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A notícia chegou  este domingo: "O Assinatura vai fechar e comemora com um grande banquete", referia o título da missiva. Logo abaixo, a abrir o texto, sem grandes lamentos ou explicações, um mea culpa: "após completar 5 anos, reconhecemos que o projecto gastronómico que tínhamos, falhou". 

 

Era um desfecho de que se falava já há algum tempo. De facto, apesar das boas criticas e de momentos altos nos primeiros 2, 3 anos, com Henrique Mouro, sempre achei que faltava algo a este restaurante para vencer.

 

A localização, a decoração, o ambiente, são para mim três factores que podem se letais para um restaurante, mesmo quando a proposta gastronómica é boa e o preço comedido. Para mim, estes factores estiveram na base do insucesso do Assinatura, que foi agravado com os últimos tempos conturbados na era Henrique Mouro e que levaria à saída do chefe.

 

Vi na entrada de João Sá uma oportunidade para que algo mudasse, nomeadamente a decoração. Contudo, continuou tudo na mesma, até mesmo o painel ao fundo, com a assinatura bem visível do antigo chefe inscrita na parede. João Sá mal teve tempo de aquecer os fogões e saiu para dar lugar a Vítor Areias, que embora revelasse talento, caiu no sitio errado à hora errada. Pouco mudou e o final adivinhava-se. Naquele cenário acho que até poderia ter entrado José Avillez, que a notícia que recebemos ontem sobre o "fim" chegaria na mesma, mais cedo ou mais tarde.

 

Porém, os responsáveis pelo restaurante querem fechar com dignidade e não num registo lamechas ou azedo, pelo que anunciam para hoje e amanhã (ou seja 29 e 30 de Junho), um menu a que chamaram "o grande banquete". Segundo o comunicado, o actual chef João Pereira "tem carta branca para tudo, até para definir o nº de pratos que quer servir". O jantar  "será acompanhado por grandes vinhos, como os que fazem parte da nossa carta" e terá um custo de 49 euros. 

 

Quem quiser estar presente o "grande banquete" de despedida poderá fazê-lo pelos meios habituais. Telefone: 21 386 7696  // email: reservas@assinatura.com.pt 

 

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publicado às 12:26


5 comentários

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De Carlos Alexandre a 29.06.2015 às 17:56

Também recebi o mail, hoje de madrugada, no meu caso.

É com tristeza que vejo fechar este restaurante por onde passaram muitas pessoas diferentes, na cozinha e na sala. Acompanho-o desde os primeiros dias até há uns dois meses. Era um porto de abrigo nos dias em que não era fácil decidir onde jantar fora.

Os primeiros tempos de Henrique Mouro foram memoráveis. Depois, arrefeceu o ânimo e a inspiração. Pelo meu prisma, incompreensivelmente. De seguida, as entradas e saídas foram tantas que não vou comentar. Mas mesmo dos últimos tempo relembro um prato que me espevitou pelo conforto que trouxe ao meu estômago: tamboril com carabineiro em caldeirada baiana.

Nunca concordei com o menu em que se desconhecia os pratos. Grande risco que comentei por diversas vezes na sala. E também lamento a falta de muitos vinhos na carta, meses ou anos a fio.

Todos os males fossem esses.
Lamento verdadeiramente.
Mas acabam uns projetos para se iniciarem outros.
Assim seja!
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De teixeira a 02.07.2015 às 20:51

Plenamente de acordo que, nos primórdios , o restaurante teve uma boa gastronomia. Depois, quando mencionei, de forma contundente, sem nenhuma repercussão, especialmente, dos autores do blog, fui lá vítima de um pato dito a Pequim . Já vai tarde! Penso que falar bem de chefes de "renome" é politicamente muito bem-vindo. Já o reverso...
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De Carlos Alexandre a 03.07.2015 às 08:01

Cuidado Teixeira... diria que os chefes são Imaculados!

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De teixeira a 03.07.2015 às 16:52

Obrigado Carlos pelo alerta. Imaculados dizem serem os santos. Não sou especialista em teologia. Porém, quando se trata de um pato encomendado com três dias de antecedência, para minha mulher e eu, servido tão rijo, que nem a faça especial conseguia cortar, reclamamos e não houve ressonância. O chefe daquele momento estava embevecido com um grupo de franceses. Paguei, e não foi barato. Consumidor é que tem de ser respeitado, cada vez mais. O dinheiro sai do meu bolso. Alguns preferem o silêncio. Não é, como se vê, o meu caso. Lamentei, este sim, o fechamento do Avenida. A Chefe Marlene nos encantou com os pratos, simpatia e elegância.

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De Carlos Alexandre a 05.07.2015 às 22:44

Como diria Malato, já fui tão feliz no Avenue!
Antes dos preços quase duplicarem...
Porque do by Porsche Design para a última fase, este pequeno grande desgosto levou-me a contribuir para os não presentes.

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