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Aqui há uns meses, passeava em Ponta Delgada, quando reparei que vários restaurantes locais participavam na etapa regional de um concurso denominado: “Adoramos a nossa Gastronomia com Coca-Cola”.

 

Pelo que percebi, esse concurso, que tem o apoio da AHRESP, teve várias etapas regionais e dará agora lugar, no final de Outubro, a um festival gastronómico, no Meo Arena, em Lisboa.

 

 

Segundo o comunicado de imprensa, os finalistas foram escolhidos pelo público e avaliados pelo chef Alexandre Silva e vão oferecer aos visitantes do evento “a possibilidade de saborear 14 dos pratos que melhor exaltam a Portugalidade”.

 

Entre esses pratos, que representam as diversas regiões do país, há, por exemplo, um bacalhau com broa (Braga), choco frito (Setúbal), cataplana (Algarve), feijoada à transmontana (Vila Real) e cabrito assado (Viseu).

 

Recentemente, no congresso Gastronomika 2015, em San Sebastian, gostei muito da apresentação do André Chiang sobre sumos fermentados. Dizia o chefe do restaurante André, em Singapura que um dos maiores problemas dos refrigerantes, ou até mesmo dos sumos naturais, é que além de não terem a complexidade necessária para acompanhar certos pratos, eram suficientemente doces para alterar as suas características (dos pratos), arruinando-os. Foi essa a principal razão que o levou, então, a desenvolver uma série de sumos fermentados, para os seus clientes que não consomem bebidas alcoólicas.

 

Creio que não é preciso vir um chefe de cozinha do outro lado do mundo dizer-nos que é duvidoso que alguém, com um palato minimamente desenvolvido, aprecie um cabrito assado acompanhado de um refrigerante açucarado com caramelo.

 

Porém, a questão principal vai além da mera ligação de sabores ser ou não adequada. A questão prende-se, sim, em minha opinião com a apropriação de valores que mexem com o património gastronómico de um país.

 
Nada me move contra a Coca-Cola, ou contra a associação de chefes e/ou entidades a marcas. Outros já o fizeram, e até nós já o fizemos (embora não com esta marca). Que patrocinem eventos, que promovam o lifestyle made in USA, “histórias felizes para comer”, ou até mesmo concursos de receitas tipo “a minha feijoada com Coca Cola”. Porém, será mesmo necessário deturpar a cultura gastronómica de um país, ainda para mais com uma associação forçada?

 

Coca-Cola com cozinha tradicional portuguesa, “pratos que melhor exaltam a Portugalidade”, a sério??? 

 

 

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publicado às 23:12


31 comentários

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De Anónimo a 13.10.2015 às 23:48

Miguel,
Se tivesses levado a coisa mais adiante ias perceber que a Coca Cola não quer fazer harmonizações com a Gastronomia Portuguesa, quer apenas criar um evento em torno da gastronomia.
Em cada região fiz um jantar para alguns convidados da coca cola e adivinha o que foi servido de bebidas? vinho! Também havia coca cola para quem queria, mas existindo vinho sabes como é.

Abraço
Alexandre Silva
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De Miguel Pires a 14.10.2015 às 00:24

Alexandre

A Coca-Cola pode não estar directamente a querer fazer harmonizações com a gastronomia portuguesa mas é óbvio que quer mudar hábitos. Pode até ser de uma forma mais sorrateira, mas é óbvio que é esse um dos objectivos (para não dizer, "o" objectivo).

abraço
mp
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De Miguel B. a 13.10.2015 às 23:59

o Chef José Avillez foi um dos percursores desta associação com a Coca Cola e nunca ouvi ou li comentários negativos sobre essa parceria...
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De Miguel Pires a 14.10.2015 às 00:36

Em relação ao Avillez, não me recordo de legitimar a associação entre a bebida e a cozinha tradicional portuguesa. Contudo, como escrevi no post, o que critico não é a associação entre um chefe e uma marca, mas sim, a tentativa sorrateira da Coca Cola querer associar-se a um património que culturalmente não é o seu.
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De Anónimo a 14.10.2015 às 00:42

Pois, o tema do post é relativamente à ligação da marca e da gastronomia portuguesa.

Mas ao contrário de ti Miguel, faz-me muito menos confusão o que a Coca Cola faz e os milhões que gasta nisso para reposicionar o produto e vender mais, do que a associação de chefes e outras organizações a algumas marcas. Não dá para generalizar, mas nalguns casos não gosto mesmo, ficam descredibilizados, é impossível não ficarem.
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De Paulina Mata a 14.10.2015 às 13:09

Ontem fui-me esquecendo de assinar os comentários. Para não haver confusão este comentário é meu.
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De Miguel B a 14.10.2015 às 23:10

Obrigado pela resposta.
Segundo a minha interpretação do "post" do Miguel Pires a questão estava relacionada com a má combinação entre um "refrigerante caramelizado" e determinados pratos mais "elaborados".
Relembrei apenas que esta combinação já tinha sido sugerida numa série de 46 (?) episódios do Chef Avillez patrocinada pela Coca-Cola, sem que tenha lido ou ouvido comentários negativos, talvez por falta de informação minha.
Apenas isto!
Aproveito para referir que nunca, mas nunca, associo Coca-Cola a qualquer refeição de qualidade e que sou grande apreciador do trabalho do Chef Avillez.
Mas reitero o meu comentário, nunca ouvi críticas negativas quando o Chef Avillez associou a Coca-Cola a uma gastronomia mais elaborada. Talvez por ser um Chef mais mediático e consensual...
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De Miguel Pires a 15.10.2015 às 11:41

Oiça, o post parece-me claro e a minha resposta ao seu comentário também. Se quer insistir ou interpretar como faz neste seu comentário, não posso fazer nada.

Perece-me bem claro que a razão deste post é a ligação da Coca Cola com a cozinha tradicional portuguesa. Volto a transcrever:

"Nada me move contra a Coca-Cola, ou contra a associação de chefes e/ou entidades a marcas. Outros já o fizeram, e até nós já o fizemos (embora não com esta marca). Que patrocinem eventos, que promovam o lifestyle made in USA, “histórias felizes para comer”, ou até mesmo concursos de receitas tipo “a minha feijoada com Coca Cola”. Porém, será mesmo necessário deturpar a cultura gastronómica de um país, ainda para mais com uma associação forçada?"
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De Paulina Mata a 14.10.2015 às 00:13

Esta tentativa de posicionar a Coca Cola como um acompanhamento de pratos tradicionais já vem muito de trás. Há alguns anos, não sei quantos, mas encontrei o que está no link no fim da frase e por isso deve ter sido já há uns 8 anos, houve uma enorme campanha da Coca Cola para a colocar como acompanhamento de sardinhas.
http://www.meiosepublicidade.pt/2007/03/Coca_Cola_n_o_se_quer_separar_/

A Coca Cola é uma empresa que investe o dinheiro como muito bem entende. Faz as campanhas que muito bem entende. Se esta tentativa de posicionar a Coca Cola como acompanhamento de refeições vem sendo feita há quase uma década é porque resulta. Já a ligação da ARHESP ou de chefes entendo menos, mas deverão ter as suas razões.

Agora uma coisa, fermentar sumos para clientes que não consomem alcool é que me parece um pouco estranho. Tal como com as uvas a fermentação dos açúcares dá o alcool do vinho, a fermentação de sumos de fruta dá alcool. Pois que use sumos fermentados, até poderão ser bons e fazer sentido, agora com esse fim é que não.

Já parece um caso aqui há anos de uma receita saudável, sem sal, dada por um chefe. Para o substituir, usava molho de peixe tailandês, que por sinal tem um teor altíssimo de sal.


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De Miguel Pires a 14.10.2015 às 01:01

Paulina,

"A Coca Cola é uma empresa que investe o dinheiro como muito bem entende". Obrigado por me elucidares sobre esse aspecto que desconhecia. Se te parece que esta associação é inocente e correcta, tudo bem. Eu não acho.

Quanto ao resto não vou discutir ciência contigo. Contudo, se quiseres, ponho-te em contacto com o André Chiang . Talvez ele te explique de uma forma correcta como elabora os sumos fermentados que, por exemplo, nos serviu no jantar que decorreu na semana passada no Azurmendi .
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De Anónimo a 14.10.2015 às 01:40

Miguel

A gastronomia portuguesa não se "salva" metendo-a numa redoma e não deixando que nada lhe toque. A gastronomia portuguesa salva-se pela sua qualidade. E neste caso ninguém lhe toca, até estão a divulgar.

Cada um bebe o que quer a acompanhar refeições ou noutras situações. Eu às vezes até bebo Coca Cola e com algumas coisas até gosto. Se acho que é o acompanhamento ideal para os pratos portugueses, isso já não acho.

Sinceramente não vejo problema de maior. Quem quer bebe, quem não quer não bebe. Não vejo diferença entre associar a Coca Cola à gastronomia ou ao lifestyle.

A gastronomia é um património valioso, mas não se preserva metendo-o numa redoma e considerando um crime qualquer associação que consideramos menos nobre. Preserva-se pela qualidade e pela educação. Nunca pela proibição.


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De Miguel Pires a 14.10.2015 às 12:35

Paulina

1 - quem falou em proibição? (Eu não)

2 - dizes que "a gastronomia portuguesa não se "salva" metendo-a numa redoma e não deixando que nada lhe toque" e eu concordo.

O mundo evoluiu o conhecimento e as técnicas evoluíram e os produtos também, por isso é normal que o receituário ou, em geral, o património gastronómico de um país sofra pequenos ajustes com o tempo. Agora, ajustar é uma coisa, descaracterizar é outra.

Esta acção da Coca Cola desvirtua a gastronomia portuguesa. Para aumentar o consumo (ainda que indirectamente) força uma associação de sabores que nao combinam e é culturalmente anómala.

Uma marca não pode querer dizer num momento que é um "perfect partner" da McDonald's (como já vi em anúncios) e ao mesmo tempo querer promover a cozinha tradicional portuguesa e “pratos que melhor exaltam a Portugalidade”. Sem estar a querer fazer piada, simplesmente não cola, percebes?

Mas quanto à estratégia de imagem da marca é lá com eles, quanto protecção da gastronomia portuguesa acho que devemos tomar posições e esta é a minha.

Este tipo de polémica faz com que se debatam estes assuntos (como aconteceu com o caso do pastel de bacalhau com queijo da serra) e acho que isso também é educar, ou pelo menos uma tentativa de consciencializar o meio.
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De Anónimo a 14.10.2015 às 13:20

Miguel

Que fique bem claro. Eu concordo contigo em quase tudo isto. Assino por baixo de quase tudo o dizes.

A Coca Cola não liga nada com a nossa comida. É uma campanha que para mim não faz sentido. E nem entendo que insistam nisso há 10 anos. Mas há gostos para tudo, eles fazem o papel deles e quem gosta come. É só isso.

O que me fez reagir mais, não foi nada disto, nisto concordamos em absoluto. Já não concordo tanto contigo quando dizes que esta campanha descaracteriza a nossa cozinha. Acho que a coca cola não é assim tão importante e a nossa gastronomia tem solidez suficiente para alguns a acompanharem com coca cola. A associação é forçada, despropositada, mas acho que não belisca nada.
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De Carlos Alexandre a 14.10.2015 às 13:42

Citação 1:
«Uma marca não pode querer dizer num momento que é um "perfect partner" da McDonald's (como já vi em anúncios) e ao mesmo tempo querer promover a cozinha tradicional portuguesa e “pratos que melhor exaltam a Portugalidade”. »

Porquê? Só porque não? O mercado da ribeira não é o melhor exemplo deste aparente paradoxo (associação de chefs reputados pela alta cozinha, a fast food)? O Avillez não vendia a imagem nas empadas tolinhas de fast food, com batata frita de pacote, mantendo um restaurante com 1 estrela (na altura)? Ou há moral, ou todos comem...


Citação 2:
«protecção da gastronomia portuguesa»

Miguel, acha mesmo que é por causa de uma ação de marketing que as pessoas vão passar a fazer associações que não sabem bem? Toda a gente conhece o sabor da Coca Cola. Não é nada de novo. Toda a gente sabe quando é que sabe bem. E sabe bem em muitas ocasiões. O que vai acontecer é o aumento de vendas, não pela mensagem em si que é transmitida, mas sim pela presença e visibilidade com esta ação. As combinações com comida vão continuar a ser o que eram.



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De Miguel Pires a 15.10.2015 às 11:55

Em relação à sua resposta à citação 1

Parece-me que há uma grande diferença entre o "fast food " do da McDonald's e "fast food" que os chefes fazem no Mercado da Ribeira.
Quanto ao projecto das empadas do Avillez, bom, se calhar por alguma razão ele se desligou dele - mas isso só o próprio lhe poderá dizer.

Quanto à citação 2:

Estas coisas não são automáticas. Acho mesmo que é por uma ação de marketing contínua que, a pouco e pouco, se vai reeducando o gosto e mudando os hábitos. Está nas cartilhas da actividade. Caso nunca o tenha feito, leia o Kotler ou outros gurus da área, que vai perceber isso.
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De Anónimo a 14.10.2015 às 00:34

Já agora, uma informação relacionada com os sumos fermentados. O Mestrado em Ciências Gastronómicas tem uma cadeira (dada no ISA) de Alimentos Fermentados em que os alunos fazem (há 7 anos) espumantes com base em infusões (por exemplo lúcia lima) ou sumos de futos.

Há 5 anos anos esses espumantes até foram servidos na Taberna 2780.
http://2780taberna.blogspot.pt/2010/05/nova-bebida.html
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De Paulina Mata a 14.10.2015 às 00:43

Este anónimo sou eu.
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De Anónimo a 14.10.2015 às 02:17

Relativamente à presença de alcool tenho que corrigir o que disse.

O Miguel mandou-me uma foto do Adré Chiang a apresentar os sumos fermentados. Pelas fotos vi que o que ele tem e a forma como os faz é um pouco diferente do processo que eu estava a referir. (Também reconheci, porque os nossos alunos também o fazem nas aulas práticas numa cadeira dada no ISA, mas com chá).

A técnica que ele usa é uma década ancestral chinesa para produzir Kombucha. Neste caso a fermentação não é feita só por leveduras, mas por uma mistura de leveduras e bactérias. E estas transformam o álcool que se forma em ácido acético. A bebida fica ácida, mas com pouco alcool (no caso da Kombucha 0,5 a 1%).

Quer isto dizer que quando vi só fermentação assumi uma coisa (um processo de fermentação mais comum no ocidente) e disse asneira. Peço desculpa. Depois de ver a foto fiquei com mais informação e vi que a situação é diferente (uma técnica comum no oriente para chá).

Aqui fica a correção. Os fermentados devem ter de facto pouquíssimo alcool.
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De Paulina Mata a 14.10.2015 às 13:22

Este anónimo também sou eu .
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De Anónimo a 14.10.2015 às 11:39

Ao autor,

Já pensou que provavelmente sem esta marca, nunca a AHRESP teria meios para fazer um evento que percorreu Portugal de norte a sul e que à porta de cada restaurante eleva a gastronomia portuguesa?!

Já agora...quando outros chefes se associaram a caldos Knorr e outros que tais não ouvi comentários e para mim é bastante mais grave...

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De Miguel Pires a 14.10.2015 às 12:56

Ao anónimo,

Portanto, qualquer coisa vale. Por essa lógica se uma marca de óleo de colza bater à porta da AHRESP para promover um evento que valorize a dieta mediterrânea, a associação aceita, é isso?

Tudo bem, a verdade não me aquece nem me arrefece que a AHRESP apoie a iniciativa, afinal está a defender os interesses dos seus associados. Não me venha é dizer que com este parceiro - que não tem nada a ver com a cozinha portuguesa - está a elevar a gastronomia portuguesa. Haja um pouco de decoro.

Quando à segunda parte, acho piada, já é o segundo comentário que tenta desviar o assunto para outro foco. Sim, não acho dantástico que um membro da direcção da Associação de cozinheiros profissionais apareca na tv a anunciar um caldo Knorr, mas a verdade é que não vejo essa pessoa (Carlos Madeira), pelo menos nesta campanha, a querer associar esse produto à cozinha tradicional portuguesa. É essa é que é a questão.
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De Miguel Pires a 14.10.2015 às 12:58

(Correcção: Fantástico e não dantástico)
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De Paulina Mata a 14.10.2015 às 13:30

Estas coisas não são fáceis. Podem envolver muito dinheiro e por vezes ele é necessário. Há instituições e chefes (e não chefes) que associam a cara e o nome a determinadas marcas. Cada um deles terá as suas razões para tomar as decisões que toma.
Sinceramente, não me sinto com direito a criticar ninguém por isto. Mas que há coisas que para mim deixam algumas marcas. Isso deixam.
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De João Faria a 14.10.2015 às 13:29

Sendo sucinto, estou em total concordância com o post do Miguel. Cada um faz o que quer, cada marca posiciona-se com a estratégia que acha mais correcta, óbvio. Mas não sejamos inocentes, como denota Alexandre Silva no seu comentário. O objectivo desta iniciativa é claro, mesmo que para alguns não seja explícito.

Um objectivo que, no meu entender, não deve ter a anuência de entidades com responsabilidades no sector da cozinha portuguesa.
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De Paulina Mata a 14.10.2015 às 13:33

Já agora, Miguel, obrigada por teres posto este post. estava com saudades de um debate assim.
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De teixeira a 14.10.2015 às 19:40

O debate já gerou, por enquanto, cerca de 25 comentários. A Coca-Cola agradece!
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De Miguel Pires a 15.10.2015 às 11:55

óptimo, nós também.
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De teixeira a 15.10.2015 às 20:10

Que bom Miguel! Só uma curiosidade, se não for impertinente. Você toma Pepsi? Eu, não! Desculpe, nenhuma das duas.
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De André a 16.10.2015 às 13:36

Chanfana com Coca-Cola é para meninos :D Nada de novo: - há muitos anos, um familiar topou-se várias vezes com malta avulsa acompanhando morcela com Dr. Pepper, pelas veredas da ilha Terceira... E quantas alheiras não vi eu afogadas em Joy e Trinaranjus pelo meu querido Trás-os-Montes fora?
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De Manuel a 16.10.2015 às 16:23

Eu até posso perceber a ideia, mas não concordo com ela, por uma questão referida pelo Miguel: adaptação aos tempos.

Podemos não associar Coca-Cola a cozido e sardinhas, mas o facto é que eu, com 30 anos, vivi 15 anos a comer cozido, feijoada, sardinhas e outros pratos típicos com Coca-Cola, e por isso está presente. Os meus pais não me iam por a beber vinho para manter a tradição gastronómica (piada e exagero meu).
Esta associação faz confusão porque nós com 30 somos a primeira geração a ter amplo acesso a Coca-Cola e outros refrigerantes, mas será algo que, por tão presente, no futuro não será assim tão esquisito.
Aliás, a Coca-Cola ajuda a desenfartar o cozido com uma bela sessão de arrotos (vá, outro exagero meu).

Mas ainda bem que crescemos e podemos começar a beber vinho!

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