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É em Junho começa normalmente a loucura dos aficionados por sardinhas. Juntam-se a fome e a vontade de comer, que é como quem diz: os meses de espera com os dias quentes ao ar livre, impulsionados por arraiais e festas populares, um pouco por todo o país. 

 

Ao contrário do que por vezes se diz há sardinhas todo o ano. Contudo, é no Verão quando estão gordas que são mais saborosas. E este ano tivemos boa sardinha cedo, pelos santos populares, o que cada vez menos acontece dado que as alterações climáticas estão a empurrar a sua época mais para a frente. Porém, apesar de ter começado a consumi-las cedo, desde que as vi com bom aspecto nas vitrines dos restaurantes ou na banca da Açucena Veloso (no Mercado 31 de Janeiro ao Saldanha, Lisboa) foi por estes primeiros dias de Setembro que comprei, preparei e comi as melhores sardinhas do ano. 

 

Muitas apreciadores deste peixe, de sabor único e nutricionalmente rico, lamentam o facto de não as cozinharem por lhes empestarem a casa. Porém, isso não tem de acontecer. Por exemplo, eu asso-as no forno e o aroma que fica é baixo. Quando estou em dia de menor esforço limito-me a colocá-las inteiras (com vísceras e tudo) num recipiente, com sal e um fio de azeite e levo-as ao forno por 15 minutos. 

 

 

Porém, com estas bem formosas de Setembro filetei-as antes de as assar no forno, com o mesmo tempero, em cima de uma grelha e com um tabuleiro por baixo para aparar a gordura que largam. Optei por fazer este corte, em vez de assá-las inteiras porque, além de terem um bom porte, ao descartar o excesso de gordura (e as vísceras) evito ainda mais a pulverização do aroma no exterior. Gosto ainda de lhe dar uma queimadela por cima, com o maçarico, para obter um sabor mais característico, o que não aconteceu desta vez por não estar operacional.

 

O acompanhamento foi o tradicional: batata cozida e salada de tomate. Só faltou o pimento assado.

 

Agora ide, que elas ainda andam por aí. Frescas e boas. 

 

 

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publicado às 11:47


1 comentário

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De Jorge Guitián a 07.09.2014 às 11:17

Aquí en Galicia hay un dicho que afirma "Polo San Xoán a sardiña molla o pan", aludiendo a la grasa que el pescado tiene por esa fecha. Normalmente se entiende que es porque en esa fecha es cuando están en su mejor momento, aunque yo creo que habría que tenderlo como "Polo San Xoán a sardiña XA molla o pan", es decir, que es entonces cuando empieza a estar bien. Personalmente, creo que las mejores empiezan, como dices, a final de agosto o primeros de septiembre y pueden durar hasta octubre. Al menos eso decía mi abuela, de Vilanova de Arousa, una de las zonas de mayor producción tradicional en Galicia. Creo, además, que es un gran momento para acercarse a probar platos con sardina a restaurantes como Solla o Culler de Pau, capaces de demostrar una sutileza en ese pescado que mucha gente ni imagina. Saludos!

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