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Quem anda sempre à procura de tendências (ou a querer inventá-las) dizia que o Peru já era e que agora o que estava a dar era o México ou, quem sabe, a Colômbia, dado que este ano a cerimónia se realizaria lá. Porém, o Peru mantém-se firme como o país com os melhores restaurantes da América Latina, pelo menos a ver pelos resultados revelados esta noite, na cerimónia do Latam 50 Best Restaurants que decorreu em Bogotá e que consagrou o Maido, de Lima, como o novo nº1 da lista, que se publica pelo quinto ano consecutivo. 

 

 

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publicado às 07:36

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“Vai lá, James. Corre, pá!”, aponta o Sr. Rodrigues. Pink, a cadela épagneul breton farejava incessantemente e parara por uns instantes. Concentrada, com uma das patas traseiras ligeiramente levantada aguardava a indicação do dono. Porém, a codorniz antecipara-se, batera as asas e voara. É nesse instante que James recebe a indicação. Mas esta vem de vários lados e, meio confuso, por ser dada numa língua que não entende e porque há uma cadela estonteada a correr à sua frente em direcção à ave, aponta a espingarda mas por segurança não dispara. Quinze minutos depois, a cena repete-se mas de forma mais ordenada. Desta vez o inglês está preparado e “powww!”, acerta no alvo. A Pink, corre atrás da presa, apanha-a, dá meia volta e vem oferecer o troféu ao caçador, que retribui com um “good girl, Pink!”.

 

 

 

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publicado às 23:52

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A riqueza gastronómica de um lugar é tanto melhor quanto maior for a diversidade da sua oferta. A região do Porto está bem servida de restaurantes tradicionais, de casas de comida popular e económicas, de algumas cozinhas do mundo, e, também, de espaços com propostas mais contemporâneas, seja numa vertente descontraída ou mais de fine dining. Porém, no que diz respeito a estes últimos, os da chamada cozinha de autor, faltava um espaço com um conceito muito especial como o do Euskalduna.

 

 

 

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publicado às 11:19

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Dénia, com os seus 40 mil habitantes, é uma pequena cidade costeira da comunidade Valenciana, que tal como em algumas localidades do Algarve é invadida de veraneantes em Julho e Agosto - e onde pouco se passa entre Outubro e Maio.

 

Para contrariar a sazonalidade, os responsáveis por cidades destas regiões tentam promover toda uma série de eventos para atrair pessoas de fora. Os festivais gastronómicos estão entre os eventos mais escolhidos e, no país vizinho, o mais recente foi o Dna – Festival Gastronòmic Dénia, que aproveitou o evento para celebrar e criar maior impacto para a distinção atribuída a Dénia, em finais de 2015, quando passou a fazer parte da Rede de Cidades Criativas Gastronómicas da UNESCO - como reconhecimento do seu modelo de ecossistema alimentar local, baseado na preservação do território e respeito do meio ambiente.

 

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publicado às 14:07

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Manhã de sábado, já quase a bater as 13 horas (tarde, portanto) no Mercado 31 de Janeiro, ao Saldanha, e vejo-o ali, sozinho, com o seu olhar altivo como quem se sente algo incomodado por estar rodeado por umas gambas (quase) do povo e uns percebes com ar delicioso, mas feiosos - aos seus olhos, claro. “Leva-me, leva-me daqui”, parecia dizer. “Açucena, não estou gostar do olhar do bicho. Ele vai-me desgraçar a carteira”. Ao seu lado, uma placa informava-nos quanto ao seu pedigree: “38€/Kg”. Olha, que se f..., dias não são dias e isto não deve ter mais do que 500/600 gramas. Pois, não, tinha só 1.2Kg. Portanto... é fazer as contas. Ou é melhor não.

 

 

 

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publicado às 22:48

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Para os amantes da boa comida, seja ela de que tipo for - tradicional ou contemporânea, portuguesa ou estrangeira - há uma característica que gostamos muito de salientar: a emoção.

 

Porém, como em tudo, os pratos que emocionam umas pessoas não são os que emocionam outras. Umas vezes remetem-nos para uma recordação outras vezes apenas para um prazer directo e imediato, que não tem mais nem menos valor do que outros, Ainda que nos provoquem, que nos façam pensar e que fiquem agarrados à memória por muito tempo. Ora, a lista de pratos deste 3º trimestre tem um pouco de tudo isto e daquilo. Vamos lá então:

 

 

 

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publicado às 19:32

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Já se viveram dias mais animados no Reino Unido e Irlanda no que diz respeito ao Guia Michelin. Na verdade, há formas diferentes de olhar para a garrafa. Se a quisermos ver meio cheia, podemos dizer que as notícias até são boas porque ao nível mais alto existe um restaurante novo a juntar-se ao híper restrito grupo dos que contam com 3 estrelas. É ele o The Araki, em Londres, um japonês de 9 lugares com menu a 300 libras/pessoa comandado pelo chefe Mitsuhiro Araki (na foto de cima) - já agora os outros são: Alain Ducasse at The Dorchester (Londres), Restaurant Gordon Ramsay (Londres), Fat Duck   (Bray), The Waterside Inn (Bray).

 

 

 

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publicado às 18:51

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Está em soft opening*, embora não pareça, a ver pela casa cheia com que me deparei esta quinta-feira. O espaço é bonito, ainda que um pouco apertado para os preços praticados (devia haver maior distância entre mesas): bar à entrada, cozinha no meio, sala seguida de uma esplanada ao fundo com tecto retráctil, o que permitirá o uso no Inverno com a ajuda dos aquecedores que foram instalados.  

 

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publicado às 02:00

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“Campo de Ourique é um bairro do caraças!” referiu-me uma vez Vítor Sobral, com um brilho nos olhos, quando há uns anos abriu o seu primeiro restaurante na zona e teve de imediato a adesão dos residentes. Mas hoje não é da Tasca, nem da Peixaria da Esquina que escrevo. Mas sim de um daqueles restaurantes familiares de bairro, de que esta parte da cidade é pródiga. Podia ter sido o Solar dos Duques, o Verde Gaio, ou o Magano, mas a escolha acabou por incidir no Coelho da Rocha, um clássico de Campo de Ourique, reaberto em 2015, pelas mãos dos irmãos Marco e Bruno Luís (os mesmos do Magano). A razão, ou a preferência (que não é absoluta) explica-se facilmente. As obras de reabilitação tornaram o espaço mais elegante, confortável e acolhedor, face à concorrência (aplauso para a iluminação, um campo sempre tão difícil de acertar nos nossos restaurantes), e a comida bate-se aos pontos, ou supera-a, no caso do que sai da grelha. Mas esmiucemos um pouco mais o assunto.

 

 

 

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publicado às 09:00

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Quando em finais de Maio de 2015 visitei a Taberna do Mercado, de Nuno Mendes, em Londres, gostei muito de falar com António Galapito, o chefe executivo da casa. Foi uma refeição memorável, em que experimentámos quase a carta toda. No final, lá apareceu ele, com o seu ar de miúdo, bem disposto e meio desajeitado na forma de comunicar (com três gestos em cada duas palavras). Nos 15/20 minutos que falámos deu para perceber que adorava o que fazia e que lhe estava dar um grande gozo, tal como a Nuno Mendes, estar ali, naquela zona mais alternativa de Londres, a fazer uma cozinha portuguesa com um valente twist e completamente fora do padrão do restaurante very typical luso no estrangeiro.

 

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publicado às 12:56


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Três autores há vários anos ligados à gastronomia e vinhos criaram este espaço para partilhar com todos os interessados os seus pontos de vista sobre o tema (ver "carta de intenções").

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Comentários recentes

  • Miguel Pires

    Oops, já corrigido. Agradeço o reparo.

  • Martinho Cruz

    Tudo bem. Vega “Cecília” é que me ultrapassa.....

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    Esta é uma boa notícia para esta altura do Natal.....

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    Acho, João Faria, que coloca a questão nos termos ...

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