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Uma francesinha de luxo em Nova Iorque

por Miguel Pires, em 06.03.14

 

Já fui quase fuzilado em plena Baixa do Porto por dizer que a francesinha é um absurdo gastronómico e que não compreendia porque é que, tendo o Porto uma gastronomia regional tão rica, querem à viva força transformar uma invenção francesa (croque madame) incrementada num ex-libiris da região. Esta semana, em Nova Iorque, perante amigos referia isso mesmo a Frederico Ribeiro, sub-chefe do Per Se (o 3 estrelas Michelin de Thomas Keller). O Frederico, como é bem formado e gentil, limitou-se a sorrir perante a minha provocação.

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No dia seguinte fui jantar ao salão do Per Se, que tem os mesmos pratos da sala principal, mas pode-se escolher à carta ( ficando o rombo na casa dos 100/150 dólares e não nos 400/500 dólares do restaurante que só serve menu de degustação). Algures no meio, o empregado começou a descrever o prato: "rausis mausis trausis frausis". No final da explicação, que como perceberam, eu não percebi nada, oiço a palavra 'little french'. Dei uma valente gargalhada: o Frederico acabara de me dar uma chapada de luva branca ao enviar para a mesa a sua versão 'Per Se' da francesinha, incrementada com wagyu e molejas. Touché!

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Após o jantar coloquei a circular no Instagram a foto que ilustra este post e levou a seguinte legenda: "não volto a dizer que a francesinha é um absurdo, não volto a dizer que a francesinha é um absurdo, não volto a dizer que a francesinha é um absurdo, não volto a dizer que a francesinha é um absurdo. Ou melhor, a do Frederico Ribeiro não é um absurdo".>

P.s. Também já comi uma boa francesinha feita pela o Rui Paula e outra pelo Albano Lourenço. Que me desculpem a snobeira, mas não gosto mesmo daquela molhanga feito com tudo o que aparece à frente no frigorifico em dia de ressaca.

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publicado às 06:17


1 comentário

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De jms a 06.03.2014 às 14:45

Aqui, lamento, não tens razão, melhor dizendo: não concordo.
Nem a francesinha precisa de retirar espaço à restante e rica gastronomia regional, nem o molho, em condições e nos bons locais, é feito com tudo o que está de sobras pelo frigorífico...

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