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Depois de no inicio de Junho ter publicado na Planeta a edição revista e aumentada do "Lisboa à Mesa - Guia onde comer, onde comprar", é com grande satisfação que vejo agora serem editadas as versões em espanhol e inglês, "Comer en Lisboa - Guia dónde comer, dónde comprar" e "Eat in Lisbon - the food lover's guide", respectivamente. 

 

 

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Estes dois livros partiram da ideia de fazer uma selecção de 150 lugares dos 350 que constam na edição portuguesa. O critério foi simples: foram escolhidos todos os estabelecimentos assinalados com o "favoritos" (50 restaurantes e afins e 25 lojas) e outros 75 espalhados pelos pontos da cidade mais frequentados por turistas e estrangeiros que habitam em Lisboa - o público alvo a quem se dirige este livro. A edição em espanhol já se encontra à venda em Portugal (com maior incidência na zona da capital) e chegará a um conjunto de livrarias seleccionadas em Espanha, entre elas a Casa del Libro, a maior rede do país vizinho (que inclui a emblemática loja da Gran Via, em Madrid). Já a edição em inglês chegará às livrarias portuguesas  (e outros pontos de venda seleccionados) entre o final de Julho e o inicio de Agosto. 

 

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Estas edições só foram possíveis graças ao patrocínio da Quinta dos Carvalhais (da Sogrape) e contaram ainda com o apoio dos chefes Nuno Mendes e Quique Dacosta e dos jornalistas/críticos gastronómicos de maior prestígio de Espanha, Carlos Maribona (Salsa de Chiles / ABC) e José Carlos Capel (Gastronotas de Capel / El País e presidente do Madrid Fusión). Aos quatro agradeço a amabilidade das frases de recomendação que constam na capa e na contracapa dos livros.

 

Por último,  aproveito também para referir que a edição portuguesa, além de estar à venda em Portugal (inclusive online), também pode ser adquirida no Brasil, no site da Saraiva (em breve, igualmente nas livrarias) e ainda na Tasca da Esquina de São Paulo.  

 

Posts relacionados:

Lisboa À Mesa - Guia, Onde comer, Onde Comprar. Cinco anos depois, ele está aí de novo (revisto e aumentado).

 

 

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publicado às 19:18


16 comentários

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De José Tomaz de Mello Breyner a 24.07.2016 às 10:48

Parabéns Miguel tu mereces
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De Mesa Marcada a 24.07.2016 às 12:01

Obrigado, Zé Tomaz
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De Carlos Alexandre a 24.07.2016 às 17:46

Aproveito a edição nestas línguas para felicitar, pelo menos pela versão lusófona, que tive a oportunidade de folhear.
Embora não tenha chegado a adquirir, gostei da opinião muito objetiva para cada restaurante, notando-se o cuidado de não envolver as componentes afetiva ou pessoal.
Até concordei com a maior parte das classificações, embora mesmo que não o fizesse, não retiraria o valor ao guia.
Realço que não gosto de guias para me guiar, mas sim para consultar após uma visita já depois de ter formado uma opinião.
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De Anónimo a 26.07.2016 às 22:04

Carlos Alexandre, se me permite, pesquisador faz muitos anos. nunca acreditei, nem apregoei, minha isenção. O que denota dois aspectos: ou sou um mau estudioso, ou sou parcial. A última hipótese! Sempre quis chegar do meu ponto de partida à conclusão que favorecia a minha vontade de ver o estudo terminado, com as hipóteses que me diziam mais de perto. Nunca neguei, nos textos, o contraditório, entretanto. Claro que um guia gastronómico é diferente, mais informativo, embora possa ter opiniões declaradas ou enclíticas . Porém, não gosto de guias. De qualquer natureza. Mutatis mutandi ", cinéfilo que sou, amador é claro, jamais leio uma crítica a priori de um filme. Só após. Portanto, estas considerações em nenhum momento são de desconsideração ao Miguel Pires, a quem parabenizo , pelo exaustivo trabalho de condensação. Imagino. Sem ter ainda folheado o guia. E se conseguiu não se envolver afectiva ou pessoalmente com os restaurantes pesquisados, fico cheio de inveja saudável. Morrerei sem ter conseguido imparcialidade. Por isto, detesto coerência. Porque o que vale hoje, possivelmente, amanhã será passado. O que torna os guias voláteis, em minha opinião. O bom restaurante de Julho ainda será em Fevereiro ? Estará aberto ? Ou fechado ? Quem sabe!
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De Carlos Alexandre a 04.08.2016 às 13:02

Caro Anónimo, realcei a isenção porque é a caraterística que não costumo constatar neste blog. E eu sou um fã desta caraterística.

Nota: Nem por isso se considere este comentário como uma crítica negativa, mas sim uma constatação que certamente resultará de opções de quem o gere. E só cá vem quem quer.
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De Anónimo a 06.08.2016 às 21:59

O blog tem uma característica de privilegiar, penso eu, a gastronomia, digamos, da elite. As casas, dentro ou fora de Portugal, de contas finais acima de dois dígitos. O que me surpreende, pela positiva, é o Miguel Pires, e tenho certeza que o fez, ter que suportar comentar, com independência também sei, restaurantes medianos, aqueles que nunca transitam pelo blog. Deve ter sido penoso? Acho que não! E também, sem os medianos, o guia poderia ter emagrecido muito, forçado pela dieta de só ser consumido pelos abastados.
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De Miguel Pires a 05.08.2016 às 13:53

Caro Carlos Alexandre

Peço desculpa pelo atraso na resposta ao comentário às felicitações que que me dirige e que agradeço.

Queria também acrescentar algo em relação à questão do imparcial/parcial do livro e deste blogue. Na verdade, retomo um comentário que fiz aqui em Janeiro último e que me parece apropriado:

"a maior parte dos posts do blogue têm um caracter opinativo, logo, os escritos não têm que ser imparciais (neste blogue, noutros, aqui, ou em qualquer parte do mundo). Acho que está a confundir com independência. Aí lamento informá-lo mas somos independentes de qualquer outra fonte".

E em relação ao livro, sendo ele um guia assumidamente de autor, tirando as partes factuais (contactos, morada, etc), ele não pode ser imparcial porque revela as minhas opiniões. Estas podem ser mais neutras ou mais entusiásticas, mas são opiniões. Aliás como consta na introdução do livro (que foi reproduzida neste blogue):

"sendo este um guia de autor, o mesmo exprime os meus gostos, vivências, valores, defeitos e incongruências".

Sinceramente, acho que, também no seu caso, está a confundir imparcialidade com independência.
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De Carlos Alexandre a 07.08.2016 às 15:50

Caro Miguel Pires, que muito estimo, que confusão que por aí vai!!!

Como pode comprovar, nunca usei os termos "imparcialidade" e "independência" porque não são vocábulos intuitivos
e, por isso, não podem ser usados no sentido que o senso comum nos propõe imediatamente.
Gostaria eu que se dedicasse tanto tempo ao estudo da linguagem quanto ao dos pokemons!

O que me aflge é que suporta o seu comentário na sugestão que eu não saberei distinguir as duas palavras que nem sequer usei.
Embora me seja muito querida, e por não ser trivial, não gosto muito de ir por esta via linguística.
Mas já que a seguiu, aqui vai a minha posição, se tiver paciência de ler (embora aconselho vivamente).


Numa escalada crescente de descredibilização, numa opinião, pode-se ser: objetivo, subjetivo, parcial, dependente.
Definição resumida de cada vocábulo (sem cópias tolinhas da internet):

-ser objetivo: anula-se o sujeito que proclama a afirmação; o sujeito tenta despir-se de toda a carga afetiva para proclamar uma opinião; quase impossível
de se conseguir, mas só a tentativa vale pelo esforço. Reflete-se claramente na fundamentação usada no texto e isso transparece para os outros.
-ser apenas subjetivo: é o que uma pessoa muito honesta faz; sem ter qualquer interesse declarado ou consciente, tenta emitir uma opinião que está
de acordo com os seus gostos, com as suas convições. Mas não cede a amizades, interesses, nem cede a pressões vindas de dependências.
-ser apenas parcial: pressupõe a existência de pelo menos duas partes. Nem que seja esta e as "outras". Aqui, favorece-se uma das partes, de um modo
consciente, por interesses que podem ser pessoais (de afetividade consciente mas recalcada de modo a chegar às conclusões que se pretende partindo de premissas manipuladas).
-ser dependente: "tem o rabo preso". Corresponde à parcialidade com compromissos, que não nos levam a poder dizer tudo o que gostaríamos. Ou seja,
a opinião explicitada reflete um compromisso que se tem com alguém, ou alguma entidade. Leva a formular um juízo que, não correspondendo de modo geral à
sua sincera opinião subjetiva, leva a considerações que só podem fundamentar uma apreciação favorável aos agentes da dependência, nos interesses em jogo.

Assim, ser objetivo é o que praticamente só uma pessoa dessocializada, ou de consciência acima donormal, consegue.
Ser subjetivo é o que se é em geral, socialmente. Tipo: "Gosto do que gosto e é a minha opinião."
Parcial, é quando há "amigos" em jogos. Tipo: "Estes dois estão par a par, mas este é melhor por ser meu amigo."
Dependente, é quando há compromissos em jogo. Tipo: "Pagam-me para isto."

Compreender-se-á então que:
-ser dependente é condição suficiente para ser parcial;
-mas pode-se ser parcial sem se ser dependente;
-pode-se ser subjetivo, sem ser parcial nem dependente.

No blog, sinto parcialidade, não podendo ajuizar com absoluta certeza se vem de dependência.
No livro, sinto subjetividade qb, mas não parcialidade e consequentemente, nada de dependência.

A meu ver, nenhuma destas caraterísticas é defeito. Tratam-se de formas de comunicar resultantes de uma sociedade que a isso obriga. Cabe ao leitor estar informado e ter saber "ler".

Aguardo sugestões para correção deste apressado comentário.

E mais uma vez, felicitações pelo guia!
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De Anónimo a 08.08.2016 às 13:18

Carlos Alexandre li e reli o teu texto. Ficou-me uma dúvida. Não é, então, um defeito a parcialidade vindo da dependência? É tão-somente uma forma de comunicar? Obrigado, se tiver a paciência de me esclarecer. Até mesmo por pensar diferente e considerar que é um defeito.
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De Carlos Alexandre a 09.08.2016 às 14:58

Cabe a cada leitor julgar.
Mas vejamos.

Quando nas notícias de um canal falam de uma telenovela produzida no canal e não falam de outra, essa parcialidade vem de dependência. O que não quer dizer que a telenovela não seja boa.

Quando um restaurante aconselha alguns vinhos cuja margem de lucro melhorada advém de um volume de vendas, a parcialidade advém da parcialidade. O que não quer dizer que o vinho não seja bom.

Quando num blog se fala de um restaurante exaltando as suas qualidades e evitando aflorar as suas limitações, pode vir de dependência. Mas aqui também não quer dizer que o restaurante não seja bom.

Vivemos embebidos nesta relação de simbiose.
Mas é claro que o leitor tem de ter olhinho para saber ler no contexto.
E cada vez mais leitores conhecem o jogo.

Penso eu.
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De Duartecalf a 10.08.2016 às 17:06

Carlos,

Um canal vende conteúdos e vive de audiências, é normal que publicite os seus produtos.

Um restaurante vende comida e vinhos, é normal que tente vender os pratos e vinhos que lhes dão mais margem.

Um blog sobre gastronomia, sendo de crítica ou informativo, não vende coisa nenhuma, não é assim tão natural que tente privilegiar certos restaurantes/produtos/chefs. Tanto que, quando acontece haver patrocínio, o mesmo é assinalado.

Isto para dizer que insinuar dependência deste blog não é dizer que é uma forma de comunicar, é ir mais além...

Já agora, tenho os dois guias já editados e comprei-os precisamente pela sua subjetividade e opiniões pessoais; informações objetivas encontramo-las na internet com fartura.
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De Carlos Alexandre a 10.08.2016 às 22:59

Cito:
"Um blog sobre gastronomia, sendo de crítica ou informativo, não vende coisa nenhuma, não é assim tão natural que tente privilegiar certos restaurantes/produtos/chefs. Tanto que, quando acontece haver patrocínio, o mesmo é assinalado.
Isto para dizer que insinuar dependência deste blog não é dizer que é uma forma de comunicar, é ir mais além..."

Pense bem. Se fossemos a contar com a participação, este blog e muitos outros estariam nas águas da amargura. O que conta é o contador de quantos leem a página. Isso é que vende. Lá está a "audiência"...!
Tal como um canal de tv, um blog vive de "audiências" e participação, ou leitores. Basta ver a profusão de blogs dirigidos por pessoas que andam por aí a visitar restaurantes, não negando que em muitos não pagaram. Mas dizem sempre ser independentes.

Quem é que hoje em dia dedica tempo numa atividade que o consome, e muito, sem intenção de daí tirar partido? Vive-se de ar?
Não vejo mal nenhum nisso. Continua a ser uma forma de comunicar.



Cito:
"Já agora, tenho os dois guias já editados e comprei-os precisamente pela sua subjetividade e opiniões pessoais; informações objetivas encontramo-las na internet com fartura. "

Verdade. Subjetividade no guia. Engraçado que não falou nem de parcialidade nem de dependência. :)
Como cada refeição é uma refeição, tenho por experiência que cada dia é diferente e as minhas sobre cada restaurante estão sempre a mudar. Por isso, a leitura de um guia é como a cotação de uma ação.
O passado nada tem a ver com o futuro. Tomar a experiência de uma pessoa como um sinal de espetativa para a nossa experiência, é abusivo. O guia é bom para comparar com o que experimentei, não com o que espero experimentar. A meu ver. E ainda bem que quase ninguém pensa como eu. Para bem de toda a máquina!

Quanto à internet, encontrar objetividade? Isso é mais raro que encontrar competência nos políticos. Ou água no meio do Sahara. Pode é encontrar ignorância, que muitas vezes se confunde com objetividade! De resto é subjetividade. Pelo menos.

Uma última reflexão.
Lisboa, para não falar noutras localidades, está a fervilhar de novidades. A maior parte muito má, e algumas francamente boas. Mas as que são faladas por aqui em posts especializados, são relativas aos "suspeitos do costume". Dos outros, nem sombras.
Não é defeito. É feitio. Literalmente.

Verdadeiramente, gostaria de ver alteradas as minhas posições, mas não encontro nada que me leve a mudá-las. Por falta de argumentos.




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De Anónimo a 11.08.2016 às 15:09

Carlos Alexandre. Apenas um elogio, embora teu último comentário merecesse mais de um. Gostei muito da lembrança do filme Casablanca: " prendam os suspeitos do costume". Divertido pela ironia, e, ao mesmo tempo, sintético e elegante nos propósitos.
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De Carlos Alexandre a 11.08.2016 às 18:58

Obrigado.
:)
Escola académica a caminhar junto à escola da vida.
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De Duartecalf a 11.08.2016 às 16:13

Carlos Alexandre,

Quando referi informação objetiva referia-me a contactos, horários, fotografias ou ementas dos restaurantes. Hoje em dia tem-se acesso fácil a todas essas informações factuais; um guia que se limite a relatar factos tem pouco valor acrescentado.

Por contraponto às opiniões, necessariamente subjetivas e, por isso, de interesse para mim.
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De Carlos Alexandre a 11.08.2016 às 22:08

No contexto, não fui nesse sentido.

Em relação à opinião de uma restaurante. Um caso flagrante da sua inutilidade "en guise" de digestivo.

Estou fora, em hora mais adiantada que Portugal. Há dois dias fui a um restaurante onde fiz uma excelente refeição. Excelente mesmo. Recomendaria aos meus melhores amigos e tive uma longa conversa com o responsável no sentido de dar uma opinião muito útil, pela sinceridade e profundidade, já que o restaurante se está a lançar.

Hoje, voltei lá para experimentar coisas que fiz questão de não perder, pela experiência anterior. Acabei de sair de lá há pouco tempo. Frustração. Uma refeição que nos deixa de sorriso amarelo. E isso, deixei bem patente no final da refeição, à mesma pessoa.
Que valeu a minha primeira opinião? Ainda bem que ainda não a dei aos meus melhores amigos! Envergonhar-me-ia.

Esta volatilidade desacredita qualquer guia, não pelo autor, mas pela repetibilidade da experiência. É intrínseco.
Voltando ao exemplo das ações em bolsa, quando um amigo me pergunta a opinião sobre uma ação que muito valorizou, só lhe posso dizer: não compres. Está cara.
Assim vão as nossas espetativas.

Mas muito respeito seu interesse pelos guias. Apenas um pequeno aparte não no sentido de convencer, mas sim no de desabafo.

E que se repitam muitos dias como o de hoje... que é sinal que estou vivo.




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