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Em nenhuma outra região de Espanha surgiram tantas adegas de arquitectura arrojada e vanguardista como na Rioja, pólo de atracção magnética para quem quis mostrar ao mundo o aparente sucesso de uma região e de um modelo de negócio. Que algumas destas adegas revelem entretanto sérios problemas de liquidez financeira é coisa que ninguém quer ouvir…
Entre as adegas de desenho mais interessantes, seja pela simplicidade das linhas, pelo enquadramento paisagístico ou pelo arrojo das formas contam-se Finca de los Arandinos, Marquès de Riscal, Ysios e Darien.
Finca de los Arandinos, um dos produtores mais jovens da Rioja.
Bodegas Marquès de Riscal, onde tradição e vanguardismo se misturam de forma surreal.
Ao lado da adega o famoso Hotel Marquès de Riscal, da autoria de Frank Gehry, passou a ser um dos marcos da paisagem.
As curvas e as restas da cobertura, o enquadramento na paisagem com as montanhas na retaguarda fazem de Ysios uma das adegas mais bonitas que conheço. Claro que o custo energético é tremendo, que o espaço é pouco eficiente, que a disposição interior não é a mais racional. mas é tão bonita...
Ainda mais um detalhe desta extraordinária adega.
Bodegas Darien, do arquitecto espanhol Jesús Marino Pascual, uma obra prima a poucos quilómetros de Logroño.
Um OVNI que aterrou na Rioja, a loucura de Darien surpreende de todos os ângulos.
"Much cooler-tasting than most whites from Portugal’s port country. A successful and distinctive blend of local grape varieties made by a co-op based at the palace featured on Mateus rosé bottles. There the connection ends. 12.5%"
As palavras são da influente Jancis Robinson na sua coluna do Financial Times e referem-se ao Lavradores da Feitoria Branco 2010, do Douro. Esta recomendação faz parte de uma lista de 25 brancos que de um modo geral, segundo a autora estão prontos a beber. No artigo não vem a foto da garrafa, mas a escolha e a descrição já são motivos de relevo num mar de marcas disponíveis num mercado ultra competitivo como o inglês. De destacar ainda que este branco da Lavradores de Feitoria não é um vinho de garagem, mas sim um vinho do dia a dia (preço na casa dos 3,5€) que é produzido em quantidades consideráveis (120 000 garrafas).
Gosto de infografias. Quando bem feitas ajudam-nos a captar os factos mais importantes sobre um determinado assunto, como esta sobre a produção e comércio de vinho português, da Viniportugal - cujo o fórum anual terminou ontem em Santarém.
Esta escolha, a dos dez melhores vinhos nacionais e estrangeiros do ano, é uma escolha pessoal que espelha de forma clara o estilo de vinhos que mais me emocionam e desassossegam. É a minha confissão anual, a revelação e exposição dos meus gostos pessoais. Este é o meu espaço íntimo, o meu foro privado, e estes são os vinhos que mais me entusiasmaram ao longo deste ano.
A lista inclui novidades e estreias absolutas. Pela segunda vez, e um pouco em contra ciclo com a opinião publicada, considerei somente um vinho branco para a galeria dos dez melhores. Faço-o sobretudo pela parca qualidade das colheitas 2009 e 2010, duas vindimas consecutivas que considero pouco prestáveis para gerar brancos de eleição. Tal como no ano passado, voltei a aclamar um vinho espumante português, algo
que durante muitos anos considerei pouco verosímil. Apesar de algumas das principais casas do Vinho do Porto terem declarado Vintage em 2009 não senti que os vinhos tivessem densidade para constar nesta minha selecção. Lutei por incluir o maravilhoso Scion nesta selecção mas o preço elevado e a impossibilidade prática de encontrar uma garrafa no mercado condicionaram-me nessa escolha. Não consegui, no entanto, deixar de qualificar aquele que durante anos foi o único 40 Anos da Madeira, um vinho excepcional que, compreensivelmente, também não será fácil encontrar. A milha escolha pessoal fica então distribuída entre uma nomeação de vinhos do Alentejo, um do Dão, três para o Douro, dois para Lisboa, um de Setúbal, um espumante e um Vinho da Madeira.
Os vinhos são apresentados pela ordem alfabética das regiões e, dentro de cada região, pela ordem alfabética dos nomes comerciais.
VINHOS NACIONAIS:
VINHOS ESTRANGEIROS:
Já se encontra à venda a edição do Guia de Vinhos Rui Falcão 2012. São cerca de 4.300 vinhos classificados que, para além de vinhos nacionais e internacionais de todas as regiões, surge este ano com duas novidades de monta em relação às oito edições anteriores. Para além das classificações e notas de provas de vinhos de todas as regiões nacionais, distingo os dez melhores vinhos portugueses e estrangeiros, bem como as dez melhores relações qualidade/preço presentes no mercado nacional. Mas as duas grandes novidades do Guia de Vinhos Rui Falcão 2012 assentam na eleição do melhor vinho do ano em termos absolutos, um empreendimento arrojado, bem como na publicação de uma lista com a informação sobre quais os melhores vinhos por região, no limite de preço até 5€ e no intervalo de preço entre os 5€ e os 10€, adaptando o Guia de Vinhos Rui Falcão 2012 à realidade económica actual.
Para além de ser a maior fonte de informação sobre o Vinho da Madeira, o Guia de Vinhos Rui Falcão 2012 contém um painel alargado sobre Vinho do Porto de 10, 20, 30 e +40 Anos, oferecendo ainda notas de prova detalhadas sobre 44 provas verticais de vinhos nacionais de todas as regiões. No final do Guia de Vinhos Rui Falcão 2012 encontram-se disponíveis diversos quadros estatísticos sobre os vinhos melhores classificados por região e país (no caso dos vinhos estrangeiros). Como complemento surge ainda informação detalhada sobre os melhores endereços internet para poder comprar vinhos. A informação espraia-se ao longo de 547 páginas, percorrendo 4300 vinhos portugueses e estrangeiros.
Uma vinha velha em taça, num dos locais mais secos da Madeira, uma das grandes descobertas desta viagem pela Madeira.
Verdelho dos Prazeres à espera de ser transportado para a adega
Campanário, onde se encontram algumas das vinhas mais bonitas da Madeira num cenário de cortar a respiração.
A única vinha de Bastardo recém plantada na Madeira e, infelizmente, uma das poucas a oferecer quantidades razoáveis de Bastardo.
Malvasia de São Jorge, sobrevivente aos fortes ataques de Míldio deste ano
Tinta Negra no seu elemento natural
A inveja é uma coisa muito feia e provocá-la ainda mais. Só que às vezes não há como evitá-lo. A propósito da celebração dos 200 anos do nascimento de Dona Antónia a Sogrape reuniu "um grupo restrito de amigos e profissionais da comunicação" para passar essa inveja, perdão, esse privilégio, a todos os que não tiveram a oportunidade de provar (provar o tanas, de beber!) algumas dos vintage mais antigos da casa, como o de 1815. As fotos não passam aromas, nem notas de prova, mas falam por si (ou mais ou menos)
Podem não ter sido os melhores Portos que já bebi na vida. No entanto, poder participar num momento destes e testemunhar a intensidade e a jovialidade de vinhos como estes, com quase 200 anos, é de facto um privilégio a que é impossivel ficar indiferente.
Já aqui tinha falado da tendência recente (vá lá, dos últimos 3, 4 anos) de certos restaurantes nos servirem vinhos brancos da região dos Vinhos Verdes em flutes - seja num vinho de gama baixa com 'pico', ou num mais prestigiado Alvarinho. Desconfio que a Sogrape tem alguma culpa no cartório já que alguns dos flutes que tenho visto apresentam o logotipo do Vinho Verde, Gazela. Qual terá sido razão? ajudar manter o 'pico' (comum em muitos dos Vinhos Verde de gama mais baixa) ou apenas criar uma moda? Hum... ou será que tudo não passou de uma jogada de Marketing a anteceder o recente lançamento do espumante (ou sparkling, que é um termo mais cool) desta sua popular marca?
O curioso é que na região de Champanhe cada vez mais há restaurantes que servem o prestigiado vinho da região em copos de vinho branco (tipo Riedel Sauvignon blanc, creio) em vez de flutes - conforme me referiu recentemente um produtor local e que eu mesmo pude confirmar.
A história faz lembrar a novela Vila Faia (no tempo em que ainda havia o escudo e o Nicolau Breyner tinha bigode). Um argumentista resolveu desenvolver uma manga (bd japonesa), depois passada a série de televisão, onde um vinho de Bordéus está no centro da intriga, o Chateau Le Puy 2003 - até então pouco mais do que um vinho banal. Parece que o impacto fez disparar as vendas tendo o preço de uma garrafa chegado a atingir 1000€, em Hong Kong. Não seria nada de tão especial assim se o o preço normal do vinho não não andasse na casa dos 18€.
No seguimento do que efectuámos no ano passado (aqui), o Mesa Marcada pediu a várias pessoas conhecidas no meio que nos indicassem aqueles que foram os seus 10 restaurantes e 10 Chefes preferidos de 2010. Este ano a votação estendeu-se também aos 10 vinhos e 10 enólogos preferidos.
O painel de convidados foi o mesmo para qualquer uma das áreas sendo que cada um era livre de votar apenas nas que entendesse.
Às votações dos 64 convidados que responderam juntámos as nossas listas. O resultado foi um somatório das pontuações dos 67 votantes (1º lugar:10 pts ; 2º lugar:9 pts; 3º, 8 pts, etc) sendo que cada participante não podia votar no seu próprio nome, espaço ou vinho.
Agradecemos a todos os que participaram neste nosso desafio e aproveitamos para felicitar os eleitos
Duarte Calvão
Miguel Pires
Rui Falcão
P.S. A listas completas poderão ser consultadas aqui
Obrigada pelo reconhecimento!Como açoriana, sinto...
O cozido, julgo que às 4ªs, é excelente e de merec...
Gostei muito desta crítica. Muito útil.
Obrigado Miguel. Não sei mas estou a averiguar. Ag...
Obrigado, Fátima. Estes jantares do Nuno Mendessão...
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Está deslumbrante ! Quem me dera ter provado isto ...
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Bom artigo, comi consigo a mesa. Obrigada Miguel
Nao era a Quinta do Vallado que fornecia o Chelsea...