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Nuno Mendes na cozinha do Chiltern Firehouse (Foto: Nicholas Kay)
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Como habitualmente, nesta altura do ano, estou em Londres a propósito da cerimónia do The World  50 Best Restaurants, que se realiza esta segunda feira à noite. Estes dias que antecedem aquele que é o acontecimento gastronómico mais mediático do ano são aproveitados pelos muitos jornalistas e chefes presentes na capital inglesa, para participarem nos vários eventos paralelos e conhecerem as novidades da cidade, que tem, sem dúvida, uma das mais vibrantes dining scenes do mundo. Um dos restaurantes que neste momento faz maior furor por aqui é o Chiltern Firehouse, o novo projecto de Nuno Mendes, que como é sabido saiu recentemente do Viajante - que entretanto vai mudar de nome ficando o chefe português com os seus direitos de utilização num espaço que conta abrir a médio prazo, numa outra localização.   

Aspecto geral da sala principal e da cozinha (foto: Nicholas Kay)

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Jantei lá na passada sexta-feira e fiquei muito bem impressionado com o que vi: um ambiente festivo numa sala de 120 lugares cheia (segundo Nuno Mendes tem sido assim todos os dias e, praticamente, a rodar duas vezes), uma cozinha fantástica e enorme aberta para a sala, um chefe visivelmente satisfeito e uma comida com alma, identidade e confortável.

 

photo 1.JPGsnack bem ao estilo Viajante: puré e rebentos das primeiras ervilhas do ano 
photo 2.JPGtruta salmonada e um molho a atirar para origens mexicanas 

photo 3.JPG

pannacota gelada, merengue braseado e granizado de ervas (shiso e rama de funcho):top, top top! era fã de uma versão parecida, com pepino, que o português fazia no Viajante mas esta conjugação de sabores, texturas e temperaturas não fica atrás. 

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Quem for ao Chiltern Firehouse encontrará alguns clássicos revisitados, como bife tártaro e salada César misturados com pratos de autor ao estilo do Viajante (e do Corner Room). Chamam-lhe "nova cozinha americana", mas Nuno Mendes diz que é apenas a sua visão da cozinha de Nova Iorque, onde viveu 6/7 anos. Com um toque português e de influências das suas passagens por outros mundos. Sobre este jantar escreverei numa das próximas edições da revista Wine. Para já ficam estas primeiras impressões, fotos e um conselho: a não perder para quem for ou estiver em Londres.  

 

Mesa Marcada em Londres com o apoio da TAP

 

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publicado às 18:45



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