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O alarmismo é que mata

por Miguel Pires, em 28.10.15

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A noticia de segunda-feira sobre o relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde), que considera as carnes vermelhas processadas como sendo cancerígenas e as não processadas como potenciais causadoras do mesmo problema, caiu que nem uma bomba e, na ânsia de dar a noticia rápida ou de reagir a ela a quente, gerou-se um alarmismo desmesurado. Felizmente, o bom senso acabou por chegar, pelo menos em alguns meios, e, finalmente, lá começaram a sair alguns trabalhos mais esclarecedores.

 

Entre o que li o que mais me ajudou a esclarecer foi a newsletter de José Manuel Fernandes, no Observador, que reproduzo abaixo. Contudo, achei por bem ainda reproduzir estes dois parágrafos abaixo de outro artigo,  desta vez, do Público, sobre a reacção da Direcção-Geral da Saúde, que me pareceu bem sensata. Sim, comer bacon de manhã à noite não fazer nada bem. 

 

 

Do Público ("Mais do que taxar carnes, deve estimular-se o consumo de vegetais"): 

 

"Reagindo ao relatório da OMS, o Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável, da Direcção-Geral da Saúde, informa no seu blogue (Nutrimento.pt) que as orientações “não são novas e estão de acordo com o preconizado pelas recomendações nacionais na área e até, de certa forma, pelas recomendações inscritas na Roda dos Alimentos Portuguesa”.

 

Ressalva-se, contudo, que a carne “continua a ser considerada um alimento importante para ser incluído moderadamente na dieta humana pelo seu elevado valor proteico, vitamínico e mineral”. Acrescenta-se que consumir diariamente “alimentos protectores” é fundamental para reduzir o risco de cancro do colón associado ao consumo de carne processada, como são a fruta e hortícolas em quantidade de pelo menos 400g diariamente, ou seja, duas sopas de hortícolas e três peças de fruta diariamente, para além do consumo de cereais integrais."

 

Do Observador (parte da newsletter Macroscópio de José Manuel Fernandes): 

 

"O cancro é uma doença muito séria. Tão séria que Manuel Sobrinho Simões, director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto e um dos cientistas portugueses que mais se destacou nesta área, tem repetido que “daqui a dez anos, um em cada dois portugueses terá pelo menos um cancro”. Por isso compreende-se a comoção que rodeou a divulgação de um relatório da Organização Mundial de Saúde em que se considerava que as “carnes tratadas” são cancerígenas e as “carnes vermelhas” potencialmente cancerígenas. A pergunta que muitos fizeram de imediato – até porque houve quem fizesse a comparação – foi a se, um dia, não acabaríamos a tratar os presuntos, as salsichas, até os bifes grelhados como hoje tratamos o tabaco. Felizmente não é assim.

Ainda ontem, a Vera Novais, aqui do Observador, passou o dia a falar com especialistas e o resultado foi um Explicador que recomendo vivamente: Temos mesmo de deixar de comer carne?A verdade é que não temos. Nesse texto elencam-se 11 questões de interesse público – Quais são os riscos de desenvolver cancro devido ao consumo de carne (vermelha e processada)?De que grau de risco estamos de facto a falar?O que são carnes vermelhas e carnes processadas?Cozinhar a comida pode aumentar o risco de se tornar cancerígena?Devemos deixar de consumir carne?Se não comer carne deixo de ter risco de contrair cancro colorretal?Os portugueses andam a abusar dos enchidos e carnes vermelhas? e De que forma o cancro colorretal afeta a população portuguesa? De todas as respostas, selecciono apenas esta esclarecedora passagem:
Nuno Miranda, diretor do Programa para as Doenças Oncológicas da Direção-Geral de Saúde, acrescenta que o consumo de carne vermelha também tem as suas vantagens, porque a carne é fonte de vitamina B12, ferro e zinco, conforme disse ao Observador. Mas aconselha o consumo moderado de carnes vermelhas e processadas e que, sempre que possível, sejam substituídas por carnes brancas ou peixe.

O El Pais também fez um texto de perguntas e respostas num registo próximo deste do Observador – ¿Qué es la carne procesada? Preguntas y respuestas sobre el estudio de la OMS y sus implicaciones para la salud – e que chega, no essencial, às mesmas conclusões, mesmo que focando-se mais nas carnes processadas, ou não fosse o “jamon ibérico” uma imagem de marca de “nuestros hermanos”. Eis como respondem à questão ¿Las hamburguesas son tan malas como el tabaco?: “No. El IARC realiza estudios monográficos sobre diversas sustancias para determinar cómo de directa es su asociación con la incidencia de ciertos cánceres. Estas sustancias quedan agrupadas en diferentes categorías en función del nivel de certeza de que esa sustancia esté directamente relacionada con una mayor incidencia del cáncer. Que la carne procesada y el tabaco estén en el mismo grupo no quiere decir que uno y otro sean igual de malos (el tabaco aumenta mucho más el riesgo de cáncer) sino que en los dos casos la OMS considera probada la relación entre su consumo y el mayor riesgo de cáncer.”

Se assim é, não deveria a Organização Mundial de Saúde ter mais cuidado com a forma como divulga os seus estudos e alertas? É precisamente essa a opinião da americana The Atlantic que se empenha a demonstrar que “A new ruling on processed meat shows how confusing the organization’s classification scheme is—again.” Nesse artigo recorda-se que a classificação da OMS apenas considera cinco categorias, que vão daquela onde se arrumam os produtos que podem comprovadamente provocar o cancro, como o tabaco, o amianto e agora também as carnes processadas, à que reúne todas aquelas onde não é conhecida nenhuma evidência de efeito cancerígeno. Ora é precisamente este tipo de arrumação que a revista considera errado:
Here’s the thing: These classifications are based on strength of evidence not degree of risk. Two risk factors could be slotted in the same category if one tripled the risk of cancer and the other increased it by a small fraction. They could also be classified similarly even if one causes many more types of cancers than the other, if it affects a greater swath of the population, and if it actually causes more cancers. So these classifications are not meant to convey how dangerous something is, just how certain we are that something is dangerous. But they’re presented with language that completely obfuscates that distinction.

Lido tudo isto, e um pouco mais que fui encontrando por aí, fortaleci a minha convicção de que continuarei a comer carnes vermelhas e, também, carnes processadas. Com conta, peso e medida, mas sem proibições. "

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Quanto a mim, vou continuar a fazer o que tenho feito (pelo menos) nos últimos 10/15 anos: a comer um pouco de tudo. Mais hortaliças, frutas e leguminosas, peixe, lácteos, carnes brancas e carnes vermelhas (por esta ordem de importância. Ok e algumas merdas açucaradas, vicio obliged). De preferência (mas não exclusivamente) de origem biológica e, com algumas excepções (alguns enchidos, claro), não processadas.  

 

 

 

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publicado às 18:32


18 comentários

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De teixeira a 30.10.2015 às 21:07

Miguel, em linhas gerais, acompanho o teu raciocínio, tão bem desenvolvido no post . Como você, sigo uma dieta balanceada em que tudo é permitido, sem excessos. Porém, faço uma indagação ao jornalista arguto e ao consumidor atento: não acha que em Portugal há uma profusão de enchidos, processados, indutores de consumo, e, por consequência, uma perigo latente, até mesmo pela falta de padronização de qualidade na oferta? E, complemento, após severos anos de crise, a população de mais baixa renda, atrofiada por planos económicos, é compelida a enveredar no "quanto mais barato, melhor"? Ou estarei incorrendo em erro, por entender que o alerta da OMS não se refere ao dia de hoje, ao fato consumado, para a geração envelhecida, da qual faço parte, e sim para os meus netos, cativos de uma dieta insalubre, por falta de dinheiro para diversificar. Empiricamente, ousaria afirmar, que a ingesta de carnes processadas em Portugal talvez esteja acima de níveis aceitáveis. Repito, sem dados que possam garantir a hipótese que formulo. Com uma renda média, de cerca de 1000 Euros, com 85% comprometidos com prestações mensais, alguém consegue comer, seguindo o padrão, só para citar, de uma dieta mediterrânea , ou outras assemelhadas. Penso que é um problema grave de saúde pública que a OMS traz à superfície.
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De teixeira a 01.11.2015 às 10:07

Miguel, como complemento ao meu comentário, sugeriria a leitura no www.sapo.pt, de hoje, 01.11.2015, de entrevista do Dooutor Júlio Leite, cirurgião em Coimbra e perito em cancro coloretal, para tornar um pouco mais consistente minhas ponderações. Apenas, divirjo do ilustrado facultativo quando considera que a oferta de peixes na gastronomia lusa é farta. Teria toda razão, não fosse o preço elevado do pescado nas "praças" ou restaurante. O Jornal da Noite da SIC, de ontem, 31.10.2015, entrevistou senhoras que vendem o peixe e nas quais confirmam a grande dificuldade da população de menor poder aquisitivo comprar um peixinho para diversificar a dieta diária. E, afinal, lembremos que "comer peixe não puxa carroça". E, um último adendo, sobre o tema, a expansão, quase surto, de hamburguerias por Portugal, um prato em que nem sempre são usadas carnes de primeira.
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De Paulina Mata a 01.11.2015 às 20:37

Miguel, concordo com o teu título “O alarmismo é que mata”, pela ansiedade causa, pelos excessos a que pode levar.

Só não concordo com uma questão do José Manuel Fernandes: “não deveria a OMS ter mais cuidado com a forma como divulga os seus estudos e alertas?”

Fui ao site da OMS e tirei de lá o Press Release nº 240, e o “Q&A on the carcinogenicity of the consumption of red meat and processed meat”. Está lá tudo bem claro e sem alarmismos. Nomeadamente dizem:
“…esta recomendação (para a análise do que foi publicado na literatura científica) foi baseada em estudos epidemiológicos que sugerem que um pequeno incremento no risco de alguns cancros pode estar associado ao consumo de carnes vermelhas e carnes processadas”.

Sobre o que significa as carnes processadas estarem no grupo I, dizem:
“Esta classificação é baseada no facto de existir evidência suficiente de estudos epidemiológicos de que o consumo de carnes processadas causa cancro colo-rectal”.

E sobre a carne vermelha no grupo 2A dizem:
“… a classificação é baseada em evidência limitada [significa que há uma associação entre a exposição e o cancro, mas que pode haver outras explicações] de estudos epidemiológicos mostrando uma associação positiva entre o consumo de carnes vermelhas e o desenvolvimento de cancro colo-rectal e ainda em evidência mecanística forte. “

Relativamente ao facto da carne processada estar no mesmo grupo do tabaco e se isso significa que é tão cancerígena como este, dizem que a categoria em que são colocados só está relacionada com a evidência científica acerca do agente causar cancro. Não está relacionada com a quantificação do risco.

Dizem que a nível mundial se estimam 34000 mortes por ano atribuídas a dietas muito ricas em carnes processadas e 50000 associadas a consumo de carnes vermelhas, contra 1 milhão associadas ao tabaco, 600000 ao consumo de álcool e 200000 à poluição atmosférica. Daqui dá para ver que o risco não é o mesmo.

Dizem que para um consumo de 50 g diárias de carnes processadas o risco aumenta 18%. Segundo a American Cancer Society, ao longo da vida o risco de se sofrer de cancro colo-rectal é de 1 em 20 (5%). Portanto um elevado consumo elevaria o risco para 1 em 23,6 (5,9%).

Em resposta à questão se se deve deixar de consumir carne, dizem que a carne tem muitos benefícios, mas deve ser consumida de forma moderada, não apenas devido à associação ao cancro, mas também a outras doenças.

Não vejo alarmismo nisto. A informação está acessível a todos e em particular aos jornalistas. Mas nada disto passou para o público. Parece que o que interessa é vender jornais e aumentar audiências com títulos bombásticos, e meias verdades.

Os alimentos são formados por moléculas que quando se lhes fornece energia reagem e aí dão compostos simpáticos e outros menos. Estes estudos são importantes porque dão a noção dos riscos para os podermos minimizar. Não são atitudes corretas causar alarmismo com eles, nem menosprezá-los e ridiculariza-los. É importante transmiti-los com responsabilidade e com comentários fundamentados.

Vi na TV uma senhora, que vendia enchidos, assustada com a notícia e que reagia dizendo que os deles não eram cancerígenos pois os porcos viviam ao ar livre e os faziam como tradicionalmente. A sensação de risco aumenta com o que não nos é familiar, é natural esta reacção. Mas ela não tem fundamentos e a mensagem que passa não é correta. Isto não é bom jornalismo.

Estes estudos são processos muito longos e complexos. Até porque não se podem meter pessoas em gaiolas e controlar todas as variáveis. Também porque há sempre benefícios e riscos associados, e cada estudo é necessariamente uma visão parcial.

Nada do que foi dito agora é novo, suspeita-se/sabe-se há algumas décadas. Estão também provados inúmeros riscos associados a outros alimentos. Quer isto dizer que devemos deixar de os comer? NÃO. Quer apenas dizer que devemos evitar excessos, devemos comer de forma variada e comer mais vegetais e fruta.

O presunto e o chouriço fazem parte da nossa tradição, devemos continuar a consumi-los ( e 50 g por dia é mesmo muito… são 18,25 Kg por ano).

Nada na vida é isento de riscos. E olhar para o que comemos com culpabilidade e só vendo os riscos, faz mal à cabeça… e também mata… se calhar ainda mais.
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De Carlos Alexandre a 02.11.2015 às 11:44

Correção Paulina:
1 em 16,95.
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De Paulina Mata a 02.11.2015 às 19:43

Obrigada pela correção Carlos Alexandre. Onde é que eu tinha a cabeça...
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De Carlos Alexandre a 03.11.2015 às 08:14

Certamente estava a pensar no texto que escreveu, muito bom a meu ver, e por acaso, com o qual concordo na totalidade.
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De teixeira a 02.11.2015 às 15:08

De Teresa Ribeiro, em 30.10.2015, no post "Digerindo o relatório da OMS, blog Delito de Opinião Sapo: " Nada disto é novidade. Notícia foi a OMS tê-lo assumido, contra o poderosíssimo lobby dos produtores de carne", Não faltarão defensores desse lobby, e sobrarão argumentos contra a OMS. Mas, como diz a Teresa "pergunte a qualquer gastrenterologista se recomenda o consumo de carnes processadas".
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De Paulina Mata a 03.11.2015 às 16:22


Muito boas e esclarecedoras intervenções ontem nos Prós e Contras. Particularmente as das Dras. Raquel Seruca e Marília Cravo que explicaram coisas importantes de forma clara. E que ainda deixaram bem claro que o facto dos produtos referidos serem eventualmente cancerígenos nada tem a ver com a sua falta de qualidade. De facto, muitas pessoas fazem uma associação entre estes riscos e a falta de qualidade e uns "misteriosos" químicos que são adicionados. Neste caso não é disto que se trata, e particularmente na carne vermelha.

Também elas referiram os esclarecedores documentos, que noutro comentário também referi, do site da OMS.

Também deu para entender a confusão na cabeça das pessoas e os conceitos pouco corretos que têm sobre o assunto. As intervenções da apresentadora, em particular, foram bem representativas disto.


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De teixeira a 03.11.2015 às 19:17

Paulina não tive oportunidade, má sorte, de assistir ao programa. Mas, agora, estou muito mais tranquilo. Embora os produtos possam ser, eventualmente, cancerígenos, o que afinal é apenas um pormenor, não seria por falta de qualidade. Ainda bem! Carne vermelha à parte.
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De Anónimo a 04.11.2015 às 18:33

Um bom cozido à portuguesa. Há bastante legumes. Uma alheira com cogumelos, que são saudáveis, uma feijoada à tramontana, o feijão é básico, uma dobrada e uma mão de vaca, cobertos por mais legumes, uma boa porção de bacon, por cima de um arroz de pato à antiga. Um melão com presunto ibérico. O arroz salva!Um paio ou um excelente chouriço grelhados na aguardente. Todos de excelente qualidade! Mas, cancerígenos, eventualmente. Dirão alguns: isto não é dieta rotineira. Depende do horizonte temporal que se mire. Nunca proponho o alarmismo, porém jamais me posicionarei como o avestruz. Seria dever de todos alertar para os perigos. Como no cancro da mama, ou da próstata . Por isto é que me bato, apoiado na manifestação, por exemplo, do cirurgião de Coimbra, que, talvez, fosse dever dos meios de comunicação, em geral, contribuir e não minimizar os efeitos adversos de carnes processadas. E quem sabe dimensionar o que é o exagero? Um cozido, por ano, por mês, ou por semana? O lobby deveria funcionar ao revés! Cancro não mata feito ataque cardíaco. Não senhor! É lento e doloroso. Nada de alarmismo, insisto, todavia! É tudo uma questão de bom senso. Embora nunca tenha conhecido uma pessoa reconhecidamente de mau senso.
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De Anónimo a 04.11.2015 às 22:28

Não entendo bem o tom do seu comentário. Mas acho que não é importante.

Há muito que defendo que a função da ciência na escolaridade obrigatória seria a de dar uma literacia científica que permitisse entender melhor estas coisas e as explicações que são dadas. De facto, o que é dado e a forma como é dado não ajuda de todo. Por outro lado, as pessoas de ciência são treinadas para falar para os seus pares, mas não para o público em geral. Nada disto ajuda.

Mas isto é um comentário geral e só para dizer que considero que as Dras. Raquel Seruca e Marília Cravo falaram de coisas particularmente importantes e introduziram esclarecimentos fundamentais.

Um deles foi o facto de não podermos, nem devermos, menosprezar este tipo de informação. E não sei se acha que eu o fiz, mas acredite que não.

Outro foi o facto de não serem úteis alarmismos exagerados. O assunto é importante, complexo, e há que enquadrar esta informação num conjunto de informação mais geral.

Mas mais que isso, deixaram bem claro, até em reacção a produtores de carne, pessoas ligadas à ASAE... que é importante haver produtos de boa qualidade, é importante haver um controlo de qualidade, frescura... Mas que no caso concreto nada disso se aplica. O que eventualmente tornará (não está completamente provado, é bom que se diga) a carne potencialmente cancerígena são componentes (como a mioglobina, a gordura... ) que fazem parte da sua estrutura ou seja estão lá independentemente da qualidade.

No caso dos produtos processados há o problema da carne, mas há outros adicionais. Sejam eles o fumo da lenha, também referido por outro participante. Ou os nitratos e nitritos, estes no grupo 2 A dos "prováveis cancerígenos", não está provado que o sejam. Mas sem eles nos enchidos o risco seria bem superior, pois são conservantes fundamentais.

Mas no Grupo I estão a radiação solar, como todos sabemos, mas isso não significa que tenhamos que ficar toda a vida na escuridão, assim como estão as bebidas alcoólicas, mas também não significa que todos tenhamos que ser abstémios.

Uns enchidos, com um copo de vinho numa esplanada ao sol... agradável... mas 3 factores de risco juntos. Certamente podemos continuar a usufruir deste prazer. Com bom senso, conta peso e medida...

Mas a vida é um risco contante, mas aprende-se a gerir o risco e a minimizá-lo, sem abdicar de tudo... porque era impossível. Viver é isso, não é?
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De Paulina Mata a 05.11.2015 às 10:00

Este anónimo sou eu.
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De teixeira a 07.11.2015 às 10:40

Paulina se não entendeu, explico. O tom do comentário foi irónico ! Um produto, eventualmente, cancerígeno, ser de boa qualidade não deixa de ser cómico.
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De Paulina Mata a 08.11.2015 às 13:27

Mas é a realidade!
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De teixeira a 18.11.2015 às 19:40

Paulina, um cancro gourmet?
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De Paulina Mata a 19.11.2015 às 09:42

E quem disse que gourmet é saudável?
Variedade é a solução. Porque o que mata mesmo é deixar de comer.
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De Carlos Alexandre a 03.11.2015 às 17:39

Como já foi motivo de discussões em posts anteriores, volto a discutir a necessidade de colocar jornalistas a falarem de coisas que entendam.

Para quando jornalistas especializados em Portugal? Como os há para o desporto.
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De Anónimo a 04.11.2015 às 21:57

Concordo.

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