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Por estas alturas da Páscoa nuestros hermanos españoles invadem-nos as calles um pouco por todo o país. Não sei se é impressão minha, ou se foi por ter tentado ontem ir a Sintra, mas parece que regressaram em força, depois de dois anos mais apáticos (por causa da crise) em termos de visitas. Mas ao contrário dos Filipes de 1580 as invasões de hoje são bem mais simpáticas e a imagem que levam também. Nos últimos tempos tenho ido várias vezes ao país vizinho e nunca senti tanto entusiasmo em relação ao nosso país (sobretudo em relação a Lisboa) como agora.

 

 

Vem isto a propósito da visita, esta semana, de um dos mais antigos e importantes jornalistas e criticos gastronómicos espanhóis, José Carlos Capel, que é também o director do Madrid Fusión. Capel, veio com sua mulher, a igualmente jornalista e crítica de gastronomia Julia Pérez Lozano (do El Mundo e Gastroactitud) e ambos estavam maravilhados com a cidade, como deixaram patente nas suas contas do twitter, ou em crónicas como  "A sardinha de Lisboa", publicada hoje no blogue Gastronotas de Capel (integrado no site do El País) - e onde faz uma observação muito oportuna: "¿Por qué la ONG Oceana  en San Sebastián el pasado día 17 de marzo se olvidó entre otras muchas cosas de convocar a algún cocinero de Portugal, país con uno de los mayores índices de consumo de pescado del mundo?" .

 

Aliás, Capel, ao contrário da grande maioria dos seus colegas portugueses - da sua geração ou mais novos, cujas redes sociais lhes passam ao lado (com algumas excepções no Facebook) - usa o Twitter (onde tem cerca de 30 mil seguidores, como @JCCapel) de uma forma interessante, com as suas mensagens organizadas por hashtags que facilitam bastante a procura. 

 

As mais aguardadas são sempre as #MicroCríticasCapel, onde de uma forma sucinta (a isso obriga o Twitter) descreve e pontua os principais restaurantes por onde passa. Ora vejamos o que disse sobre as suas experiências na região de Lisboa: 

 

Por ordem decrescente de pontuação (P): 

 

(2*)  : "Cocina de inspiración local con técnicas españolas y francesas P7,5"

 

 (23 Março): "El mundo vegetal de chef evoca y Audacia portuguesa P7"

 

(29 Março):"Las tradicionales tapas y raciones de bien interpretada P7"

 

(30 Março): "La cocina japo de autor chef #PedroAlmeida recuerda a P7"

 

(30 Março): "es mejor chiringuito del mundo me dijo Siii. Pescados brasa excelentes" P 6"

 

, Encantador Pescados y salazones en recetas originales pero sencillas P 5,5

 

Num destes jantares, José Carlos confessou-me que estava surpreendido com a quantidade de pastelarias que havia em Lisboa. Porém, a maior surpresa foi mesmo a impressão que o bolo de chocolate da Landeau, deixou no casal:

 

"El mejor pastel de chocolate que he probado jamás: Landeau Chocolate. Con un punto subido de sal! Adictivo!!!", escreveu na mesma rede social Júlia Lozano.

 

Já o jornalista do El País deixava uma   : "Pastel de chocolate increíblemente bueno 3,50 € (Rua das Flores 70) Difícil olvidarlo". Já ontem, a partir de Madrid (e, pelos vistos, ainda sobre o efeito do chocolate), voltou à carga: "Insisto. Tomo café en casa con tarta chocolate comprada en (Rua Flores 74 Lisboa). No recuerdo nada igual". 

 

Será que vamos ter algum destes chefes ou mesmo um taller com Sofia Landeau no próximo Madrid Fusión? Cheira-me que algo se irá passar. Aguardemos. 

 

 

 

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publicado às 12:13


5 comentários

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De teixeira a 05.04.2015 às 21:40

Impossível negar a qualidade e o sabor do bolo de chocolate da Landeau, que não conhecíamos, e que, escoltado por um excelente Porto, encerrou nosso feliz Domingo de Páscoa. Magnífico. Só a gula nos impediu de prosseguir em mais uma fatia. Obrigado ao blog.
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De Miguel Pires a 06.04.2015 às 19:27

Também gosto bastante deste bolo, sobretudo, pelo seu equilíbrio em termos de doçura, muito diferente da bomba do famoso "o melhor bolo de chocolate do mundo".
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De Artur Hermenegildo a 06.04.2015 às 11:10

É a primeira confirmação de um crítico, que eu tenha visto, da grande qualidade do Areias do Seixo, que eu já tinha comentado aqui num outro post.

Evoca o Mugaritz e o Noma, claro, até porque o Leonardo Pereira por lá passou; mas a mim evocou-me também o trabalho do Pascal Barbot e do David Toutain.
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De Miguel Pires a 06.04.2015 às 19:32

Se eu fosse um falso modesto diria que a humilde opinião deste crítico numa rede social é anterior a esta do JC Capel.

https://instagram.com/p/xZmdHXA-Zc/?tagged=areiasdoseixo

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De Artur Hermenegildo a 07.04.2015 às 10:31

Sorry, não acompanho o instagram, pelo que não me apercebi

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