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O anúncio foi feito sadicamente (digo eu) há mais de um mês, mas, finalmente, o momento chegou: a partir desta sexta-feira estará acessível no Netflix a nova temporada da aclamada série de documentários Chef's Table.

 

 

São 7 novos episódios novos, todos disponíveis ao mesmo tempo, como é apanágio deste serviço de televisão por internet especializado em séries e filmes. "Não se trata apenas de comida. Não se trata apenas de um restaurante. Trata-se de algo mais...", afirma Grant Achatz, do Alinea (Chicago - EUA) no trailer promocional (ver abaixo). E, de facto, esta é mesmo uma série a não perder. Creio mesmo que nunca se fez nada a este nível e com esta qualidade no mundo cozinha, chefes e restaurantes.

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A produção, a fotografia, a narrativa, a qualidade dos textos... inigualável! E, depois há a selecção eclética dos chefes, onde figuras famosas e emblemáticas, como Massimo Bottura (Osteria Francescana - Modena, Itália) ou Dan Barber (Blue Hill - Stone Barns e Nova Iorque, EUA), partilham o alinhamento com outros chefes emblemáticos, mas menos conhecidos, como o argentino Francis Mallmann ou os emergentes Magnus Nilsson (Fäviken - Järpen, Suécia) e Ben Shewry (Attica - Melbourne, Austrália). 

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Sendo a série de produção americana e para um canal com a mesma origem, ainda que presente no mundo inteiro, é natural que haja uma atenção especial aos profissionais desse país. Porém, se há algo a apontar é ao facto de ainda não ter havido nenhum episódio sobre algum chef francês (Ducasse, Bras, Passard, Barbot, Grébaud, Iñaki?) ou espanhol (Andoni, Roca, Víctor Arguinzoniz, Ángel Léon?). Não aconteceu na primeira série, nem nesta. É estranho mas talvez tenha ver com a inabilidade do domínio da língua inglesa por parte da maior parte dos chefes destes países. 

 

Contudo, a nova temporada está cheia de gente com discurso e trabalho interessante para comunicar. Estou muito curioso, por exemplo, para ver o episódio de Ana Ros, do Hiša Franko, Eslovénia, que se apresentou esta 4ªF, em Lisboa, no Sangue na Guelra e com quem tive oportunidade de ter uma longa conversa. Não vou perder, também, claro, o paulista Alex Atala, alguém que conheço bem e que tem sempre algo de novo para dizer, bem como o já referido Grant Achatz, ou Enrique Olvera (Pujol, Cidade do México e Cosme, Nova Iorque), o mais famosos dos chefes mexicanos. Dizem-me menos chefes como Gagan Anand (Tailândia), ou Dominique Crenn (Atelier Crenn - São Francisco, EUA) - que acaba de ganhar o prémio de melhor chef feminina do mundo do World 50 Best - mas obviamente que também não vou perder, até porque muitas vezes é de onde menos se espera que vêm as agradáveis surpresas. Take a look at the trailler...

 

 

 

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publicado às 13:35


7 comentários

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De Miguel Andrade a 26.05.2016 às 14:05

Miguel,

A terceira e quarta temporadas já estão confirmadas. A terceira vai ser toda passada em França e vai ser composta por quatro episódios com o Passard, Troisgros, Adeline Grattard, e Alexandre Couillon.

Já a quarta vai ter Ivan Orkin, Jeong Kwan, Nancy Silverton, Tim Raue, Virgilio Martinez e Vladimir Mukhin.

Abraço,
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De Miguel Pires a 27.05.2016 às 11:49

Miguel, Obrigado por este precioso complemento. Afinal ouviram-me :)

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De João Faria a 26.05.2016 às 14:11

Uma série absolutamente soberba! Imagem, fotografia e realização do melhor, com um estilo e registo muito próprios. Adorei todos os episódios e estou com grande expectativa para esta nova temporada.

Quanto à questão dos chefs franceses, a 3ª temporada de apenas 4 episódios intitula-se "French Installment" e ser-lhes-á dedicada:

Alain Passard, L'Arpege
Michel Troisgros, Maison Troisgros
Adeline Grattard, Yam'Tcha
Alexandre Couillon, La Marine

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De Miguel Pires a 27.05.2016 às 11:53

Não seria essa a minha escolha, mas é melhor do que nada.
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De João Faria a 27.05.2016 às 17:17

Se fosse escolher o "line up" deste capítulo francês, Passard não poderia faltar. Para além da marca que tem deixado na cozinha francesa (e mundial, já agora), vejo-o como um excelente comunicador, vai dar certamente um grande episódio. Para além disso, com o passar dos anos vem praticando, cada vez mais, uma cozinha "naturalista" (não será o melhor termo, mas na falta de melhor), uma linha de cozinha que parece agradar aos produtores da série. Com essa ideia fiquei, tendo em conta a primeira temporada - nomeadamente os episódios com Magnus Nilsson, Francis Mallmann, Dan Barber e até certo ponto Ben Shewry, que de uma forma mais ténue ou acentuada, apresentam esse registro.

Também estou expectante com o episódio dedicado a Michel Troisgros, mas neste campo teria provavelmente escolhido outro(s) histórico(s) da cozinha francesa.

Pouco conheço conheço do trabalho de Adeline Grattard e
Alexandre Couillon, confesso, mas com a quantidade existente de chefs franceses emergentes e consagrados, fica muito difícil escolher... o que só pode ser bom sinal! Espero por boa surpresas.
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De André Calimaln a 28.05.2016 às 05:17

Assisti a segunda temporada completa e achei fantástica.
As histórias são sempre muito inspiradoras, mostram sempre muita perseverança, dedicação e talento.

Vale notar que a maioria dos Chef´s tem histórias de superação. Quase todos chegaram ao topo superando traumas vividos. Sejam estes traumas causados por demissões, por experiências frustradas, por origens pobres, por falta de apoio da família, por doenças, por preconceitos.

Ainda no aspecto psicológico dos Chefs, a série mostra que são todos obcecados pelo que fazem, trabalham muitas horas por dia e colocam o trabalho em primeiro lugar. Isto vai na contramão da fase de culto a mediocridade que estamos vivendo, com discursos que enchem de culpa quem coloca o trabalho em primeiro lugar, que não aceitam que professores exijam muito de seus alunos. A série deixa claro que o caminho para o topo é sempre com muita transpiração e perseverança.

Impressionante como a fotografia e música entram em harmonia perfeita.

Assisti os 6 episódios da segunda temporada hoje. E, os meus preferidos foram:

01 - Chicago;
02 - San Francisco;
03 - Bangkok ;
04 - Eslovenia;
05 - México;
06 - São Paulo.

Sou Brasileiro, fiquei orgulhoso por ver o Alex Atála no seriado. Porém, achei o episódio dele o menos interessante, o que menos causou vontade de comer os pratos, o que mostrou menos variedade de pratos, o que menos passou a impressão de que ir ao restaurante dele seria uma viagem sensorial inesquecível.

Tomara que está série continue por muitas temporadas. Transformar um documentário sobre a alta cozinha em uma obra de arte é algo que merece todos os elogios.
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De Artur Hermenegildo a 07.06.2016 às 15:48

A propósito, descobri ontem por mero acaso no canal coreano KBS um excelente programa gastronómico, Food Odissey.

O episódio 5, que vi parcialmente, era sobre caril. O episódio 6 será sobre pão.

Não sei quantos episódios serão ao todo, nem se irão repetir os 4 primeiros.

Vejam, que é muito interessante.

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