foi demais para mim. Não consigo ultrapassar o facto de um ser vivo sobreviver durante 250 anos (são 4/5 gerações humanas) para acabar num prato, mesmo sendo às mãos de alguém que trata os ingredientes com um respeito tremendo. É pouco digno.
Curioso é a ameijoa ter a mesma capacidade de interacção de uma cenoura, mas são 250 anos.
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De Paulina Mata a 06.01.2014 às 22:36

Pois... não sei.
Esta permanente busca do ingrediente mais raro, desconhecido... menos acessível... deixa-me um pouco sem saber o que pensar. Não é de facto a "minha" cozinha, nem o que mais mexe comigo.

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