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Imagine que era o dono deste restaurante simples da Baixa lisboeta que vê na foto, e que de um dia para o outro via a casa ser invadida de jornalistas e clientes em busca dos pratos especiais que teriam levado o Guia Michelin a atribuir-lhe uma estrela. Bom, o exemplo pode ser exagerado mas foi mais ou menos o que aconteceu, recentemente, com  a chegada da edição francesa de 2017 do famoso guia vermelho (que deu aos gauleses mais um 3 estrelas, o Le 1947 au Cheval Blanc, de Yannick Alléno, em Courchevel).

 

 

Os inspectores da Michelin atribuiram uma estrela ao restaurante de fine dining Bouche à Oreille, nos arredores de Paris. Porém, no guia, confundiram-no com um restaurante simples, com o mesmo nome, situado numa cidade a sul da capital, Bourges. Ao que parece a confusão deveu-se ao facto, não só dos nomes serem iguais, mas também por estarem localizados em duas ruas com nomes parecidos, a Route de la Chapelle (o primeiro) e Impasse de la Chapelle (o segundo).

 

Segundo conta o diário inglês Telegraph, quando a imprensa e os novos clientes chegaram a Bourges em busca do restaurante galardoado depararam-se com um establecimento popular nas redondezas pelos seus menus de almoço de comida simples e barata (menu com entrada, prato do dia e, por vezes, um prato de enchidos e salada, por 12.50 euros). 

 

Ainda segundo o jornal inglês, quando os responsáveis do guia se aperceberam apressaram-se a pedir desculpas pelo engano. Porém, Verónique Jacquet não ficou aborrecida com o acontecimento. Acabou por ganhar publicidade à borla e um convite para uma refeição no verdadeiro vencedor. É que ao ao saber da troca insólita Aymeric Dreux, chef do Bouche à Oreille vencedor da estrela, levou a coisa com humor. "liguei à Madame Jacquet, em Bourges, demos uma boa gargalhada e convidei-a para vir ao restaurante experimentar o que fazemos. E, se tiver pelas redondezas, passarei lá para almoçar e beber uma cerveja no restaurante dela", referiu ainda ao Telegraph.

 

Num país onde existem 616 restaurantes estrelados um impulso mediático para quem ganha "apenas" uma estrela Michelin também não é nada mal vindo. A propósito, foram 70 as novas estrelas atribuidas e, no total, França passa a ter mais 16 em relação a 2016. Entre as novidades, além do novo 3 estrelas de Yannick Alléno, em Courcheval, nos Alpes franceses (que se junta aos 26 que já tinham a tripla) destaca-se ainda a atribuição de 12 novos duas estrelas, entre eles ao  Le Pressoir d'Argent, de Gordon Ramsey, em Bordéus, e ao La Grenouillère de Alexandre Gauthier's, em La Madelaine-sous-Montreuil.

 

Quanto ao restaurante lisboeta Aldea, referido no inicio do texto, não consta que o chefe luso-descendente George Mendes tenha aberto ou pretenda abrir, em Lisboa, uma sucursal do seu espaço novaiorquino que conta com uma estrela Michelin, já há uns bons anos. 

 

 

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publicado às 14:00


3 comentários

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De Antonio Capucho a 23.02.2017 às 14:06

A Michelin no seu melhor....
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De Antonio Capucho a 24.02.2017 às 08:07

A Michelin no seu melhor...
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De Adriano a 28.02.2017 às 16:27

É o rigor do guia Michelin.

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