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 Justa Nobre, numa ocasião em que me tentou ensinar a fazer os seus esplêndidos rissóis. Não aprendi, tenho que tentar de novo, se ela tiver paciência. (Foto: Cristina Gomes)

 

O nome, “À Justa”, deixa adivinhar uma cozinha mais pessoal, mais “de autor”, mas ela não se descose e apenas adianta que será “cozinha portuguesa”. “Como sempre fiz”, sublinha. No entanto, quem conhece alguns dos seus clássicos, desde a sopa de santola ao robalo à Justa, sabe que não é bem assim, porque a nossa mais conhecida e experiente chefe de cozinha confere um toque especial àquilo que faz, apesar de quase sempre serem sabores bem reconhecíveis como portugueses. Vamos então esperar para ver o que ela nos apresentará lá para Abril quando o novo restaurante abrir na Calçada da Ajuda, 107, com os seus 38 lugares.

 

 

 

 

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publicado às 11:57

Ladurée abre loja em Lisboa

por Duarte Calvão, em 09.02.17

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Podem ser a melhor coisa do mundo, firmes por fora, suaves por dentro, de sabor equilibrado, desfazendo-se na boca como uma nuvem. Ou podem ser pesados e açucarados, pegando-se aos dentes, sem interesse nenhum. Infelizmente, desde que se tornaram moda por cá, é muito fácil encontrá-los na má versão e raríssimos na boa. Mas tudo isso vai mudar em breve, porque a lendária casa parisiense Ladurée, fundada em 1862, que tornou os macarons (na foto) famosos, vai abrir uma filial lisboeta em plena Avenida da Liberdade, para deleite de todos os gulosos (até para mim, que não sou lá muito de doces), no centro que fica mesmo ao lado do Teatro Tivoli.

 

 

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publicado às 12:46

Enquanto se espera o comboio

por Duarte Calvão, em 04.02.17

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Cheguei 15 minutos antes e achava que estava com tempo, por isso fiquei surpreendido quando na bilheteira da estação de Santa Apolónia me disseram que o comboio das 14h para o Porto estava esgotado, esgotadíssimo, completo, sem lugar de nenhuma espécie. Agora, às sexta-feiras parece que é quase sempre assim. Não tinha outro remédio senão esperar pelo InterCidades das 15.30h. Claro que fiquei contrariado, mas também contente. Será que nos estamos a transformar num país mais civilizado, preferindo meios de transporte seguros e amigos do ambiente, em vez de nos andarmos a matar a combustíveis fósseis nas autoestradas?

 

 

 

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publicado às 12:48

O restaurante lisboeta de Jamie Oliver fica aqui

por Duarte Calvão, em 30.01.17

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Parece que fica em plena Praça do Príncipe Real, do lado nascente, no piso térreo do prédio cor de rosa que se vê nesta fotografia de Cristina Gomes. Até há bem pouco tempo estava lá uma agência do Deutsche Bank e uma loja minúscula da Lisbon Lovers (toldo preto), entretanto encerrada “para inventário”, que possui, no entanto, uma boa cave com entrada pela rua de trás, por onde também se entra para as garagens. Será nessa cave que ficará a cozinha? Fala-se num investimento de vários milhões, o que mostra que Jamie Oliver aposta mesmo em Lisboa e nesta zona, uma das que mais tem valorizado em termos imobiliários nos últimos anos.

 

 

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publicado às 16:26

Pêra Rocha, A Redenção

por Duarte Calvão, em 28.12.16

Há quase um ano, lamentei aqui o estado a que uma das frutas portuguesas mais conhecidas tinha chegado. Hoje, depois de duas épocas desastrosas, é com regozijo que escrevo que tenho comido óptimas pêras Rocha desde finais do Verão. Ao longo do ano, em encontros ocasionais que fui tendo com gente ligada à produção (sobretudo de modo biológico) percebi que havia consciência de que as coisas estavam a correr mal, que tinham que corrigir rapidamente o caminho, que já estavam a trabalhar nesse sentido. Pois bem, é uma alegria verificar que esse trabalho deu, literalmente, bons frutos. Só se espera que não se repitam erros anteriores e que tenha sido de vez. A fruta é uma das maiores riquezas com que Portugal foi abençoado. Estragá-la ou não lhe dar o justo valor é crime de lesa-pátria.

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publicado às 12:26

Depois de quase 10 anos na sala da Fortaleza do Guincho, o premiado escanção Inácio Loureiro (na foto), um dos melhores profissionais que temos nesta área, junta-se agora ao antigo chefe de cozinha do restaurante, Vincent Farges, no novo projecto que ele está a preparar no Chiado. Eles já estão inclusive a trabalhar juntos, como se viu no jantar de reabertura do Mesa de Lemos, em Silgueiros, em que o recém regressado chefe francês se mostrou em grande forma, ao lado do chefe da casa, Diogo Rocha, que mais uma vez provou que é um nome a contar para a Primeira Divisão nacional da categoria.

 

 

 

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publicado às 10:58

Três iniciativas a não perder

por Duarte Calvão, em 04.12.16

 

Um fim de tarde cheio de azeites amanhã em Lisboa

O jornalismo gastronómico está cada vez melhor em Portugal e raro é o meio em que não vão surgindo bons trabalhos sobre o assunto, quer por jornalistas generalistas quer por especializados. Entre estes, há nomes mais experientes e credíveis e Edgardo Pacheco, que actualmente oficia no Correio da Manhã, no Jornal de Negócios e na CMTV (programa “Prato da Casa”, que nunca consigo ver porque o meu operador, Vodafone, não há meio de disponibilizar o canal), é sem dúvida um dos mais sólidos e interessantes. Açoriano, filho de agricultor, ele dá uma atenção especial aos óptimos produtos que temos em Portugal, infelizmente nem sempre bem tratados e conhecidos, contactando com o mesmo à vontade quem pratica cozinhas mais tradicionais ou mais modernas. Assim é que deve ser.

 

 

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publicado às 11:50

Estrelas Michelin Portugal 2017 (oficial)

por Duarte Calvão, em 23.11.16

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Esplêndidas notícias para Portugal. Dois novos restaurantes ascendem às duas estrelas: The Yeatman, do chefe Ricardo Costa, em Vila Nova de Gaia, e Il Gallo D'Oro, de Benoît Sinthon, no Funchal.

 

Sete restaurantes ganham uma estrela: William, de Joachim Koerper/Luís Pestana, no Funchal, Casa de Chá da Boa Nova, de Rui Paula, em Leça da Palmeira, Antiqvvm, de Vítor Matos, no Porto, Alma, de Henrique Sá Pessoa, em Lisboa, Loco, de Alexandre Silva, em Lisboa, Lab, de Sergi Arola/Milton Anes, em Sintra (Penha Longa) e L'And, de Miguel Laffan, em Montemor-o-Novo, que assim recupera a estrela perdida no ano passado.

 

Ninguém perde estrela nesta noite que é um marco para a cozinha portuguesa contemporânea, recompensando novos e bons projectos ou a consistência de outros restaurantes, algo que a Michelin costumava criticar em Portugal. Há muitos chefes portugueses, outros estrangeiros radicados entre nós há anos, mas há sobretudo um grande incentivo a quem arrisca fazer a cozinha em que acredita. E, tenho a certeza, há vários restaurantes portugueses que, não tendo ganho ainda este ano, ganharão nos próximos, desde que continuem a persistir. Tanto mais que nesta noite chuvosa se criou uma dinâmica que nos vai trazer muitas alegrias.

 

Nota: Ver comunicado na íntegra (em espanhol), aqui  

 

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publicado às 19:45

Lendo nas estrelas (Michelin)

por Duarte Calvão, em 23.11.16

 

Prevê-se chuva forte, e até inundações, para esta noite de quarta-feira na Catalunha, mas sabemos já, seguramente, que haverá chuva de estrelas Michelin para os nossos restaurantes. Muitos convidados portugueses estarão lá a assistir – cozinheiros, jornalistas, bloggers, gente do meio e até responsáveis políticos, o que será uma estreia desde que o guia vermelho Espanha e Portugal passou a ser apresentado publicamente, em 2010, nas celebrações do seu centenário. Dessa vez, no então recém-recuperado Mercado de San Miguel, em Madrid, correu tão bem que nunca mais os responsáveis pelo guia ibérico quiseram outra coisa. Agora, coube à catalã Girona receber a gala, na Mas Marroch, espaço explorado pelos irmãos Roca, que esperemos que resista bem às intempéries, até porque o Mesa Marcada estará presente, sempre ao serviço dos seus leitores…

 

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publicado às 00:01

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Foi uma notícia inesperada, tanto mais que há apenas cinco meses ele tinha finalmente renovado restaurante, mas o comunicado ontem enviado não deixa margem para dúvidas. Quem quiser se despedir do Claro, em Paço de Arcos, tem só até domingo para o fazer, porque o chefe Vítor Claro decidiu encerrá-lo e passar a dedicar-se aos vinhos que já produz na zona de Portalegre com as marcas Dominó e Foxtrot, e cuja exportação parece ter aumentado exponencialmente, a ponto de exigir a sua atenção total. E promete novidades nesta área.

 

 

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publicado às 16:54


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