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Quando, pela primeira vez, em finais de 2010, me desafiaram a fazer este guia, aceitei sem ter muita noção da empreitada que me esperava. Em 2011 o livro foi finalmente publicado e fiquei muito satisfeito com o resultado e com a boa recepção que teve.

 

 

Ainda assim, nos anos seguintes sempre que um amigo ou o próprio editor me falavam em fazer uma nova edição, ia chutando para canto, provavelmente, porque ainda tinha fresco na memória de como em tinha sido árdua a tarefa. «Para o ano», «mais à frente», «sim... talvez no segundo semestre». Porém, um dia, por alturas da Feira do Livro de 2015, perante a suave insistência do Juan Mera (o editor) e, sobretudo, da perseverança acutilante da Luciana, a minha cara metade, lá meti mãos à obra (é ela, quem se esconde atrás do livro na foto de abertura deste post). Meti, não, metemos, porque se este livro está hoje nas suas mãos muito se deve a ela, que, recém-chegada e encantada por Lisboa, me apoiou, aturou, acompanhou nas visitas, deu sugestões, teceu crÍticas e tratou da parte mais burocrática (verificar moradas, contactos, preços, tags, etc).

 

Por outro lado, tinha a noção de que o panorama gastronómico sofrera alterações consideráveis, nestes últimos cinco anos - muitos lugares fecharam e muitos outros mais abriram. Todavia, o conceito do guia mantinha-se pertinente e a base da primeira edição, bem como o método de trabalho, continuavam válidos.

 

Desengane-se, no entanto, quem pense que esta é uma versão recauchutada da primeira edição. Não, de todo. Trata-se de uma verdadeira actualização. Os lugares foram passados a pente fino e número de entradas aumentou, sendo agora 350 (327 com texto próprio): 238 restaurantes e 112 lojas, entre elas uma dezena de garrafeiras - uma novidade.

 

Assim, temos um guia com +25% de entradas face às 280 do passado, das quais 44% são novas e, entre as restantes, apenas 10% manteve integralmente o texto anterior.

 

Onde comer, onde comprar - um guia com opinião

 

Este continua a ser um guia dirigido a um público abrangente que se interessa por restaurantes mas que gosta também de cozinhar e de sair em busca de ingredientes, vinhos e gourmandises. Porém, um guia de autor com um cunho próprio, opiniões expressas sobre os locais seleccionados e não um directório com textos neutros, ou um receptáculo social de opiniões diversas.

 

«Mínimos olímpicos», favoritos e pontuações

 

Os 350 locais que constam neste livro foram percorridos por mim, nos últimos dois anos. Alguns são visita habitual de há muito e outros surgiram de sugestões de amigos e de notÍcias da imprensa. Outros ainda estão cá simplesmente porque tropecei neles ao acaso e gostei. Nem todos são fantásticos, mas todos têm características que me fizeram considerá-los: cumprem pelo menos os «mínimos olímpicos» e têm personalidade própria.

 

A reforçar a vertente autoral achei por bem assumir um compromisso maior com o leitor e, além de manter uma lista dos meus 50 restaurantes e 25 lojas favoritos, dei pontuações a todas as entradas com direito a texto, começando no 3, avançando de meio em meio ponto até aos 5 (com direito a uma excepção).

 

3 Pontos: cumpre os “mínimos olímpicos”

3.5 Pontos: está entre os finalistas sem chegar às medalhas

4 pontos: é bronze, é prata...

4.5 prata dourada  

4.5+ pontos: é ouro? Quase, quase...

5 : Ouro

 

O Factor X

 

Todas (ou quase todas) as entradas têm um Factor X, uma espécie de valor gastronómico acrescentado. Pode ser um segredo, uma piada, um fait divers, uma sugestão, uma receita, um produto, uma pessoa que frequenta o local, a melhor mesa, etc.

 

Ordenação por Tags

 

Pretende-se que um guia seja um objecto útil e por isso apostámos também nos índices. Ou seja, para além de listas por ordem alfabética, zonas geográficas, pontuação e preços, apresentamos ainda várias ordenações por diversas características ou tags.

 

Presenças, ausências e incongruências

 

Apesar de ter percorrido uma boa parte de Lisboa é normal que o leitor ache que falta este ou aquele lugar e não concorde com esta ou aquela presença ou pontuação. Procurei a diversidade e pretendi ser abrangente, mas não exaustivo. E sendo este um guia de autor, o mesmo exprime os meus gostos, vivências, valores, defeitos e incongruências.

 

Com uma ou outra excepção privilegiei locais de proximidade pelo que evitei incluir grandes cadeias de supermercados ou de restaurantes (que por vezes frequento).

 

Preço médio

 

 

Todos os restaurantes têm a indicação de um intervalo de preço médio. Salvo informação em contrário, o intervalo apontado refere-se a uma refeição à carta, com bebida e ao jantar.

Procurei restaurantes de estilos e faixas de preços diversos, da tasca de bairro onde se come por menos de 5 euros, ao fine dining de 150 euros. Porém, tive o cuidado de ter locais com preços acessíveis. Como se poderá verificar no quadro abaixo, mais metade dos restaurantes indicados situa-se abaixo dos 25€.

até 15€        15€/25€;      25€/35€      35€/50€       +50€

21%                 31%            30%           12%           6%

 

Nem parece que passaram 5 anos, mas parece que sim. Bom este texto faz parte da introdução do meu novo livro, Lisboa à Mesa - Guia, Onde comer, Onde Comprar, que acaba de chegar ao mercado e que pode ser adquirido na Feira do Livro de Lisboa (stand da Planeta - no sábado 11 de Junho vou estar a autografar a partir das 16h), nas principais livrarias, ou em sites como a FnacBertrand ou a  Wook (que, segundo acabei de verificar, além de 10% de desconto oferece os portes de envio).  O Lançamento oficial, será no próximo dia 16 de Junho às 18.30h na Fnac Chiado em Lisboa. Quem quiser, será muito bem vindo.

 

 

 

 

 

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Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:31


3 comentários

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De José Tomaz de Mello Breyner a 08.06.2016 às 23:20

Parabéns pelo livro Miguel que tenciono comprar logo que o veja à venda aqui em Ponta Delgada. Se precisares de um correspondente para os Açores é só dizer.

Abraço

Zé Tomaz
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De Artur Hermenegildo a 17.06.2016 às 11:30

Já comprei o livro e folheei-o todo com atenção.

Está muito bom e muito completo.

Todos teremos um ou outro restaurante que achamos que devia estar e não está, mas isso em nada diminui o valor do livro e a qualidade do trabalho efectuado.

A parte do "Onde Comprar" é excelente e particularmente útil.

Enfim, só para acrescentar algo, dei pela falta do Edelweiss, de que gosto muito, e é o único restaurante Suíço de Lisboa, que eu saiba, talvez mesmo do país.
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De ana a 30.06.2016 às 08:06

Tenho a primeira edição, e assim que soube que sairia revisto e aumentado coloquei-o logo na minha lista. Mas desiludiu-me, por razões que nem sequer têm a ver com o seu conteúdo.

Não estava à espera de encontrar páginas de publicidade no livro (duas folhas brilhantes, como nas revistas). Foi uma descoberta muito desagradável. Se tivesse tido oportunidade de o folhear na loja, não o teria comprado.

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