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Salsa & Coentros muda de chefe

por Duarte Calvão, em 20.10.15

Mick Jagger foi um dos muitos visitantes estrangeiros que ficaram a conhecer melhor a nossa cozinha no Salsa & Coentros. À esquerda, José Duarte, à direita,  Belmiro de Jesus. (Foto Blitz)

 

Quando me pedem para indicar restaurantes que em Lisboa praticam cozinha portuguesa com qualidade e num ambiente agradável, há dois nomes que me surgem imediatamente: o lendário Pap’Açorda, no Bairro Alto, e o Salsa & Coentros, em Alvalade. Por isso, foi com alguma preocupação que soube que neste último tinha havido uma mudança recente, com a saída do seu chefe de cozinha e co-fundador, Belmiro de Jesus, a quem devo refeições memoráveis.

 

 

Mas o próprio Belmiro de Jesus sossegou-me. “Não houve problema nenhum, eu é que achei que era hora de mudar, quis fazer outra coisa, com menos mesas, menos empregados e pressão. E o Salsa & Coentros, com o qual mantenho óptimas relações, vai continuar no mesmo estilo, com o José Duarte [o outro co-fundador, responsável pela sala] e com a Maria Aparecida na cozinha, que já lá está há dez anos e era quem me substituía quando eu não estava”, assegura.

 

Quanto ao novo projecto, ele conta ao Mesa Marcada que será na Av. João XXI, ao lado da garrafeira Napoleão, que faz esquina com a Av. de Roma. Deve abrir até ao final deste mês, com 22 lugares, mais oito de esplanada, e chamar-se-á Bela Empada, já que Belmiro de Jesus terá nas empadas um dos pontos fortes da casa. “Vamos ter empadas de galinha, como no Salsa & Coentros, mas também de muitas outras coisas, desde lagosta a coelho, bem como outros pratos que costumo fazer e também novidades. E vamos ficar sempre abertos, a tarde toda, para que as pessoas estejam à vontade em termos de horários”.

 

 

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publicado às 10:44


5 comentários

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De teixeira a 20.10.2015 às 22:08

Duarte, conheço o Salsa e Coentros dos primórdios. Excelente. Só que minha mulher e eu sempre queríamos mais empadas, nem sempre disponíveis. Vou conferir o novo empreendimento. No que toca ao "lendário" Pap'Acorda , faço um esclarecimento preliminar. Sou entusiasta de açordas. Prato que honra a gastronomia lusa e não difundido no Brasil. Farto-me quando estou em Lisboa do prato. Acho que a primeira que comi, com filetes de peixe-galo, faz mais de 20 anos, foi no 1 de Maio, quando ainda eram os antigos proprietários. As açordas do Tia Alice, de bacalhau ou gambas, são de chorar por mais. Impecáveis. E tantas outras. Mas, jamais indicaria o Pap'Acorda . Lá estive uma vez numa fervilhante "primeira turma". Foi frustrante. Nunca mais voltei. Nunca concedi o benefício da dúvida ao local, até mesmo porque era muito efervescente para o gosto do casal e o serviço galopante, assustava. Porém, respeito a indicação.
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De Duarte Calvão a 21.10.2015 às 10:22

O significado de "pap'açorda" não é literal e também não acho, da minha experiência, que as açordas sejam o ponto forte da casa. Prefiro outros pratos, como os pastéis de massa tenra, as costeletas de sardinha, os pratos de borrego e de cabrito, a célebre mousse de chocolate. Os fritos são sempre óptimos e até aprendi lá, numa reportagem, que se usarmos apenas a clara em vez do ovo inteiro os panados ficam muito mais leves e que o sabor do que envolvem sobressai mais. Quanto ao ambiente, gosta-se ou não. Eu gosto.
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De Carlos Alexandre a 21.10.2015 às 16:08

Ao salsa e coentros nunca fui.

Ao Pap'Acorda, lembro que fui, há muitos, muitos anos, e lembro de ter gostado particularmente. Mas o tipo de movimento frenético também me tem levado a não frequentar. Opção pessoal, claro.
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De Artur Hermenegildo a 22.10.2015 às 10:59

Já não vou ao Pap'Açorda há alguns anos. Sempre que fui, gostei muito da comida. Menos do serviço, correcto e profissional mas dentro de uma atitude quase "marcial" que me desagrada. Não se vê um sorriso. Aquele trend de "fazer o cliente sentir que é bem vindo" escapa-lhes completamente, a menos que se seja um cliente habitual.

Mas o que me dissuade de lá ir mais vezes é o fraco serviço de vinhos; maus copos e o tinto servido "à temperatura ambiente", ou seja, sempre quente de mais.

Não sei se esses aspectos terão sido corrigidos entretanto.
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De André Miguel a 22.10.2015 às 19:35

A última frase do primeiro parágrafo aplica-se perfeitamente ao Salsa e Coentros.

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