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Sendo Portugal o maior consumidor europeu de arroz e tendo o país um receituário tão rico à base deste cereal era de estranhar que em Lisboa não houvesse um restaurante inteiramente ligado a ele. Porém, este ano, surgiram pelo menos dois, o Rice Me, em São Sebastião e o Bagos, no Chiado. Este último, traz de volta Henrique Mouro, um valor seguro da nossa cozinha há já algum tempo afastado dos fogões.
 
 
O arroz sempre foi um dos seus produtos de eleição, por isso, quando foi desafiado a pensar um conceito para um novo espaço no Chiado Mouro lembrou-se que poderia ser dedicado ao cereal. E o facto de escolher uma temática baseada num elemento tão especifico, não poderá vir a ser uma limitação? O ex-chefe do Assinatura diz que não, “antes pelo contrário”. O chefe português explica que o cereal pode ser utilizado das mais diversas formas, “utilizando a farinha, o leite, os vários tipos de arroz, a proveniência, etc”. 
 
prato Henrique Mouro.jpg
Arroz de cabidela com perna cheia de farinheira
 
O restaurante, de 35 lugares, informal, de aparência simples, mas cuidada, arrancou em Julho e quando estivemos lá, há cerca de um mês, Henrique Mouro preparava-se para introduzir novos sabores de Outono onde ia privilegiar produtos como os cogumelos, a caça, o marmelo, a castanha, a romã, a laranja e os frutos secos.  
Mouro idealizou a carta com as entradas mais viradas para a cozinha do mundo (Ásia, Índia...) enquanto os pratos principais estão mais ligados a Portugal. Porém, na carta de Outono ia apresentar "Um cozido light", uma terrina com as carnes do cozido à portuguesa, o caldo e uma trouxa de legumes (feijão, nabo, cenoura) embrulhados em arroz e na couve.  Nos peixes, falava em fazer um polvo assado no forno com arroz de castanhas e batata  doce e, em termos de carnes, pensava em apresentar uma feijoada de lebre em que a carne limpa do osso é servida mal passada e as outras partes do animal são utilizadas no arroz. 
 

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Henrique Mouro quer ter duas cartas por ano e quando for altura de mudar nenhum prato ficará da anterior. Nem os mais vendidos, como o “carolino num croquete de pato com chouriço” (na foto de cima), porque segundo o antigo chefe do Assinatura “é preciso mudar para não cai  numa rotina aborrecida”. 
 
 Contactos:  Rua Antonio Maria Cardoso, 15B, Chiado, Lisboa. Tel: 21 3420802
Encerra aos domingos e segundas. Custo médio: 30€
 
 
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Texto publicado originalmente como parte de um artigo mais extenso na revista Fugas Especial Gastronomia, do Público, em 29 de Outubro.
 
 
 
 

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publicado às 17:32


2 comentários

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De Duartecalf a 18.11.2016 às 11:34

Já lá almocei duas vezes e gostei muito, quer escolhendo à carta quer o menu executivo. E, ao contrário do que muitas vezes acontece, a diferença entre o prato do dia e o da carta permanente não se fez notar.
Faço votos para que vingue. Das duas vezes estava com demasiados lugares vazios. Espero que à noite e ao fds esteja cheio.
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De Carlos Alexandre a 18.11.2016 às 19:20

Também já lá almocei.
Gostei bastante do que comi, sem nada a apontar.

Sala praticamente vazia. Mas penso que tem a ver com ser dia de semana no início de setembro.

Em contrapartida, o ambiente, a decoração eram muito frios. E o serviço muito, muito estranho.

Mas penso voltar várias vezes, já que aprecio muito a cozinha do Henrique.

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