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No restaurante onde janto, no Meco, um casal e um amigo sentam-se na mesa ao lado da minha. “Queríamos um Catarina”, ordena aquele que parece ser o expert do grupo. Quando lhe colocam os copos à frente agita-se e num sobressalto exclama com ar de Einstein em vias de gritar Eureka: “espere Mário, espere! É que liguei para cá esta tarde a pedir para colocarem umas flutes no frigorífico”. Dois minutos depois lá chegaram os três flutes embaciados para regozijo da mesa. Parece-me inclusive ter ouvido um "bravo!", mas não estou certo. Recordo-me no entanto que quando ouvi alguém da mesma mesa dizer "parece que agora há um gin tónico que leva uvas", pedi a conta, paguei e sai.
Moral da história: de que adianta dizer num restaurante que os flutes não fazem sentido para um vinho branco se não só há empresas (de Vinho Verde) a promoverem-no assim, como ‘experts’ que ligam antecipadamente a solicitar que os coloquem no frio?
P.S. esta história teve o patrocínio de meia garrafa de Muralhas fria em flute à temperatura ambiente
Não, não se trata de um qualquer sentir iberista algarvio, de um potencial movimento integrista com Espanha, mas antes de um azeite descoberto em São Paulo, no mercado municipal de São Paulo, no meio das muitas bancas que oferecem desde as frutas mais exóticas à carne de crocodilo, passando pelos produtos portugueses genuínos, tal como este azeite português, de marca Algarve, que, apesar da péssima fotografia tirada com o telemóvel, indica que é “produzido com as melhores azeitonas do mediterrâneo, prensadas a frio, ao melhor estilo português”. O único senão é que, revirada a garrafa, se descobre, em letras bem pequenas no contra rótulo, a indicação de que o azeite provém de Espanha, do império andaluz Acesur, um dos maiores grupos mundiais da indústria do azeite…
Não vos parece perverso, ou mesmo grotesco, que a oliveira, uma árvore longeva e que sobrevive rotineiramente para se transformar numa árvore centenária ou milenar, acabe por morrer de exaustão após dez a quinze anos de serventia num olival superintensivo?
Não estaremos nós a degradar a natureza quando esgotamos uma árvore milenar em pouco mais de uma década?
Uma publicitária lamenta-se da dificuldade em conseguir ir ao El Bulli e de como gostaria de fazê-lo. Sugiro-lhe outros restaurantes espanhóis em que a cozinha de vanguarda é bem apresentada (Celler de Can Roca, El Poblet, etc) e onde é mais fácil arranjar mesa. Não parece muito interessada. "Eu assim ao restaurante mais diferente a que já fui foi a um em Paris onde era tudo às escuras e os empregados eram cegos", informa-me. "Também é uma experiência sensorial muito interessante. Nem me lembro do que comi, mas, realmente, aquilo é muito difícil de acertar".
Um jovem com memória de minhoca janta relaxadamente num restaurante de luxo, no Funchal. Já no final da refeição, e depois de acabar o Madeira que estava a beber, chama a empregada e diz-lhe: "A sua colega foi muito pouco generosa. Pode servir-me mais um pouco?". Ao que a empregada responde: "olhe, a minha colega era eu e servi-lhe a medida correcta".
Um conhecido gestor português, ainda novo, rico, sofisticado e viajado, revelou a um não menos conhecido gastrónomo: Confesso que estou impressionado com o impacto des...
Por vezes recorre-se fora e o resultado é mau, o q...
Não tem nada que agradecer. Se fosse mau estaria a...
O produto é excelente! Não há dúvidas. O preço aju...
Caro Bruno,Concordo com o seu comentário mas gosta...
Obrigada pelo reconhecimento!Como açoriana, sinto...
O cozido, julgo que às 4ªs, é excelente e de merec...
Gostei muito desta crítica. Muito útil.
Obrigado Miguel. Não sei mas estou a averiguar. Ag...
Obrigado, Fátima. Estes jantares do Nuno Mendessão...