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Como noticiámos aqui, na noite passada, a partir de Agosto Miguel Rocha Vieira será o novo chefe de cozinha do restaurante e hotel Fortaleza do Guincho. Com a notícia ainda bem a quente, a partir de Budapeste (onde ainda se encontra), o chefe português acedeu responder a algumas perguntas que lhe colocámos por email. 

 

MM (Mesa Marcada): Já há muito tempo que demonstravas vontade de regressar a Portugal, onde chegaste a ver lugares para abrir um restaurante teu. Porque é que não se concretizou?

 

MRV (Miguel Rocha Vieira): É verdade. Estou há alguns anos a “programar” o meu regresso a casa. Estive a procura de alguns locais, em Lisboa, para abrir algo meu e estive também em contacto e negociações com algumas empresas hoteleiras, de norte a sul do país. A verdade é que, por uma razão ou outra, as coisas acabaram por não ir para a frente e fui ficando por Budapeste. Sempre tive claro que qualquer que fosse o meu próximo passo, mesmo que a vontade de regressar a casa fosse muita, seria um passo dado em frente e não para o lado, ou para trás. Ou seja, um passo onde possa continuar a fazer o que tenho feito cá fora. Hoje posso-te dizer que esta espera toda valeu a pena. Estou muito feliz de regressar e de entrar pela porta de um estabelecimento com todo o prestígio como o da Fortaleza do Guincho.

 Prato Miguel R Vieira_ Costes_xpatloop.jpg

prato de Miguel Rocha Vieira no Costes (Budapeste)

 

MM: Quando soubeste que Vincent Farges ia sair do Fortaleza do Guincho e que os responsáveis procuravam um chefe com experiência e, de preferência português, percebeste logo que te podias encaixar no perfil? (português, estrela Michelin, com vontade de regressar...)

 

MRV: Claro que sim! Soube dessa notícia por vocês (Mesa Marcada) e a primeira coisa que fiz foi mandar um email ao Vincent para saber se era mesmo verdade. Sou natural de Cascais e, já lá vão uns anos,  quando comecei nisto da cozinha, sempre olhei para a Fortaleza como o sítio onde me via a trabalhar um dia que decidisse voltar ao meu país. Coincidência ou não, a verdade é que tudo isso está prestes a concretizar-se e que sou um homem feliz.

 

MM: Sentes algum peso por assumir os comandos da cozinha de um restaurante com um passado tão ilustre?

 

MRV: Sinto que e uma grande responsabilidade e, sem dúvida, um grande desafio, mas também sei que se não tivesse preparado para tal, nunca o aceitaria. A Fortaleza do Guincho é uma casa com um grande nome, com uma grande história e que está associada a qualidade. A mim só me resta continuar todo o excelente trabalho que tem vindo sendo feito até agora.

 Miguel Vieira na Rota das Estrelas (foto Miguel Pi

Miguel Vieira com Benoit Sinthon, no Funchal, numa das etapas da Rota das Estrelas

 

MM: Que planos tens para o Fortaleza: dar continuidade ao que foi feito até agora e ir introduzindo as tuas ideias, pouco e pouco, ou criar uma rotura e introduzir logo de inicio a tua marca?

 

MRV: Este é um projecto a longo termo. Temos que avaliar tudo muito bem antes de fazer mudanças. Assim que as mesmas serão progressivas e todas com uma razão de ser. A primeira coisa a fazer é sentar-me e ouvir todos os meus colaboradores e clientes. Uma vez que tenha uma figura clara na cabeça, aí sim, começaremos, pouco a pouco, com as mudanças que achemos que sejam necessárias. 

 

MM: O Fortaleza vai continuar a ser um restaurante de cozinha francesa com produtos maioritariamente portugueses?

 

MRV: Tirei o meu curso numa escola de cozinha clássica francesa, trabalhei em França e sou um apaixonado da cozinha Francesa. Contudo, isso não quer dizer que essa seja a cozinha que eu pratique. A Fortaleza continuará a ser um Hotel/Restaurante, no Guincho, onde faremos a cozinha do “Miguel” no Guincho. Uma cozinha de autor, de produto, de temporada, uma cozinha com amor, onde tentaremos usar ao máximo o produto nacional e sem nunca esquecer onde estamos localizados.

 

MM: O que pensas que poderás trazer de novo ao restaurante?

 

MRV: Não sei… Uma lufada de ar fresco? Talvez por ter vivido tantos anos “cá fora” tenha outra maneira de ver e fazer as coisas. Tentarei trazer e implementar todo o meu “savoir faire”, a minha juventude, o meu amor e o respeito pela profissão.

 

MM: Quando começas?

 

MRV: Ainda não temos datas definidas mas será com certeza em Agosto.

 Prato Miguel R Vieira_ Costes.jpg

prato de Miguel Rocha Vieira no Costes (Budapeste)

 

MM: Vais continuar a fazer o MasterChef ou outros programas de televisão?

 

MRV: Fazer televisão nunca foi um objectivo mas sim mais um desafio que surgiu. Diverti-me imenso com as duas temporadas do MasterChef mas de momento ficamos por aí. Não sei se a TVI quer gravar ou não mais uma temporada, como não sei se a produtora do programa conta comigo ou não, se eventualmente venha a gravar mais uma série. Quando chegarem propostas, se chegarem, então serão avaliadas. Agora a prioridade é a Fortaleza do Guincho e é nisso que me quero concentrar e dedicar.

 

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Vincent Farges sai do Fortaleza do Guincho

 

 Fotos: Trend Alert, Costes e Miguel Pires

 

 

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publicado às 13:03


1 comentário

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De Só entre nós - he a 09.06.2015 às 18:50

Entrevista em primeira mão!!
Parabéns Miguel e parabéns também ao Chef pelo convite e novo desafio.
Muito sucesso e conto passar pela Fortaleza brevemente.

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